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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Marcas do prazer


Mostra-te.
Deixa-me tocar-te na crueldade.
Mostra-me quanto és capaz de provocar-me... Dor.
Deixa-me provocar-te a maldade.
Deixa-me ver mais além da tua firmeza...
Deixa-me quebrar a tua postura
E como já conheço a tua doçura,
Deixa-me ser a tua presa... Presa á tua cura.
E fura...
Quero essa fera dentro de mim!
Essa que escondes ter...
Solta esse animal que és.
Eu já o vislumbrei e tu ainda não o apresentaste.
Escuta:
Rebenta comigo.

Desbloqueia a prisao do teu estado,
Eu deixo-te expandires o teu mal sobre mim
E explodires em cima de mim
Essa brutalidade que afirmas prender...
Deixa-te foder-me...
Aperta-me contra ti num falso abraço
E permite o meu corpo dorido lembrar-me a tua força
No dia seguinte ao que me prenderes no teu quarto.
Mostra-te.




domingo, 18 de dezembro de 2016

Tenho 3 dias de vida

Tenho 3 dias para me apaixonar por mim.
Tenho 3 dias para me perdoar de tudo.
Tenho 3 dias para me curar de mim, dos outros e da vida. 3 dias para aceitar o mundo. Sem ter de o compreender, mas aceitar nele a minha presença subversiva.
Tenho 3 dias de vida, que escolho para ser o retiro da minha alma no meu corpo de então.
Tenho três de todos os dias para me reencontrar.
Tenho 3 dias para me assumir a mim e me achar.
Tenho 3 dias para curar-me.
Tenho 3 dias em retiro pessoal e espiritual.
Tenho 3 dias para amar-me apaixonar-me por mim. Quero que seja como não foi para com ninguém.
Tenho 3 dias para me separar do mal e do negativo.
Tenho 3 dias de VIDA.
Tenho 72 horas de vida que quero viver no Aqui e AGORA.
Tenho 3 dias para morrer e nascer.
Tenho 3 dias para me admirar.
Tenho dias para me apaixonar.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Um drama erótico sem filtros



Prostituis o teu coração quando entregas o teu corpo em troca de uma correspondência amorosa que não vem nem virá e, tu sabes disso. Vendes o teu amor e carinho ao desbarato, desvalorizando o teu valor.

É a prostituição do amor.
E fodes como nunca. E fodes bem. Porque fodes com amor.




sábado, 3 de dezembro de 2016

O nosso segredo explícito


São segredos molhados,
Os nossos contos somados e
Tudo o que já escrevemos e
E que contamos suados...
E prometemos, ousados, gozos
Dos nossos corpos deitados,
Os corpos sentados...
Os nossos corpos a vibrar
Histórias de quando
Me torturas a líbido
Até a nossa tesão se cruzar...
São o nosso segredo explícito
De um prazer secreto, ilícito.


Não da mesma forma.

Não volto a ser tua.

Mesmo que o céu venha a mim
E as estrelas caiam em desejos pedidos.
Os meus desejos perdidos gritam na minha lembrança
E mesmo que os planetas se alinhem para nós,
Não me terás.

Não sei o que vens ensinar-me
Nem o que vieste fazer outra vez...
Mas mesmo que não volte ao lado negro,
Não te quero mais.

Mesmo que a saudade me torne mais triste
E a minha ternura por ti seja da cor da água,
Não volto para ti.

Mesmo em nove milhões de milhas,
Não havendo alguém que me toque mais,
Tu já não me tocas muito mais
Que os demais sensacionais.
E eu não te quero mais.

Se me queres mais uma vez
Ou umas vezes...
Mesmo que eu seja especial,
Assim capaz de te fazer feliz...
Não volto a ser tua.
Não da mesma forma que me poderias ter tido:
Original.

Estragaste a magia.



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Tu foste.

Foste aquele que passou, nem sei bem como nem porquê pelo meu registo de prioridades e vislumbres.
Posso dizer que fui buscar-te. Porque sei que fui. Imaginei-te perto, muito antes de teres sido o que foste para mim. Nunca te disse.
Poderia ter previsto, por isso mesmo, que irías bater-me forte na minha capacidade de sentir.
O que senti foi tão forte e desenvolveu-se tão rápido que pareceu que já tinha sido sentido há anos e se congelou em séculos para desencadear novamente.
O que senti por ti roçou ali num carinho estranho que se sente quando se sente amor.
Só sei que não foi, porque a paixão têm a capacidade de nos iludir e assolapar e o amor constrói-se com ponderação e muito tempo. E eu já senti o que é amor. Sei o que é amar um homem.
Poderia ter previsto que não poderias ser apenas um apetite da minha seletividade... Uma iguaria que escolhi. Poderia ter previsto, mas preferi sentir-te.  Intensamente. E não lutar-me ou contrariar-me. Vi-te a levar-me a não ter medo, mas observei-me a apaixonar? Analisei-te? Se estarias a levar-te comigo...?
Senti e permiti-me sentir tão intensamente quanto o meu egoísmo me permitiu. Fui egoísta de mim para mim. Deixei-me vislumbrar só pelo prazer de saber-me tão bem estar apaixonada como estava. De verdade. Mesmo após entender que isso me daria uma amargura na mesma proporção ou maior que o prazer sentido por me relacionar contigo.
Foste o que era capaz, como há muito alguém não era, de me fazer voar.
Foste o que me fez repensar as minhas prioridades e ser egoísta de mim para mim. Por ti eu largava muito do que tinha acabado de definir... Do que tinha esclarecido ser um rumo a seguir. Eu inverti-me 180º, sobrepús desejos nos meus desejos. Eu alterei metas, turvei horizontes. Tudo por o que senti por ti. Não por ti. Ou foi por ti? Sei lá... Mas que senti, eu senti!
Alterei vezes sem conta o que idealizei para mim, por teres chegado onde chegaste dentro de mim.
Tocaste onde não sabia que poderias. E a certa altura, eu a ver isso acontecer e a deixar acontecer... E a torcer por acontecer...
Inverti valores e opiniões por momentos e pensei que estava a ficar louca.
Levaste-me para onde fui ou eu fiquei momentaneamente louca e fui sozinha? Eu é que me levei a tal paixão e loucura? Ou conduziste-me?
Aquele tempo tão curto pareceram-me meses...
Não imaginas no que me fizeste acreditar no início! Fizeste-me sentir uma princesa, após a guerra dos tronos passada.
Até me esqueci que nasci Rainha e não foste tu quem me fez princesa. Ainda que me sentisse levada ao colo...
E enquanto escrevo, um nó se forma dolorozo na minha garganta, aquele nó que nos dá a tristeza quando a prendemos, de quando ainda sentes o que pensas e pensas no que ainda sentes.

Ainda estou para compreender «Porquê?».
Porquê? Quem és tu afinal?
"O Tal" na minha crença, já não existe porque percebi em tempos passados, antes de ti, a realidade de dificilmente uma relação ser para a vida e essa, não é para mim. Existem Tais... Uns especiais.
Talvez por seres tão o meu deslumbre e uma fraqueza para mim, não foste um tal nem ficaste.
E assim, semelhentemente doloroso, mais ninguém o será para mim.
Mas já foste... Foste embora.

Mas Tu foste.

Ainda bem que foste.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Marco(-te) em mim.


Marco o início da tua chama...
Em mim.
Marco o teu nome na minha mente,
Com um fim.
Marco o compasso da tua música no meu corpo
Ao som da tua voz para a qual me dispo.
Largo as roupas que me inspiraram a pele
E seduzo o ar que respiro...
Inspiro-te a líbido e expiro lubrificação
E não precisamos gostar das mesmas coisas
Para dançar no mesmo ritmo ao serão.

Bem-vindo ao meu mundo...
Imaginar a tua lígua está a matar-me.
O Depois já não é mais a hora e tu...
Nem imaginas o que me fazias agora.

O que ontem me era morno, hoje está quente
E imagino-te a ter confrontos de prazer...
E por ser poeta não controlo a minha mente...
Danço nua entre a tua ausência e o meu querer.

Não te digo metade da metade do que penso,
Senão não era quem sou
E o que sou não gosto de falar...
No meu olhar vês o que não te conto,
Porque o que sinto, sem querer deixo escapar
E o que sou, eu só gosto de mostrar...

Mas o que sinto é intenso e original...
É imenso e superficial...
É profundo e liberal...
Mas é efémero e não espera pela moral.

Já brindávamos a nós...
Já nos tocávamos a sós.
Quando não sabemos o que esperar
Desconhecemos o que perdemos...
Como a chama que criaste...
Onde foste, que já não a vens apagar?


sábado, 19 de novembro de 2016

Treinar o Músculo

Doeu.
Feriu-se. Lambi-o com carinho.
Caiu algumas vezes.
Partiu-se umas tantas.
Tantas vezes que o apanhei aos bocados...
Algumas partes dele eu acho que já nem as tenho.
Eu já nem me lembro se as achei...
Fartei-me de apanhar-lhe os cacos.
Colei-o com saliva e paciência...
Ficaram as cicatrizes.
Já não sente da mesma forma de forma tão imediata.
Não se deslumbra por encantos imediatos ou demorados.
Não se arrepia tanto, mas também não se magoa tanto.
São os caules da pele que o reveste.
São tatuagens de aprendizagem.
Os corações também se treinam.



terça-feira, 8 de novembro de 2016

Todas as praias já foram rochas em que a água tanto bateu...

E aposto contigo
Que as ondas que gostas de sentir
Não as sentes com outros mares
Porque a tempestade que eu sou
Cria marés vivas de uma intensidade
Que a tua terra treme de me ter em cima
A varrer a tua pele e a fazer espuma...
Para depois me infiltrar nos teus grãos morenos.



Sentir assim esta droga de mim


Quando me drogo de mim mesma
Não cabo em mim de tão veloz!
E se eu pudesse, eu levava o mundo à minha frente!
Há um fogo qualquer dentro do que sou
A querer sair...!
Há chamas no meu olhar, há faíscas nas minhas mãos!
Há motivação na minha alegria,
Há força no meu querer.
Há vontade na minha força
E há fé, na minha pessoa, em vencer.
Venham desafios, porque eu preciso de mais.
Preciso de emocionar-me com mais.
Aprender mais, soar mais, gritar mais!
Viver mais! Doer mais! Cantar mais!
Cair mais.
E só espero que a vida não desista de mim.


...sugestivo, subtil.


...e mentia, se te dissesse que não senti.
quando me tocavas, tão perto, não senti senão aconchego e ria-me por dentro, por saber o que pensavas, naquele momento.
e eu, sim, quase assaltei a tua boca naquela amostra de gozo mútuo... por isso, se estiveres de novo comigo faz-me o favor de me calar. e já na hora, aproveita e sucega-me as mãos de forma que eu não ponha na boca senão o que me deres.
cala-me com a tua língua. amarra-me com mais de ti. mais de ti, entendes?
mostra-me, o que tens escondido e não vi, em ti; o que ocultas com a tua seriedade, tão oposta à minha espontaneidade bruta. camuflas algum momento mais profundo de ti ou és mesmo sempre assim? mostra-me-te. e cala-me.


sábado, 5 de novembro de 2016

Cabeça no Ar & Pés na Terra



Na compostura cuidada
Da sua estatura meio frágil
Dança uma mente perturbada
Por se desenhar tão ágil...

A loucura é o que a mantém tão forte
A sua energia vulcânica atravessa
As outras vidas e esta morte...
E ela dança em bicos de pés, descalça.

Toca no céu todos os dias
Com o sonho de ser mais,
Segue à margem das guias,
Sonha sonhos verticais.


Emigrantes do Coração

A aqueles que estão tão longe que se sentem perto da saudade…
A aqueles que se afastam para ter melhores oportunidades mais perto de si.
A aqueles que partem com pouco em busca de algo mais,
A aqueles que se dividem na esperança de se completarem um pouco mais, no vazio que é a solidão de se afastarem de filhos, irmãos e pais, para ter melhores condições que os demais e outros que tais…
Admiro-vos.
Não interessa se partiste para te conheceres melhor ou se foi para te alimentares de uma fatia de pão maior quando aqui escasseava e tinhas de escolher entre ti e em redor.
Não interessa se partiste porque aqui não te encontravas.
Não interessa se foste porque tens um melhor trabalho.
Eu quero que saibas que te admiro.
Sejas emigrante neste país que é Portugal
Ou emigrante do teu país natural,
Porque eu sei que és emigrante do teu local mais especial, ainda que por vezes digas não querer voltar ao teu lar original.

Conheces como é sentir Amor à distância…
E eu admiro-te.
Porque…
Imagino como seja à noite, quando antes estavas com eles no quente do vosso partilhar…
Num sofá, de chá, um cobertor e a partilhar…
Imagino o vazio de não conversar, de querer e não estar, de ouvir mas não ver falar…

Comprendo…
A língua que não é a tua, torna-se às vezes ruído…
E este silêncio que preenches com TV e Internet não mais é necessário senão pelo vazio que tens vivido…
A tecnologia que aproxima e tenta fazer sentido mas não é capaz de substituir quem não está ao alcance do teu corpo ressentido.

Eu admiro-te, pessoa emigrante, que emigraste do teu coração.
Porque eu imagino-te a chegar a casa sem o calor da receção, seja do gato, do cão, do primo, da avó, avô ou irmão.
Imagino-te a comer a sós contigo, não digamos sozinho, mas contigo…
A ver uma série, um filme e notícias afastadas da tua verdade e a pensar no que te impede de voltar e no que te move a ficar. É a contradição dolorosa de não estar.


Rir sozinho de algo que aconteceu quando ninguém viu e quiseste partilhar.
Eu admiro-te. Admiro a tua força. Todos os dias.

Não sei qual o teu credo, mas tens fé, pois Fé é Esperança e faz parte do Ser Humano e se estás onde estás, é a batalha que se traçou para ti.
Se estás onde estás, só tens que ter Esperança. 


Dezembro, 2015



sábado, 29 de outubro de 2016

Não é só amor, o fogo que arde.

Quando o silencia gritante da tua ausência abafa o ruído estafante da minha saudade, eu chamo por ti em pensamento, que chamar o teu nome com a minha boca, sabendo que na minha voz o teu nome te leva a minha verdade, é o mesmo que dar o meu tesouro ao bandido, com as mãos estendidas sobre o teu fogo que não é amor, mas ele queima. E arde...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O aveludado das tuas noites

Acho que me deixaste apaixonada
Pelas noites que nos davas
De Lareira, Vinho, Amarrada...
Estas são agora as minhas Chagas...
Eu enrolada naquela manta
Que desenrolavas com o teu fogo...
Só para mim, por mim...

Quantos cheiros me lembram
Os nossos brutos gestos...
Quantas imagens me vêm
De quando me vinha...
Pervertido e perverso,
Poeta avesso... Por onde andas?

Romântico Gótico,
Um tanto Barroco...
As nossas imagens vêm-me à mente...

O veludo vermelho não me larga...
Nem o Sofá nem a música.
Nem o teu cabelo que gostei e puxei...
Ou o teu pescoço que mordi e suguei
Como se te comesse sem faca.
Estas vozes não me deixam...
Estas músicas não me abandonam a mente.
Nem esqueci como é sentir-te
Bem entalado dentro de mim...

Só te abandonei porque insististe,
Senão apenas me tinha afastado
Quando me disseste
Que te apaixonaste por mim.
E eu só me apaixonei pelos nossos momentos.
Eu não poderia permitir entre nós
Tais sentimentos e desfazamentos.

A tua promiscuidade derrete-me...
Quero de novo, mais desse gozo
De alguém que diz asneiras comigo
Com a mesma elegância...

Foda-se...
Apanha-me outra vez...
Fode-me outra vez.
Recorda os meus sentidos
O que a minha mente lhes tenta fazer sentir...
E o que sinto são só arrepios...
Poeta...?













domingo, 23 de outubro de 2016

Estranha, eu.

Eu observo o mundo do topo da minha perspetiva.
Analiso.
Eu absorvo o todo do mundo e transformo e expiro em alegria.
Só assim sou tão feliz. Acreditando que estou de facto feliz.
Se não for alegre o que vejo, assumo que o equilíbrio só existe se existirem opostos.
A minha boa vontade já me trouxe socos na barriga.
Mas continuo a querer abraçar o mundo e a levá-lo pela mão.
Eu escolho pessoas. E torno-as as minhas pessoas.
Defendo-as como se fossem eu.
E quanto mais difíceis e menos atraentes (com falta de amor e repelentes naturais de pessoas), menos eu desisto de as largar.
Eu tenho a esperança de mudar as pessoas. Dobrá-las. E são guerras perdidas, algumas não são?
Eu escolho as minhas pessoas e não as largo.
Magoo-me, caio, levanto-me. Mas deixei uma semente nessas pessoas.
Perdi um pouquinho de mim pelo caminho. Mas no dar nem sempre está o receber. E às vezes recebe-se, mas não do mesmo que damos.
Eu sinto em mim todas as forças para ir avante com as pessoas que escolho.
Nunca passei num sítio sendo indiferente. Nunca fui indiferente na vida de ninguém.
Tenho amor para dar que chega para mim e para os meus todos.
Quando me dão maldade, eu dou calma... e envio amor. Em silêncio.
E mesmo que me dêem ódio... eu quero continuar a dar amor.





Uma Porção de Céu.

És feito da mesma dose de loucura que eu.
Tens a mesma porção da poção que arrasta o mundo
E leva tudo à frente num grito, num segundo!
Lambi-te a cara e respirei-te a alma
E soubeste ao mesmo que eu quando me tomo...
És de uma textura similar e encanta-me fazer amor contigo.

Não esqueço a pele que trinquei.
Não esqueço o sabor que dela provei.
Não esqueço do que olhei...
Enquanto me retribuíste o prazer que a seguir te dei.

Dançamos em cima de cordas...
Contorcemo-nos na areia e
Amassamo-nos nas ondas...
E quando me contas as histórias que escreves
Eu engulo o teu sabor a aventura
Com apetite para te tomar com a loucura
Que me conheces com ternura...

Vamos partir o céu ao meio!
Porque quem decide o meu limite sou eu!
E quem conhece o limite?
Quem conhece o fim do céu?



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Ponto à vida.


Bravo homem que vestes fato e gravata apertada,
És composto de tanta Gloria e não te vales de nada;
O orgulho que sinto sobra para nós dois,
Por favor toma um pouco, deixa as censuras para depois...
Se eu te vejo belo, o que há de mal aí?
Se todos te amamos, porque não gostas de ti?

O teu espelho é distorcido, porque não sentes o que eu senti,
Não corresponde ao refletido, não pode ser o mesmo que eu sempre vi!

És mais do que pensas emanar.
És mais do que aquilo que insistes negar!

Não te devia ter deixado abandonado a ti...
A ti! Tu que não sabes o teu valvor
E não cuidaste do que senti...
Não cuidaste do teu próprio amor...
Porque é que me abandonaste, amigo...?
Sem ti, o meu dia, pouco tem de cor,
É mais cinza que colorido...

Porque é que foste, porque te foste embora?!
Quem te mandou? Quem te disse que tinha chegado a hora?!
Os teus sonhos enublados, porque não os deitaste cá pra fora?!

A tristeza é mais forte que a capacidade de entender...
Nunca te levei a sério quando disseste que longe te querias perder...
És o homem magnífico que qualquer mulher sonha ter...
Não entendo o que não viste em ti, que todos vimos ser...
Um belo Ser.

Porque partiste? Nessa viagem tão negra e longa...?
Não podias apenas viajar ao cimo da terra redonda?

Quando falaste que querias sumir,
Eu não sabia que querias ficar longe de quem te quer ver sorrir...
Eu não sabia que estavas farto de viver e sentir...
Eu não acreditei que irias fugir...
Eu ainda não acredito que nunca mais te vou sentir.


2014





quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MEDO

Medo.
Medo do medo.
Porque sentimos medo de sentir medo?
É porque sabemos que sentir medo é desconfortável?
É porque sentir e encarar o medo é saír da nossa zona de conforto?
Talvez.
Sentir medo é similar a sair da zona de conforto.
Observar esse medo é dar uma chance a nós mesmos de o compreendermos.
Se compreendermos o nosso medo, não lhe somos mais chegados e íntimos?
Não é de INTIMIDADE que se faz a CONFIANÇA?
O medo é e existe para ser nosso aliado.
Sem medo seríamos loucos, alienados e lunáticos.
Todos os tipos de medo são alertas, alguns de sobrevivência outros de crescimento!
Não é mau sentir medo, não tenhas vergonha de sentir medo. Tem coragem de senti-lo e observá-lo!
Sempre que o observamos e pensamos de que forma o não sentiremos mais, estamos a lutar e a sair da nossa zona de conforto.
O medo é o gatilho para saíres da TUA ZONA DE CONFORTO.
Seja no sentido mais lato, como os nossos primórdios, para fugir de um animal selvagem, seja porque estás há demasiado tempo numa fase em que não te desenvolves, não te aumentas, não te melhoras.
Não tenhas vergonha de sentir medo, porque se o sentes é porque chegaste a uma altura crucial de tomada de atitude. Junta orgulho ao medo que sentes.
Porque se sentes medo então é sinal de oportunidade de crescimento! É sinal de que estás a sair pisar a linha que contorna a tua zona de conforto! É o cheiro a crescimento.

Eu senti orgulho de cada vez que enfrentei o meu medo, senti-me enorme de cada vez que o superei.
Eu cheguei aqui e sinto medo. Distancio-me da situação e observo porque tenho medo. Porquê? Qual é o desconforto no medo que sinto? Vai às entranhas desse sentimento. Custa, mas cresces.
Sente o medo que sentes. Fala com ele. Encara-o. Torna-te íntimo do teu fantasma que te assombra. Compreeende-o. Vais encontrar-te dentro desse medo que sentes. E vais encontrar uma forma de o deixar de sentir, sem fugir, resolvendo o que te faz sentir o medo.
Não tenhas medo da palavra MEDO.
Porque MEDO, é nosso aliado.
Não sintas medo, sente o medo.

Vontade de nós

Guardámos as vontades durante dias.
Durante dias olhámos as vontades com vontade de ser o dia...
Não foi dia, foi noite, foi quente...
Fomos amantes sem compromissos além de nós mesmos.
Empurraste-me sobre a mesa e prendeste-me os braços na frente para não te ver entrar onde te molhaste... E não chovia naquela noite, a não ser dentro de mim.
Empurraste-te contra mim, dentro de mim e soltaste o ar que eu tinha e não gritei mais porque alguém podia gostar e querer também... E aquela noite era só para nós...!
Gritos estridentes sem som podem ser gemidos contidos e amplificados em contrações saborosas...
E eu gosto das pancadas que tu gostas de me dar no traseiro como se eu te tivesse desconcentrado e desobedecido numa gravidade tal que ficas duro...
Trinco o ar que me tiraste de tantas vezes que me tapaste a boca e me enfiaste o teu desejo pela vontade a dentro... Que agarrei a toalha da mesa onde friccionava os mamilos, com vontade de a rasgar num grito e entornámos a jarra como entornámos os nossos fluídos um sobre o outro... de tanto nos empurrarmos.
Puxas-me o cabelo e dizes que é forte, puxas com mais força, bruto, dizes que gostas de o fazer e sem avisar dás mais uma tacada com a força que me faz escorregar num  L obliquo, ou seja, a barriga e os meus seios contra a tua tesão sobre a mesa da sala...
Ai... E eu mordo o meu braço! Com força! Que isto é intenso demais para eu estar de boca aberta vazia e por ser tão bom quando o enfias e tiras, enfias e tiras e te molho mais...

Sussurras que sou boa... Eu adoro que me fodas e digo-te: fode-me, por favor e tu viras-me de frente, levantas-me a perna e corriges o passo de dança, pegas-me nas duas pernas que te abraçam a cintura para num impulso de mãos bem abertas para me agarrares no rabo redondo e o subires, que a gravidade faz a alternância dos teus movimentos fortes e capazes de me fazer ficar cheia de ti e bem fundo tu em mim... a bater cá no fundo de mim...
Fode-me. Não pares que eu não te quero deixar de sentir...



Maçã agridoce

Se o teu corpo fosse um fruto...
Lavava-te e Descascava-te com carinho...
E se gostasses, com uma dose de Brutalidade, trincava-te até doer...
Lambia-te o sumo agridoce e trincava para engolir e comer...

domingo, 2 de outubro de 2016

«Tu amas-te» Sim.


Apetecia-me dar um grito na rua
Despir-me nesta noite e caminhar nua
Eventualmente agora chamar-me de tua.
Correr, largar a carne e deixar-me crua...
Trazer-me à essência e dançar mais pura,
Mais pura, mais pura...

Sentir o frio leva-me à razão.
Sentir-me mais leva-me ao perdão,
E perdoar traz-me de volta a mão.
A mão que me levanta e me cuida
E me lembra que não sou escuridão.

Escrevo este poema sob as estrelas,
As mesmas que me recordam sequelas
Que me acompanham na vida
E são as mais belas... de mim, viva. Telas...
Aquelas que outrora pintei com cores vazias.
Outrora, de cores cheias que me preenchiam.
E eu admiro-me tanto ainda assim...






terça-feira, 27 de setembro de 2016

A tua antiga paz

Abraço-te com o meu pensamento.
És reserva minha, mas não me alimento.
Toda a força que uso para te abraçar provém da forte saudade que tenho de ti.
E eu abraço-te tanto em pensamento...
Criei laços fortes com cada nosso momento.
A noite é fria e o calor que tenho para te dar sente-se mais nela.
Fica mais evidente este quente que tenho,
Caloroso sentimento com que te envolvo e que também dele sentes saudade.
Faz-te falta o vulcão que sou.
Sinto fome da tua pele
E onde ficas eu estou.
A tua presença já foi paz...
Hoje é uma inquietude convalescente...
Só não parti por não ser capaz.


domingo, 25 de setembro de 2016

A Experiência de te sentir.

Amoleceste-me, da guerra interior que trazia,
Da guerra travada e que já não queria.
Amoleceste-me o escudo,
De ferro, de força, de medo.
Mas o teu foco era para mim vago e mudo.
E agarraste-me na mão e baixaste-me a guarda.
Fomos acompanhados pela emoção
Que nos desdobrou em mil pedaços de nós mesmos.
Se fosses areia, da forma que passaste por mim,
Serias tal como foste
A tempestade que me deixou em carne viva.
Despiste-me mais que a roupa que uso...
E eu despi para ti a minha alma toda,
Expus-me como se não houvesse
Outro Homem capaz e digno de me ter.
Mais do que a minha pele, viste através...
Através do que me permiti, mas permiti-te!
E as emoções que têm temperatura...
Aqueceram-me todas as veias e tendões...
Preparaste-me desta forma tão calorosa,
Para depois usares a mesma intensidade de força,
Inversa:
As tuas palavras gélidas queimaram-me por dentro
De tanto gelo...
Foste um iceberg ponteagudo
A espetar-se no meu coração de lava.



Paixão por Lição, Lição por Paixão

Deste-me ensinamentos...,
Em troca não premeditada
Nem acordada
De uma paixão que nos assolapa.
Não nos comprometemos
A não ser com o que não controlamos sentir.
A prova foi a troca que se dá com paixão
E carinho de tudo o que permitimos.
E eu precisei de ti
Porque há pormenores do meu EU a melhorar,
Que alguns já melhorei;
Tudo, com um paralelismo duro,
Com emoções que queimam.
Dou-te o melhor de mim,
Ao teu lado e em cima de ti
Porque nunca fiquei tão louca.
Elouqueces-me
E há devaneios que eu ainda não tinha sentido
Desta forma e intensidade.
Se usaste do teu tempo comigo
Foi porque o mereci e porque mereci o teu esforço.
Se mereço o teu esforço é porque te mereço.
Se te mereço, é porque O Quero.
E eu Quero-te.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"a vida endurece-nos, por mais moles que queiramos ser
e lidar com isso chama-se viver"

S. Rocha


terça-feira, 20 de setembro de 2016

Vomitar o coração, é preciso.


Acordaste-me.
Abri os olhos...

Ludibriei-me.

Pisquei os olhos e mudaste.
Não só em mim.
Quando me deitei eras certeza de felicidade.
Sonhei sangue, suor e lágrimas.
Acordei e estava cheia de nada à minha volta.
Eras tu.
Tinhas deixado a tua ausência para meu contentamento.
As vezes que te senti não chegaram para lembrar-me
Se és mesmo bom.
Mas gosto de ti.
Gosto muito de ti.
Tanto que chorei a fazer amor contigo.

Disseste que me irías comer toda e de todas as formas.
Ainda aguardo.
Mas há uma coisa que comeste bem...
Mordeste, trincaste e cuspiste,
Comeste-me o coração.

E
Quis, comer-te a carne mais uma vês.
Roçar os lábios no teu coração.
Sem o morder.

Despeço-me e...
Quanto ao meu...

Esta noite vomitarei o meu coração.




domingo, 18 de setembro de 2016

Precisão

Nada teu foi ingénuo.
Cada traço, cada pedaço teu
Foi pensado para ser crédulo.
Nada teu foi trémulo.
Mas nada teu foi de génio.

Cada passo, cada esboço teu,
Foram resultados de uma análise
À pessoa em que viste oportunidade...
Eu.
Oportunidade natural e oferecida...
E caí no meu sentimento,
Nele embebida.
Tu não me prometeste nada!...
De facto...
Só prometeste aquilo que eu faço:
Não amar-me.
Prometeste-o a ti. Sem sequer pensar nisso.
E não me deste qualquer sentimento
A não ser o do momento e esse, é fácil.

De notas se fazem as partituras da vida.
De posições tomadas se fazem as decisões.
De batalhas escolhidas se fazem os mais fortes.




Longe


(Tentei verter algumas lágrimas na esperança de me livrar deste agonio que sinto.
A desilusão dá-me mau-estar. Estou mal disposta.
Não sei se a água gaseificada também não ajudaria... Mas como foi uma causa interna, procuro internamente a solução para o alívio; mais tarde para a resolução.
Ah...! Sofro de desapontamento.
Sinto-me triste. Até sinto alguma dor sentimental. Tem mistura de Ego ferido...)


Estou grata por todos os momentos de boa disposição que me deste.
Grata por todos os sorrisos, todas as gargalhadas.
Estou honestamente grata pelo tempo que ambos dedicámos um ao outro.
Mas, por isso e com respeito a mim...
Por favor não voltes a vir ter comigo.
Vens de tão longe para me beijar e fazer-me sentir tão bem... Que não o faças mais.
Não venhas trazer-me mais momentos de alegria e felicidade promissora.
Não me tragas histórias de ti que me ludibriam a ponto de não saber se estou fascinada ou apaixonada.
Não me entrelaces mais os dedos nos teus, dando-me esta estúpida esperança de ser feliz com alguém além de mim...
Não me venhas mais trazer o alento de um final feliz...! Ao ponto de eu acreditar que nos gostamos de igual forma.
Porque eu acho que me apaixonei por ti. E também acho que gosto mais de ti do que tu de mim.
Não mais provoques o brilho nos meus olhos, o que se espelha do meu coração, enorme.
A causa deste corte não és tu, sou eu. Tu és fantástico...
Eu é que voei alto demais. Corri rápido demais. Senti demais. Vivi-te o Ser para além do que pretendes de mim...
E eu não quero este desfasamento. 
Não é isto que eu quero para mim.
Desculpa se não merecias alguém tão dado assim.

2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Euforia, alegria e paz

Eu hoje sei porque me apaixonei por ti.
É que tu acompanhas-me pela berma de um abismo
E seguras-me firmemente pela mão,
Para eu sentir a liberdade de escolher ter medo ou não.
E sem eu te pedir, admiro o perigo e a beleza...
Sinto a adrenalina da tua grandeza, sem cair.

Eu hoje sei porque estou caída de paixão...
É que tu és imenso e abraças-me sem tempo
E envolves-me no teu sentir intenso...
E lembras-me os momentos em que fui feliz
Ao sabor do vento...

És como o mar... De rebentação Imprevisível...
Não tens duas ondas iguais.
Não tens duas ideias iguais.
Não me dás duas emoções iguais.
Não me trazes momentos parecidos,
Nem todos os sentimentos que me dás serão demais.
E contigo experimento este estado eufórico
De quem não sabe onde cabe tanta alegria e tanta paz.




domingo, 28 de agosto de 2016

As pessoas são feitas de camadas, como os melhores bolos.


Encontrámo-nos onde as flores nascem,
Onde há árvores de fruto
E as plantas florescem...
Onde os frutos caem de doces...
E os apetites crescem...
Onde os casulos já maduros
Nos dão borboletas que mexem...
Connosco.

Não é difícil funcionar assim...
Quem é que não gosta de sentir
Este sentimento de magia sem fim?...
Quem é que não se supera e encaixa
Quando não há desafios e só camas de cetim...?

Ao entrar-te onde tu não querias,
A minha margem de erro quase nula
É esgotada na esperança que trazias
Pela mesma genuinidade que me fez tua!

Minha doce paixão...
A árvore das felicidades
Cresceu da água abundante
De muitas tempestades!





sexta-feira, 26 de agosto de 2016

És poesia

És poesia aos meus sentidos.
E libertei-me tanto para ti
Que eles ficaram apurados, aguçados,
Ludibriados com o que vivi.
Não me fazes sentido senão
Tu para mim.
Mas deves ser o que entenderes.
Só que eu imaginei-te comigo.
E agora esquecer isso...
Eu Quero-te.
Quero dançar para os teus olhos.
Quero amar-te devagarinho
Com o carinho que te tenho dado.
O que não te dei e em troca te tirei
Quero recuperar dando-te o meu melhor
Até te sentires perfeitamente amado.
Gosto de amar o mundo, o próximo,
O rosto desconhecido do outro lado.
Não sou má pessoa.
Sou maravilhosa.

Vou esperar que a poeira assente por estes dias...
Ainda quero ver tantas estrelas contigo...


Perto.


Estou grata por todos os momentos de boa disposição que nos deste.
Grata por todos os sorrisos, todas as gargalhadas.
Estou honestamente grata pelo tempo que ambos dedicámos um ao outro.
E por isso e com respeito a nós e a ti e a mim... E ao que acredito que virá...
Por favor não deixes de vir ter comigo. Onde quer que eu esteja.
Como todas as surpresas que me fizeste sem que eu esperasse e me deixaram ser ar, palavras ou chão...
Vieste de tão longe para me beijar e fazer-me sentir tão bem... Que a tua energia boa me contagia e me ensina a ser melhor.
Traz-me mais momentos de alegria e felicidade promissora. Eu prometo retribuir.
As tuas histórias ludibriam-me a ponto de não saber se estou fascinada ou apaixonada.
Não mais deixes de entrelaçar os teus dedos nos meus, dando-me esta esperança de ser feliz com alguém além de mim...
Não me deixes mais de trazer este alento e felicidade.
Não percas a oportunidade de ser feliz. Porque eu me apaixonei mesmo por ti.
Quero-te e quero-te muito, disso não tenho dúvidas.
Não mais deixes de provocar este brilho nos meus olhos, vindo do teu coração, espelhando-se neles.

Se o que há de bom, claro e oculto (ainda), não compensar um trabalho mútuo de melhoramento...
O que vale a pena nesta vida?



quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Se pudesse visitava-te esta noite.
Não precisavas acordar ou sentir que te beijava
Ao de leve os teus lábios que anseio
E os teus olhos fechados.
Beijava-te a testa na despedida da visita breve.


Desapontar



Curioso...

Só agora percepcionei que o desapontamento é uma forma de tristeza.
Saboreando-o em mim, claro, sinto que...
É uma tristeza mais apática, com notas de desilusão.
Pode experimentar a dor, mas quase nunca verte lágrimas.



terça-feira, 23 de agosto de 2016

Respirar Vontades

Nua...
Sentada na minha cama vazia...
Imagino-te perto.
Como na noite anterior
Em que dançámos horizontal e obliquamente
Nestas quatro paredes que te tomei...
Deitámo-nos com força contra a cama.
Eu empurrei-te, mas tu puxaste-me pela anca
E cheios de saudades da nossa aventura
Vazios do mundo e de roupa
Respirei perto do teu ouvido
Para me ouvires gemer...
Com o impacto do qual és culpado,
Pelo engolir do teu ar,
Arfando perto da tua boca,
Enquando me penetravas profundamente
Sem teres avisado que irias
Preencher este vazio que havia em mim
Com o prazer de te ter assim
E consumiste-me a tensão acumulada
De um dia de trabalho, pesado, suado...
Pingaste-me o meu peito arrepiado
E molhaste-me os lábios beijados
Com essa língua que se humedeceu
Na minha vagina que se abre para ti.

Quando me mordeste e deixaste
A marca que agora observo,
Escolhi não te devolver a dor
Que intensamente me provocaste,
Mas sim no prazer que senti
E saí sem avisar de baixo de ti,
Prendi-te os braços
E apanhei-te com a boca o responsável
Pelas vezes que me a tapaste
Depois de me perguntares se eu gostava...
Engoli-te a razão e voltei a dar-ta.
Suguei-te a expectativa,
Relembrando-te de como sou melhor!
Melhor do que já existiu para ti,
Com a dose de carinho que adiciono
Ao meu empenho contigo...
Mas eu existo.
Existo e resisto com gosto
Às vezes que te pedi com força!
Porque é à força que a paixão se mostra
Quando sofremos do que temos em mãos.

Perto...
Quero-te perto...
Fundo...
Tão fundo que me faças esquecer
Que tenho arrepios no ventre e mente
Como se estivesse sob forças g
Quando nos imagino sem te ter por perto!
Como agora... Que ressaco do teu sexo!
E eu...
Vomito a vontade que fui comendo
E acumulando na tua ausência,
Por não ter o que comer de ti...

E eu implorei para que ficasses
E me tomasses mais uma vez...
Mas foste...
E agora vou respirar vontades...



domingo, 21 de agosto de 2016

Gosto de ti, paixão.

Gosto do teu nome...
E de dizê-lo e escrevê-lo.
Eu gosto de ti.
E gosto de gostar de ti...
Porque eu gosto
Deste frio na barriga que sinto
Quando penso em nós
E nas frases que me dizes.

Gosto de me sentir criança
Curiosa, atenta, ansiosa...
Gosto da tua voz.
Gosto de ouvir o meu nome, dito por ti.
Gosto das tuas mãos,
Da forma como as usas quando falas.
Da forma como as usas em mim...
Gosto dos teus lábios bem desenhados;
Gosto de como se movem
Ao proferir as palavras que me ensinas
E da forma como se movimentam nos meus.

Gosto da tua barba que me arranha...
Gosto da tua língua e o que fazes com ela.
Gosto dos teus beijos todos...
Gosto de ti
Porque sabes dar-me bons momentos.
Investes o teu tempo comigo e eu
Dou-te o meu agradecimento.

Gosto da tua calma e do teu fogo.
Da forma madura como explicas,
Das pausas e timbre que usas quando te exprimes.
Gosto tanto do teu sorriso, já te disse?
Gosto do sorriso que plantas em mim
E de me sentir especial como sinto contigo.
Gostei quando me deste a mão pela primeira vez.
Gosto quando me tiras as armas e os escudos
Que teimei em usar contigo...
E de quando me desarmas e me incentivas a sentir...

Gosto dos teus abraços, ai gosto tanto...
Sinto-me protegida contigo.
E gosto do teu peito
Porque tu abraças-me
E eu aninhada sinto-me andorinha,
Pousada sem estar presa.
E de madrugada sonho contigo.
Porque eu gosto
Da maneira como me olhas
Quando conversas comigo e
Da forma como lentamente pestanejas
Num movimento de cabeça quase pendular
Que me prende o olhar embebido em ti...
Outrora um sorriso nasce no teu rosto bonito
E os teus olhos grandes, ficam amendoados
Rasgados de doçura, que como...!
E eu cosumo-te integralmente...,
Com os meus sentidos todos...,
Quando estou junto de ti.
Às vezes é tão forte o que provocas
Que não é suficiente Olhar-te, Ouvir-te,
Provar-te, Sentir-te, Cheirar-te
E quero morder-te...

Desculpa se me seduzes.
Não te resisti.



Emoções que embriagam

Embriagas-me de emoções fortes positivas.
E as emoções não mentem,
Ao contrário do nosso pensamento,
Que deturpa a realidade que sentimos.
Os meus olhos que te sentem
Também não te mentem
Quando te olham e te mostram
O que és capaz de criar em mim.
Todo o meu corpo é luz junto de ti.
Não sinto mais pesar ou sono.
A energia dominou-me.
E olho para mim, de dentro para dentro
E não me reconheço mais assim...

É nos pormenores que
Não cessas de me surpreender;
É nos teus gestos que me prendes,
Me deténs, sem eu perceber.
E os teus olhos que me hipnotizam,
Dizem-me mais do que alguma vez muitos me disseram.
E quando me olho novamente,
Já é tarde, porque o feitíço estranho
Com que me domas, entranhou
E não é mais quebrável.

A leoa selvagem que caçou por diversão
É agora a presa mais vulnerável
Que não mata nem come por comer,
Nem encontra dentro dela explicação
Que sustente estas emoções com a razão.

És overdose de emoções desde o início,
Sendo tão simples, quanto tu mesmo...
Mas para minha surpresa, no fim,
O meu espanto não és só tu...

É QUE, DE REPENTE PARA MIM,
Depois de tanto amar e ser amada,
Estar farta de romances de muito e nada...
O que vem a ser isto na minha vida...?
Porque sem eu saber como e tão rápido...

Eu estou completamente apaixonada.




terça-feira, 16 de agosto de 2016

Já amei sem retorno.


Aprendi que não há quem não aprecie carinho...
Há quem não o pretenda da pessoa errada.
Há quem não o receba da pessoa
Que não é a pessoa amada...

Passada uma década, após início da relação,
Vejo a história que vivi, claramente,
Sem moldura nem filtros.
Ela apresenta-nos num contexto simples.
Nada vago, nada magoado agora, para mim.

Pelo que fomos, quando inicialmente
Trocámos provocações e palavras,
Nem eu ou tu imaginavas
Que a nossa esperança média de vida
Fosse tanto e tão pouco.
Mas a história que vivi
Foi uma evidente preparação de mim.
Para ti, observo uma lição de melhoramento
Do teu Eu, que ao transbordar de ti
Entornava sobre os outros...
Entre outras lições...

Como sou intensa e inesquecível,
Deixei as sementes que consegui deixar...
Mas não estava escrito que iría ser mais,
E como mais não fui para ti,
Passei para receber e dar a lição.
Mas não fui apenas o Ser de passagem,
Tanto que sofreste com a paragem...
É que onde eu pouso eu deixo saudades.

Não foste capaz de amar-me
E não fui capaz de fazer-te amar-nos e
Após terminar com tudo o que nos ligava
Ao final de cinco longos anos,
Durante meses seguintes não quis ver esta realidade...
Durante anos, magoada, não quis saber...
Ainda bem que tinha de novo um novo amor
Com quem de novo me entreter.

Foi durante quase uma década,
Insuportável a ideia de não ter sido
A tal. Ou enorme para ti.
E ver-te a admirar outra(s)
Pelo que foram e eram,
Pelo que criaram e fizeram,
Sem ser eu a que criava em ti admiração.
Sem ser eu capaz de ter a tua atenção.

Nunca fomos um casal.
Concluo com franqueza e respeito
Pelo que sei de que é composto um amor.
Quando um não quer, dois não fazem...
E tu não fizeste amar-me.
E não houve amor.
Tu rejeitaste todos os carinhos no nosso caminho.
Tal como o sexo que te dei,
Não se fez mais após tanto que passei...
Porque o que eu fazia era amor.
E eu não me esqueço do tanto que eu tentei.
Estavamos tão podres que nem sentiamos dor...

Transformou-se tudo em lenta e repetitiva monotonia.
Estavamos mortos mas respirávamos, com agonia.

Não podia deixar-me ali...
Era inaceitável viver contigo
O que não era sequer experienciável...
Só lamento ter durado tanto tempo,
O que já não durava
Daquilo que nunca existiu.

Que doa, entre algo e nada...

O que não nos matar
Torna-nos mais desejosos...
Desejosos de nos termos.

Leva-me por onde quiseres...
Eu já estou tão em ti...
Quero lá saber...
Quero é viver...
Entre Doer e não sentir Nada...
Quero sentir muito,
TUDO.

Todas as emoções são minhas
Se as deixar ficar.
Tens-me dado das melhores que já tive.
Porque não deixar ir?...
Já que vieram boas...
As más se houver...
Já não me metem medo.



Cavalheiro Sexual

Agucei-te a curiosidade...
Mas não me imaginaste bem...
Aqueci-te o peito com o meu sorriso,
Num rosto gentil... Meio maroto.
Por ele não vislumbraste o meu fogo.

Aqueci-te o corpo...
Toquei-te como quem devora
Com a ponta da língua, a pingar desejo.
Molhei-te o desejo, já fervido,
Já comido antes, quase da mesma forma.
Quase.
Tu não poderias deixar de me servir
Esse pedaço quase proibido,
(Quase...)
Que atormenta a minha insaciada libido.

E és tão doce, nestas primeiras dentadas,
Que quem não te imaginou bem fui eu...
Apanhada de surpresa,
Por seres um senhor,
O meu cavalheiro sexual,
E quase te dei logo o meu coração...
Quase...

Mostra-me esse lado mais escuro
Que tanto falas e ameaças ter,
Mostra-o em cima de mim,
Para eu não poder reclamar.
Mas mostra-o já!
E se eu não gostar...
Ao menos o meu coração
Nem comprou bilhete de ida.
Ainda...


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Borboletas Bêbedas

Não há nada mais que me complete.
Sou imensa e tão intensa
Que não há quem ou o que me preencha.
Perdi o rasto ao que me fazia ferver.
Perdi o rumo ao que me faz tremer
Sem mais tarde me arrefecer...
Nada mais me faz quebrar e ficar em pedaços...
Pedaços de mim que gosto de montar devagar.

Onde andam as borboletas que não morrem?
Onde andam as ondas que não cessam na sétima...?
Onde estão as andorinhas que tatuei
E só encontro em mim?
Onde vivem as emoções que me despertam?

Gosto de andar sobre a corda bamba
Que ameaça deixar-me cair.
Quero voar alto e descer a pique
Com quem me faça morrer a rir...

Procuro sentir todos os dias
As emoções fortes que me constroem,
Porque alimento-me delas,
Até as que me acrescentam porque me destroem.

Procuro as minhas entranhas na terra que habito
Vou encontrando pessoas bonitas e estranhas
E experiências em forma de mito.
Agradeço tudo o que encontro e que recebo
Mas quero mais. Mereço mais do que sinto.


sábado, 13 de agosto de 2016

Dar e Receber

Recebo das tuas mãos o fruto apetecído
Que antes não te quis roubar...
Era doce e amargo, o fruto proíbido,
Que eu comeria, se provasse,
Como imaginei sem te contar.

Deito-me nos teus olhos
E deixo-me cair pelos teus lábios
Bem desenhados, que ousei analisar...
Antes de seres o sabor que ficou
Na minha boca, depois de te desejar.

Traz-me as tuas mãos que uso-as
No meu corpo sedento de ti, agora.
Descubro-te o pescoço, molho-o,
Mordo-o e arrepio-te de dentro para fora.

Permite-me morrer nos teus braços
Sempre que te matar gerenosamente...
Não deixemos para outro dia os amassos
Que hoje usaremos fugaz e intensamente...

Se te pedir que me tapes a boca com prazer,
Ofereces-me a satisfação que pedi p'ra ter?



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Gastas estão as Asas

Se me perguntares se tenho asas,
Eu respondo-te: "Sim..."
Tenho asas, mas estão guardadas.
Estão magoadas.
Têm falhas.
Foram mal cuidadas.

Se me perguntares se sei voar,
Eu respondo-te... "Voar, eu sei."
Mas as asas que tenho,
Doem-me quando as ergo no ar.
E eu sinto medo de as levantar.

Quando me contas as penas
Com histórias de encantar,
Olha que a mim já não me encantam
Versões penosas do verbo amar.

Mas confesso que, quando
Delicadamente me tocaste na pele,
Arrepiei-me e algo cedeu...

Não sei o que me queres dar,
Mas se queres levar-me a voar,
Não me cortes devagarinho as asas,
Como com carinho ousaram cortar.
Ensina-me a planar.
"Mais que aceitar-te, não te consigo negar..."



E das minhas respostas a ti
Ficas apenas com as aspas,
Palavras vagas,
De um sentir gasto,
Que não sei fazer melhor
Do que me ensinaram nos últimos tempos.



sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dança na Sedução



Eu sou isto e o meu corpo é o instrumento que toco melhor. 


Fecho os olhos.

As mãos, as minhas, deslizam-me pelo meu corpo do topo do rosto, pescoço, ombro, peito...
As ancas fazem infinitos simbolos de sedução no balanço horizontal, que te deixam a razão no chão.

Abro os olhos que te fitam e as minhas mãos movem-me o meu cabelo num apanhado que se solta...!

A dois metros da cadeira em que te recostas e contorces, viro-me de costas com os seios premidos na parede fria em que imaginas que me encostas...
É um filme de tela ao vivo.
Seduzo a parede, dura, grande, que se manifesta firme e vertical.
Esta dança é lenta e sensual...
Os meus braços são como longas trepadeiras no branco quase original...
E eu dobro-me, desço e subo...
E tu só me olhas porque ficaste estático, hipnotizado e mudo.
A música ouve-se, sincronizada com a visão, e eu tenho 100% da tua pérfida atenção.

Vou na tua direção...

Voraz no olhar e segura na minha atitude de quem sente prazer em dar-te prazer sob a arte da sedução...
Fico a escassos centímetros da tua respiração.
Com a minha perna toco na tua mão...
Faço uma onda que molha a tua boca no sítio onde fica o meu coração.
E de costas, outra vez, esfrego-me da tua visão.
Tu não me tocas. Não podes...
Eu amarrei-te, antes que quisesses ou soubesses aquilo que sentes agora, com as palavras que não te digo...

A minha cintura é pêndulo que te hipnotiza agora, sob movimentos ondulantes...
E os meus seios descem e sobem...
Podes respirar porque não te tapei a boca. Mas ela não sabe senão estar aberta...
Sento-me no teu colo e recosto-me no teu Ego.
Levanto-me e o meu traseiro nunca mais acaba de sair do teu campo de atenção e...
Ponho-me de gatas e olho-te pelo ombro a ver se respiras com facilidade ou não.
Pareces-me vivo.
Perto de ti, no chão..., sujo e reto, sinto a música na minha mão, lenta, intensa...
E eu saboreio o teu olhar no meu corpo...
É indiscritível a tua expressão de sensação.
Sinto que este momento é uma sobredosagem de...
Chamemos-lhe Tensão.

Ajoelho-me à altura da tua cintura e puxo-te a anca na minha direção e a minha boca anseia tocar-te... Os meus cabelos caem encaracolados sobre ti.
Subo pela tua cadeira e ergo-me de novo na tua frente com a força da minha emoção.
Circulo pela tua posição, à volta da tua vontade, tu que estás sentado no lugar que te compete...
Sento-me na tua frente, ao teu nível e a minha cadeira é melhor que a tua.
Sabes porquê?

Sente-me em cima dela.

Porque eu danço em cima dela... Lentamente.
Quase sem tocar os pés no chão, as pontas dos meus cabelos caidos completam o arco perfeito da semi-circunferência que observas...
E esta é a cadeira que gostavas de ser.
A cadeira onde me levanto com provocação, sem me afastar e que passo a ponta dos meus dedos, fazendo carícias pelas costas que usei para pousar as minhas pernas e ficar invertida de corpo semi-despido pela gravidade... Vulnerável.
Subo a minha perna em cima da cadeira, numa apetecível posição, onde me vês passar a mão pela perna até à coxa, da coxa até às nádegas, subindo... E passando pelo ventre... 


Os teus olhos dizem aos meus o quanto estás quente.

E é assim que te deixo.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Palavras Mudas



Brinco com palavras como se fossem cabelos meus entrelaçados em meus dedos...
Troco-lhes as voltas como se jogasse à apanhada com borboletas...
Pontuo como se jogasse às escondidas com elas e eu fosse invisível.
Invento palavras como se o meu cérebro disparasse originalidade em Parágrafo automático.
Danço para elas, tal como canto com elas, as minhas musas, palavras nuas de preconceito.

Os poemas da minha realidade


Pergunto-me...
Se terei que ir buscar-te sempre
Aos meus poemas...
Sempre que me lembrar e
Tiver curiosidade de saber como
Poderiamos rir juntos.

Perco-me em momentos
Em que
Penso sentimentos
Que
Não sinto
Senão
Em pensamentos
Lentos,
Repetidos,
Imensos,
Dolorosos,
Intensos,
Dormentes,
Viciantes,
À falta de melhor,
Na dura realidade...
Na tua falta de vontade...
E eu espero...
Espero que os meus sonhos
Não façam parte da minha normalidade
Para serem apenas sonhos mudos da minha verdade.


terça-feira, 26 de julho de 2016

Insónia

Deste-me insónias...
Por imaginar os teus membros nus.
Por deliciar-me com os teus desejos crus
E tocar-te com a minha mente fértil
Das tuas curvas e momentos de pouca luz...
Dá-me o teu pescoço de mel...
Os teus lábios imaginei-os macios...
Os teus seios que me preenchem as mãos
Vazias de experiência alheia a mim e
Curvo-me sobre ti..., numa dança de cometas
Que enchem os nossos olhos de emoção
Ao olhar a noite azul,
Como os teus olhos são às vezes...
Mas sempre doces de verdade.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Procuro-te

Não sei como é a tua voz,
A tua boca e o teu silêncio.
Não sei como é o teu gosto,
A tua forma e a tua aparência…
Porque de ti só tenho imaginação,
Esperança, sonho e ilusão.

De ti guardo a saudade que te tenho
E a tua falta na minha realidade.
Procuro-te e só te encontro em mim…
Procuro-te e só existes na minha verdade.
Estendo o corpo e adormeço tarde…
Mais do mesmo, menos de ti e isso arde…
Desisto de te procurar?
Será que quem eu quero
Serei Eu?

domingo, 1 de maio de 2016

Mãe Natureza

Quem te sente como Mãe?
Quem te dedica o ar que respira?
Quem te agradece..., alguém?...
Quem sabe que vive por te ter viva?
Hoje é dia da mãe, dissemos nós,
Criámos nós... E hoje? Hoje é o teu dia?

Antes da casa que alguns temos, todos temos terra, todos temos vida.
Vida na Vida que nos dás e que todos os dias tiramos partido. Com a nossa Vida.
Não é uma troca, é subtração.
Quem agradece esta vida?
Já agradeceram a Terra que têm?
Hoje, dia da Mãe,
Já disseram que amam, a Mãe Natureza?


sexta-feira, 29 de abril de 2016

Amar, de Ti para Ti

O que tens de tão negro
Que não te deixa brilhar?
O que te falta de amor
Para te deixares assim enublar?
Porque vejo tanto em ti
Do que tu insistes em não mostrar?
Porque perdes energias a rasgar
O amor que te dou
Com criatividade obscura
Que só te leva ao tormento
E a me atormentar?
O que não resolveste
Ou escolhes cultivar,
Que te envenena
Nessas mentiras que inventas
Que só servem para nos magoar...?
Que tormento passaste
Que não te deixa ultrapassar?
Quanto de amor te falta a ti,
De Ti,
Para te amares?

sábado, 16 de abril de 2016

Voa-me!

Voa-me liberdade.
Quem não me conhece
Não te conhece em mim.

Deixa-me abraçar-te
E escapar-me entre os teus braços.
Liberdade,
És tão somente o meu ADN
E falta-me o ar
Se a tua sensação me faltar.
Se és aquilo de que sou feita,
Porque quem me ama nos tenta contrariar?
Loucos são aqueles que nos tentam afastar...

Apaixonam-se por nós juntas
Mas logo que podem tentam separar-nos.
Não me perguntes porquê.
É repetitivo.
É frustrante.
É diminutivo.
Irritante.

Eu prometi e cumpro,
Foi por isso que voltei,
Eu afasto todos os que
Não nos souberem respeitar.
Sou tua e tu és minha,
Liberdade,
Aquela com quem me quero casar.
Os nosso filhos serão:
Curiosidade
e
Criatividade.

Amo-te Liberdade.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O teu Sal

O teu Sal tempera a minha vida
E é tão cristalino que me ilumina.
Esse Sal que tens, tu não o contens
Só para quem te saboreia a pele macia
Tu temperas o alheio e salgas esta magia.

E o teu Sal é tão fino que se entranha
E não percebo que as minhas lágrimas
Salgadas, são agora ainda mais afirmadas,
Porque primeiro duvidei, como quem estranha.

Se eu pudesse tirar-te de mim, da pele
Que queimaste com o teu Sal,
Como quem tira a sujidade e se lava do mal,
Eu demolhava-me dias seguidos...
Mas o Sal num bom prato só apura
E é mentira se dizem que cura!

Quando fores ver o mar que te inspira
Lembra-te que um dia te quis esperar,
No areal e não nesta terrível ira,
De Quem Te Quer
Da mente apagar.

domingo, 13 de março de 2016

Os olhos familiares

O que me é familiar em ti, sem explicação, é a doçura dos teus olhos castanhos nem claros nem escuros, de um significado intenso e profundo.

Ligação invisível

A minha boca não se cala. Mas eu sou honesta com os meus sentimentos. Não minto quando não sinto. E se não sinto é porque não tenho que sentir. Se sinto eu também não minto, pelo menos para mim não consigo.
Não faço por me afastar de ti, mas percebo que nada me consegue afastar. Pelo menos até agora nada houve que me fizesse ficar aborrecida e sentida contigo por tempo longamente perdido... Foi sempre indefinido, mas pouco foi decorrido.
É para aprendermos que nos desentendemos?
São as nossas diferenças e coisas que cada uma acha que é menos bom no outro que se pretende que melhoremos um com o outro?

É esta a ligação invisível que nos fará progredir nesta aprendizagem?

É que fico sem voz quando quero continuar a gritar.
Fico sem armas quando o meu ego te quer magoar.
Algo me retira a ira quando te quero esquecer e apagar.
Algo me preenche de amor quando uso o negro para te pintar.
Sinto o paladar doce do teu sabor amargo...
Vejo o que vive nas profundezas do teu lago...
E para mim és sempre intenso e cheio de luz forte.

Não nos deixam afastar.
Quem?
Quem nos cruzou?
Quem nos impede de partir?
O que insiste em nos ligar?

Quem és tu?

Quem fomos nós?




sábado, 5 de março de 2016

Immortal Metamorphose

Interrompeste a metamorfose.
Não há dois como nós. Não há ninguém como eu e não há ninguém como tu.
A força conjunta ainda não a conhecemos. Nós achámo-nos para nos acharmos.

A nossa metamorfose é imortal.

Se não for nesta vida, será noutra.

Não existem coincidências. Só no dicionário humano.




Metamorphosis


Perguntou-lhe o que a fazia suspirar.

Ela respondeu com um suspiro:
- Emoções Fortes. Intensidade.

Ele compreendeu-a.
Ele é feito da mesma matéria estelar que os fez.




sexta-feira, 4 de março de 2016

Eles querem tudo

Eles...
Querem a nossa emoção,
A nossa liberdade,
Um pedaço do que vivemos,
Do que temos,
Uma satisfação.
Querem viver o que trazemos.

Eles olham-nos
Porque a nossa liberdade
Os aprisiona.

Eles querem tudo.
E nós damos-lhes nada
Porque nada temos
Para lhes dar.


terça-feira, 1 de março de 2016

Agora

Agora que captei a tua atenção,
Pensas que sempre estive ao teu alcançe?
Acreditaste que queria estar face a face?

Eu não te quis a ti...
Somente.

Quis a aventura e o desafio.
Quis o segredo e a mistura,
Horas nossas a fio...
Separadas, não continuas...

Houve um momento que
Eu estava quente
E poderias ser presa fervente
Da minha chama ardente.
E poderia lambuzar-me na tua frente.

Eu agora já não quero o que já tenho.
Se já tenho, já não quero, agora.
Eu luto pela luta de ter.
Apaixona-me a dificuldade.
O que tens para me dar
Mesmo não sabendo o que é,
Já não me atrai.
Procuro sedução...
Entusiasma-me a estratégia.
Velocidade. Ação.
Deste-me o que mais pedi:
Luta.
Gozo agora a Glória.
Mas após a vitória...
Eu nem gosto de comida fria.


Momentos de mim

Há momentos de mim
Que ninguém ousou saber.
Há momentos de mim
Que não mostrei para ninguém ver.
Há momentos meus que não queiras conhecer,
São excertos sombrios do meu anoitecer...

Há momentos de mim que
São as trevas do meu avesso,
Linhas que me definem
Mas que quase não conheço.
É o meu buraco negro
Em tentativa de sucesso
Para sugar o que brilha
No meu espectro intenso.


My lollipop

Life doesn't give you more than you can handle.

Há dois tipos de pessoas no mundo:
Quem atua e quem assiste.


Danço no meu palco,
Solto o meu corpo solto
E danço na musica que me seduz...
Eu olho-te nos olhos da alma
Como quem bate... Truz-truz!
Que comece o Show!

Quando me retribuis a atenção
Nem sabes, mas abres-me a tua porta!
Desconheces que eu lidero este jogo
E nem imaginas que vai haver tanta ação!
Sou a performance completa
Da mais ambiciosa imaginação.
Tens-me na mão...
Parece.
Mas eu sou vento e esvoacei-te!

Luzes! Médias...
Ação! Em slow motion...
Sinto o coração a bombear-me adrenalina nas veias,
Esta droga com que me drogo de mim mesma...
Estás pronto para sentir o mesmo?

Há dois tipos de pessoas no meu mundo:
As que me aguentam e as que tem medo e fogem.
Há quem me tire o ar... E tu consegues.
Quase todos querem, mas só alguns podem.
A vida não te coloca nas mãos
Nada que não consigas pegar e aguentar.
A vida é um palco e estou pronta para começar...
Podemos atuar no chão, na parede, na mesa
Ou mesmo no ar... Eu sei exemplificar.

Sou viciante para quem me vicia.
E sou tóxica quando o teu vício
Já não me chega para me viciar.
Quero explorar de ti o mais sábio
Para saber se me consegues saciar.
É o intelecto que me abre o apetite
E não me alimentam embalagens lindas
De ar.


Mas vamos tentar...



quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Magma...

Tu cospes palavras de fogo
Dentro do teu oceano imenso;
Diminuis o teu coração que eu rogo
E ficamos sem oxigénio neste ar denso.

É o magma que tens...
Solidificado... Re-escaldado.
Crosta grossa,
Que verte novo magma quando te perfuram.

Eu sou afiada.
Tu sabes.
Sou faca.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fraqueza.

Há sentimentos que não me deixam.

Tenho fraquezas que não ultrapassei.
São as quedas que eu não escolhi.
É o prazer e os beijos que não dei.
São emoções fortes que vieram silenciosas,
Que me adormeceram e não percebi!
Antes de serem vivencias viçosas,
De momentos que eu nunca vivi...!
É fraqueza que chegou disfarçada,
Em sonhos que sonhei enquanto dormi...
Outrora eu sonhei-os acordada
E calei-me a pensar que passava...
Mas eu adorei o que ali senti!
E ninguém sabe como eu sofri,
Na culpa de saber que já não amava
E na esperança da correspondência dali!

Há sentimentos que não me deixam...

E este vazio que fica da rejeição,
Não preencho senão com o que não recebi...
Não por falta de momentos de emoção,
Mas por não ter algo que caiba aqui
Neste espaço de poesia e inspiração
Que criei e tem a medida que eu medi
Para guardar a história que escrevi
E não terminei, por não saber
Verdadeiramente,
Como é ter-te a ti.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Observo tudo o que és

Estou atenta a tudo o que és,
Já que não sei quem serás.
Tudo o que fizeres que me afaste
No momento,
Eu considero
Se dali p'ra frente
Eu suporto e quero.

Não tenho mais margem
Para calar-me ao desgosto.
Não tenho mais idade
Para ficar onde não gosto.
Somos maduros e cada um
Na sua maturidade e assunto.
Não fico mais onde não caibo.

Já tive gritos,
Já tive agressividade,
Já tive má educação,
Já tive pouca escuta ativa.
Não quero mais do mesmo.
Quero mais do que não tive.
E o que me deste da última vez
Foi tudo do que eu me afastei...
Já lá estive!

Observo tudo o que és,
Quero tudo o que tens,
Mas não fico com tudo o que me dás.
Não, obrigada.



É só fumo

O fumo que fazes não o inalo.
Nunca me sensibilizou fraqueza forçada. Fraqueza teatral não é convincente para mim.
Já fiz Teatro, inclusive humor negro e vejo uma cena dramática a milhas.
Não faças cenas no meu palco, porque eu só consigo vê-las a rir. E não queres que me ria de ti, quando queres é que chore por ti... Certo?
Não faças cenas no meu placo.
Tenho a idade que já não te lembras e a maturidade que não vês porque já não me ouves.
Será que me ouviste mesmo bem alguma vez então?
Então por quem me tomas?
Não faças cenas.
Não faças drama, faz-me a cama.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

À minha semelhança

Nasceste comigo, quando mais ninguém o fez.
Cresceste a meu lado e cedo te manifestaste...
Tão silenciosa que ninguém te ouviu...
Nem eu.
Ninguém sabia.
Como se fosses minha gémea espelhavas-me.
Minha irmã, ensinaste-me a raciocinar,
Minha mãe, ensinaste-me a ponderar.
Filha, ensinaste-me a compreender e amar.
Tu não existes senão em mim, senão comigo.
Se morrer, vais comigo, não ficas cá.
Vou-te levar.
Não fica de ti senão a flor do fruto
Do meu trabalho e produto
Da minha dedicação
À que me é fiel
Porque cuido
Da minha vocação.

Foste a vez de quem não tive ao lado.
Foste a vez de quem não me ouviu.
A vez de quem não me compreendeu.
A vez de quem não me deu a mão.
Foste quem me levantou do chão.
Manifestaste-te em palavras...
Vocação.
Apareceste em forma de escrita.
Vocação.
Deste-me compreensão.
Se fosses pessoa, não eras perfeita...
Não eras a minha salvação.




segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Adoro-nos.

Quem és na tua essência mais pura
Veio da mesma receita que Eu.
As mesmas doses de tudo o que somos.
A tua intensidade foi feita para mim.
A minha intensidade foi preparada
Para ser sentida por ti.
A cada penetrar nos teus olhos
Tenho mais curiosidade de te sentir,
A cada encontro me apaixono mais por nós...
E deixo-me ir...
Podes raptar-me e vendar-me os olhos
E não falares, mas o teu perfume
Far-me-á sempre saber que és tu!
E enquanto me penetras
Eu penetro mais o teu Ser
E fico mais embriagada de nós...
O vício de ti parece que não vai parar...
E três momentos destes por dia não chegam
Para nos alimentar... de nós.
Ando sempre com fome de ti.

Somos ambos imensos,
Intensos,
Suspensos na eternidade.




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Palavras que não te escrevo.

Gosto de saber que me lês
Mesmo que tenha sido a três,
Mesmo com frases impostas
Sob uma certeza de ser para ti
Quando nenhuma das que leste
Eu na verdade por ti escrevi.

Escrevo pela necessidade de criar
Explorando quem quero imaginar.
Gozo a sensação de escrever
A realidade que imagino ver.
E se eu pintar cenários de rimas
Que me recordam o que senti,
Não são senão obras primas
Do que sem pedir explorei de ti.
E nem mesmo este poema
Tem palavras que dedico senão a mim...
E à arte que sou fiel, por fim.

Vamos Juntos

Não há quem me elucide mais do que tu.
Vamos juntos e vamos tocar o Sol.
Vamos juntos correr entre as ondas...
Caminhar ao de cima do Mar!
Vamos ser ferozes e agarrar a chuva!
Vamos manter-nos na caminhada, juntos.
Vamos criar a meta para ser os primeiros.
Nós até conseguimos tocar magma sem nos queimar!
Por isso vamos pôr as ruas desta cidade em fogo!
Vamos ensinar-nos o que cada um não sabe
E descobrir o melhor de nós!
Vencer.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aventura

Deixo-te então com o que não me quiseste dar.
Deixo-te estar com o que não quiseste falar.
Mas envio-te todos os poemas que escrevi a pensar
Que tu serias digno de os ler e interpretar...
Eu nunca te pedi ruído nem te quis amar,
Só quis dar-me o prazer de te dar prazer e acreditar
Que os segredos são mais apetitosos que sonhar...
Podíamos ser sonho na mesma, sem ninguém acordar,
Podíamos ser clímax e risos, quem nos impede de voar?
Podíamos ser tanto e tão pouco que ninguém iria notar...
Um dia ouvirás o vento com um estranho sentimento
De quem não compreende como se negou a aventurar.




As palavras que nunca me disseste

Eu não aguento a ausência
Das palavras que nunca me disseste.
Entendes?

As minhas mãos estão soadas, frias,
Vazias... Dormentes.
Há vazio entre nós.
E o que não me dás, não me faz desistir.
Dá-me um não e vou embora.
Posso ir...
Ao menos valho um «Não»?
Ao menos mereço isso a desprezo?

Este teu silêncio é o veneno
Que alimenta a minha esperança.

Estou à espera que me mandes embora.
Dá-me um não.
Estou à espera de saber se me jogas fora.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Quem tu quiseres!


Eu não te prendo com os meus braços
Esguios,
Eu não te desdenho com os meus lábios
Macios,
Eu não te controlo com os meus olhos,
Vazios...
Porque...
Para ti os meus olhos jamais serão vazios,
Os meus braços servem apenas
Para os apreciares mais que os demais...
E os meus lábios são os teus terríveis
Pedaços de tentação carnais...
Tal como os meus olhos são intensos demais
Para que olhes outros que tais
Da mesma forma que os olhas imensos, fatais...
Porque...
Podes correr este mundo todo
E encontrar tu não vais
Corpo que te satisfaça mais
Como o meu, que te preenche
Os sentidos mais banais
E as tuas energias vibracionais!
Porque... Ah!
Meu espírito parecido,
Corto-te em dois sem te tocar,
Agarro-te sem te agarrar,
Eu sei que te mato, só de te olhar...
Eu controlo-te sem estar,
Desfaço-te. Sem te desmanchar.
Apaixono-te, sem te amar
E amo-te sem me apaixonar.
Sinto-te, sem me deixar ficar.
Percorro-te o sexo... E
Amasso-te o peito cheio de ar.
Faço-te vir com a minha mente.
E faço-te vir, de novo,
Quando me despir e dançar.
Porque... Podes esconder-te,
Mas não sabes escapar.





segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O olhar que não esqueci.

Naquela noite despropositada...

Apanhas-me a olhar-te
Do meu canto da mesa,
Do meu canto da timidez
E do meu canto de desejo...
Porque tu tens-me...
Tu tens-me.
Tens-me.
E não sabes.

Desviei-me por não aguentar
A tensão dos teus olhos nos meus.

Voltei a fazê-lo porque me soube bem
E a tão pouco...
Desta vez para o saberes...
E soubeste, porque olhaste...
E ficas pousado no meu olhar.
Mas eu desvio com medo
Que alguém além de ti me veja olhar-te.
E guardo-te na mente e no ego,
Para quando não te vejo.
E volto a observar-te...
E tu deixas...
Porque te deixaste ficar, de novo...!
Desvio, com receio...
Olho à volta.
Guardo o teu olhar de novo
Para estes intervalos de jogo.

Falaste, olhei, olhaste, desviei,
Voltei, não estavas lá.
Fui embora e falei, conversei,
Voltei,
Cruzamo-nos!
E deixas-me ficar...
Não te desvias da linha
E voltaste a retribuir
Porque deixaste-me ficar
E porque TU te deixaste ficar!
Desvio-me, perco o jogo do olhar.
Não aguento a pressão...

Então...
Porque me deixaste repetir...
E depois não me deixaste entrar?
Porque senti que poderia ser...?
Porque me deixaste sentir
Que me irias querer?
Porque me deixaste saber
Que podia olhar-te
E não me deste o prazer de te ter?


sábado, 30 de janeiro de 2016

Guardo-te na imaginação

Não desisti de saborear-te com os meus olhos,
Ouvidos e sensações, que uso para te admirar...
Porque são as minhas amargas tentações
Que uso para te guardar.
Somente já não te dou o prazer de saberes quando,
Somente já não te procuro como fazia antes
Nem te mostro o quanto eu gostaria de Te Ter,
Só para mim, o teu Eu num momento!
Eu! Que sou feita da mesma poeira estelar que tu.
Guardo-te naquela dimensão que é a ultima a morrer.

Não desisti de ti, mas abrandei o passo,
Para compassar o que sinto no nosso espaço.
E não me arrependo do que te disse nem te menti,
Embora não costume tentar o quem já está prometido
Nem costumo insistir em quem não é para mim,
Eu nunca me esqueço de quem eu escolhi.

Vou continuar a alimentar os meus sentidos de ti.
Vou continuar a olhar-te quando não me vires
E a desviar-me do teu alcance, porque ou me engano,
Ou gostas um bocadinho de mim...
E vou esquivar-me de ti, para não te procurar.
Porque eu só não tenho o que não quero procurar.
Mas guardo-te na imaginação.

E guardo-te naquela dimensão.

domingo, 17 de janeiro de 2016

INTENSO...

«Intenso»
É a única palavra que encontro
Quando te encontro a sós
E com que te defino sem mais adornos.

E essa linha que define os teus contornos
É grosso magma que usas como escudo...
(Um escudo forte como tu.)
Mas para mim esse contorno é morno,
O escudo é mudo e ficas vulnerável...
Pela intensidade como mostras a tua densidade.

E «Intenso» é o que és quando gostas
Da envolvência daquilo em que tocas
E que te faz escrever palavras que mostras...
Mas sem veres as minhas mossas,
Vais-me mostrando nas entre-linhas nossas
Que quem fica vulnerável, afinal,
Sou eu, que só sigo quem mais me toca.

Sigo a intensidade.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Carta de Amor. De amor à vida.

Foi complicado deixar a culpa de que severamente me encarregaste.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.

De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.

Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.

Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.

Foste-me cortando a cada dia as asas, com o carinho de quem não sabe bem o que faz e um dia eu acordei e só tinha vestígios delas no meu chão! Eu já não as tinha em mim…
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.

És boa pessoa.
Eu sei que vais sempre vir auxiliar-me quando eu mais precisar.
Virás sempre que eu te chamar. Eu sei. Assim combinámos.
E tu amas-me. E também tens muito sentimento de posse.
Cabe a mim aprender a chamar-me e saber ser sem ti.
A minha tarefa é essa, ser sem mais ninguém, porque antes fui sempre tudo menos eu, todos antes de mim. E foi para contrariar essa constante que eu voltei e vim.
Eu agradeço-te por me ajudares a evoluir.
E sei que não compreendes o que te digo, nem entendes o que acredito.

Eu sei o que vim resolver a este mundo e sei que combinámos antes encontrar-nos.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.

Quanto ao que sabemos e ao agora…
Não posso seguir mais contigo.



Não és má pessoa.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.


Aquela que nos acompanha sem estar...

Todos procuramos algo, alguém.

Criaram-nos num e separaram em duas metades.

É disso que não me lembro bem como é, mas eu sei que já soube e tenho saudades.

Tenho saudades tuas.

Onde estás?

Procuro-te e enquanto não te encontro imagino como poderás ser... E imagino todos os dias onde poderás estar.
A peça semelhante a mim, que não sendo eu será a pessoa gémea, a peça que se encaixa, a que me falta e sinto falta.
Uma saudade inexplicável.

Eu não quero a metade de mim, quero-me inteira e quero o todo de ti.
Mas nunca te senti...
Eu li que é no abraço que se sabe.
Quero abraçar-te e matar saudades deste tempo todo sem ti, porque sinto saudades de algo que senti e que não me lembro de como foi sentir.
Dizem que se sabe quem é pelo abraço, por isso abraço tanta gente, na busca de quem serás...

Onde estás?

Sinto-me incompleta.
Uma solidão que não encontro explicação.

Abraço este mundo e o outro para te encontrar!
Mas de todas as pessoas que abracei eu nunca te encontrei!
De todas as que amei, eu não te senti lá, como li que se sabe e sente!
E só se sente, se for realmente a Alma Gémea da gente...

2016

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Gozo

(...)
E tu és minha vítima.
Eu uso-te.
Na verdade, a par disso, eu saboreio-te.


2015

Personagens

Muitas vezes eu uso as minhas pessoas como objeto catalizador. Como inspiração.
E não significa que essas pessoas figurem nos meus poemas... Mas está lá o seu ADN.
Algumas pessoas iludiram-se, convencidas que era tudo para e/ou por elas... Mas não.
É tudo para mim.
E tudo pela arte.
É como se eu fosse uma vampíra que suga das pessoas o que precisa para produzir.
Normalmente há algo na pessoa que realmente me toca.
Por vezes invento uma personagem parecida à pessoa só com o que desejo usar para escrever... Quando pouco há nela, mas tem algo...
É tão engraçado...
Serei má?
Aproveito-me das pessoas... São minha vítimas.


Outubro, 2015

domingo, 20 de dezembro de 2015

Dar, receber, ter.

Que mais posso pedir?...
Se eu também não me dou
Nem quero dar,
Quando te quero sem querer estar
Nem te quero, só querendo ficar...

Que mais posso pedir
Se quando me procuras
Também eu não sou tua,
Nem tua nua sou exclusiva...
Mesmo que me enchas de sentimento...,
Não posso pedir ou exigir...
Não posso saber ou sentir,
Mesmo quando suspirei por ti
E me apercebi que um pouco me perdi.


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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