Amoleceste-me, da guerra interior que trazia,
Da guerra travada e que já não queria.
Amoleceste-me o escudo,
De ferro, de força, de medo.
Mas o teu foco era para mim vago e mudo.
E agarraste-me na mão e baixaste-me a guarda.
Fomos acompanhados pela emoção
Que nos desdobrou em mil pedaços de nós mesmos.
Se fosses areia, da forma que passaste por mim,
Serias tal como foste
A tempestade que me deixou em carne viva.
Despiste-me mais que a roupa que uso...
E eu despi para ti a minha alma toda,
Expus-me como se não houvesse
Outro Homem capaz e digno de me ter.
Mais do que a minha pele, viste através...
Através do que me permiti, mas permiti-te!
E as emoções que têm temperatura...
Aqueceram-me todas as veias e tendões...
Preparaste-me desta forma tão calorosa,
Para depois usares a mesma intensidade de força,
Inversa:
As tuas palavras gélidas queimaram-me por dentro
De tanto gelo...
Foste um iceberg ponteagudo
A espetar-se no meu coração de lava.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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Parabéns... lindo e intenso, como sempre.
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