Algumas vezes queremos não ir em frente,
Mas o sentimento é tão fluente…
Que desejamos nunca vir a amar…
Mas não se enganem seres de carne fraca!
Somos todos sangue quente,
Somos todos sentidos e respirar,
Somos mais que o que se sente…
Somos forças da natureza que alguém ousou criar.
Somos belos no nosso interior.
Mas estamos constantemente a afirmar o exterior.
Constantemente queremos desajustar o que algo superior
Desenhou ao pormenor com mestria e rigor.
Ansiamos e tornamos utópica a perfeição…
Ridículos seres somos…
Que não compreendemos toda a nossa perfeita perfeição.
Heróis carnífices fomos…
Que não só nos descobrimos,
Como destruímos o que não foi nossa criação.
Mesmo assim…, somos tão fantásticos
Na nossa perfeição tão única…
Este sangue que não nos deixa ser apáticos,
Esta pele! Tecido que envergamos como túnica.
O meu sentimento por nós é de amor/ódio…
Porque: como é que algo tão belo se afirma
Igualmente, tão cruel e, verte sódio...
Em forma de lágrima?
Diana Estêvão, Março 2010
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 30 de março de 2010
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