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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O aveludado das tuas noites

Acho que me deixaste apaixonada
Pelas noites que nos davas
De Lareira, Vinho, Amarrada...
Estas são agora as minhas Chagas...
Eu enrolada naquela manta
Que desenrolavas com o teu fogo...
Só para mim, por mim...

Quantos cheiros me lembram
Os nossos brutos gestos...
Quantas imagens me vêm
De quando me vinha...
Pervertido e perverso,
Poeta avesso... Por onde andas?

Romântico Gótico,
Um tanto Barroco...
As nossas imagens vêm-me à mente...

O veludo vermelho não me larga...
Nem o Sofá nem a música.
Nem o teu cabelo que gostei e puxei...
Ou o teu pescoço que mordi e suguei
Como se te comesse sem faca.
Estas vozes não me deixam...
Estas músicas não me abandonam a mente.
Nem esqueci como é sentir-te
Bem entalado dentro de mim...

Só te abandonei porque insististe,
Senão apenas me tinha afastado
Quando me disseste
Que te apaixonaste por mim.
E eu só me apaixonei pelos nossos momentos.
Eu não poderia permitir entre nós
Tais sentimentos e desfazamentos.

A tua promiscuidade derrete-me...
Quero de novo, mais desse gozo
De alguém que diz asneiras comigo
Com a mesma elegância...

Foda-se...
Apanha-me outra vez...
Fode-me outra vez.
Recorda os meus sentidos
O que a minha mente lhes tenta fazer sentir...
E o que sinto são só arrepios...
Poeta...?













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