Acho que me deixaste apaixonada
Pelas noites que nos davas
De Lareira, Vinho, Amarrada...
Estas são agora as minhas Chagas...
Eu enrolada naquela manta
Que desenrolavas com o teu fogo...
Só para mim, por mim...
Quantos cheiros me lembram
Os nossos brutos gestos...
Quantas imagens me vêm
De quando me vinha...
Pervertido e perverso,
Poeta avesso... Por onde andas?
Romântico Gótico,
Um tanto Barroco...
As nossas imagens vêm-me à mente...
O veludo vermelho não me larga...
Nem o Sofá nem a música.
Nem o teu cabelo que gostei e puxei...
Ou o teu pescoço que mordi e suguei
Como se te comesse sem faca.
Estas vozes não me deixam...
Estas músicas não me abandonam a mente.
Nem esqueci como é sentir-te
Bem entalado dentro de mim...
Só te abandonei porque insististe,
Senão apenas me tinha afastado
Quando me disseste
Que te apaixonaste por mim.
E eu só me apaixonei pelos nossos momentos.
Eu não poderia permitir entre nós
Tais sentimentos e desfazamentos.
A tua promiscuidade derrete-me...
Quero de novo, mais desse gozo
De alguém que diz asneiras comigo
Com a mesma elegância...
Foda-se...
Apanha-me outra vez...
Fode-me outra vez.
Recorda os meus sentidos
O que a minha mente lhes tenta fazer sentir...
E o que sinto são só arrepios...
Poeta...?
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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