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terça-feira, 18 de maio de 2010

Estranha forma de amar

Gostei de ti sem querer.
Apaixonei-me sem me ver.
Desejei-te sem te ter.
Surpreendi-me por te merecer...

Aprendi a gostar
Ainda mais de ti.
Aprendi que não se nega
O que se sente.
A verdade escondida
Temo-la nas nossas mãos
Tremulas, pelo receio de
Virmos a ser descobertos.

Aprendi a não ter quando quero,
Aprendi a esconder o que adoro.
A não ter o que supero...
E não possuir o que conquisto.
A não amar o todo...
Do pouco que já adoro.

Sou um delírio no amor,
Um sopro de emoção.
Uma pincelada de calor...
No frio das pessoas
Por quem passo e que sentem frio.
Tu tinhas frio.
Tinhas fome de amor
E uma brisa de emoção.
Sendo tu tão único, tão bom...
Serei eu capaz de te dar o meu coração?

Aprendi que não devo cobiçar
O que não quero amar...
Mas, e... Se eu amar devagarinho...
À minha maneira de gostar?
E tentar não me aproximar?
Aceitas esta forma de conquistar?
Perdoas-me esta minha
Estranha forma de amar?

Ofélia Castro
2010

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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