Faço sexo com as tuas palavras.
E eu dava-te de vontade imensa
Todos os meus versos de palavras cruzadas,
Todos os pensamentos de mente embriagada,
Dou-te o meu desejo de tudo e do nada...
Faço amor com o teu pensamento.
Comia-te a voz se desse, como alimento...
A mesma que todos os dias me apetece.
Eu lia-te todos os dias se pudesse, ao jantar,
Porque ainda devoro essas palavras tuas:
«Desejo os segredos dos teus lábios
e as mentiras do teu olhar»
E isto é tudo tão verdade que,
Se a mentira falasse,
Eu não saberia o que te falar...
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2015
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