Escrevo para
não estar em solidão.
(Aqui o
mundo é muito mais intenso.)
Escrevo para
ficar bêbeda de emoção…
Esta que só
tenho nas minhas palavras,
As que escrevo com sonhos e muita paixão.
E sinto-te cada vez com mais atração…
As que escrevo com sonhos e muita paixão.
E sinto-te cada vez com mais atração…
E produzo este vinho que me adormece
Na noite em que as palavras são a minha cama.
(Porque não me deitei contigo…)
Os poemas são
o meu coração que não esquece…
E retribuo-te
o olhar que na tua atenção se aquece.
(E me lembra
que te quero comigo.)
Escrevo assim
porque me aproximo
Do que não
posso sentir em mãos.
Expresso-me
como se comesse
Um pedaço do
que adivinho o sabor…
Sinto o que
não sei como se sente,
E se tudo o
que escrevo, eu pudesse…
Seria tão
satisfeita na minha
Infelicidade perfeita
Infelicidade perfeita
De quem não
se prende pelo amor.
Ofélia Castro, 2015
