Estou atenta a tudo o que és,
Já que não sei quem serás.
Tudo o que fizeres que me afaste
No momento,
Eu considero
Se dali p'ra frente
Eu suporto e quero.
Não tenho mais margem
Para calar-me ao desgosto.
Não tenho mais idade
Para ficar onde não gosto.
Somos maduros e cada um
Na sua maturidade e assunto.
Não fico mais onde não caibo.
Já tive gritos,
Já tive agressividade,
Já tive má educação,
Já tive pouca escuta ativa.
Não quero mais do mesmo.
Quero mais do que não tive.
E o que me deste da última vez
Foi tudo do que eu me afastei...
Já lá estive!
Observo tudo o que és,
Quero tudo o que tens,
Mas não fico com tudo o que me dás.
Não, obrigada.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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