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sexta-feira, 20 de setembro de 2024

Medo de?

Procuro algo que não sei bem o que é.

Acredito que persigo sensações e emoções, não pessoas. E abraço olhares e mentalidades pelo Planeta fora em busca deste estímulo intelectual e emocional.

Conheço-me conhecendo o outro.

Sozinha sou imensa, mas em conjunto com os outros seres, sou eterna.

Persigo o que expande o meu sentir e desbloqueia o meu complexo Chakra Cardíaco, mesmo que o medo de sentir colida com o desejo imenso de conexão emocional em profundidade.

Acredito que esta dualidade me tenha adoecido.

Intensidade na forma de sentir e medo de sentir intensamente.

Estará a cura para isto, no sentir desmesuradamente sem medo do amanhã?

Ultrapassar o apego sentido, quando perdemos algo que apreciamos usufruir? (Mas que nunca nos pertenceu.)

Quanto de mim compreende que não tenho nada a não ser o que sinto?

Nada me pertence e nem mesmo o meu sentir será meu para sempre, pois até esse se transforma em conjunto com o que sinto, que um dia se desvanecerá.

Todo o sentir e sentimento se transmutará quando a carne se for ou mesmo encarnada, quando nada mais estimular esse sentimento.

Nada é para é para sempre, mesmo que demore. Nem a dor mais profunda ou o medo mais aterrador.


Diana Estêvão 

Setembro, 2024







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