Procuro algo que não sei bem o que é.
Acredito que persigo sensações e emoções, não pessoas. E abraço olhares e mentalidades pelo Planeta fora em busca deste estímulo intelectual e emocional.
Conheço-me conhecendo o outro.
Sozinha sou imensa, mas em conjunto com os outros seres, sou eterna.
Persigo o que expande o meu sentir e desbloqueia o meu complexo Chakra Cardíaco, mesmo que o medo de sentir colida com o desejo imenso de conexão emocional em profundidade.
Acredito que esta dualidade me tenha adoecido.
Intensidade na forma de sentir e medo de sentir intensamente.
Estará a cura para isto, no sentir desmesuradamente sem medo do amanhã?
Ultrapassar o apego sentido, quando perdemos algo que apreciamos usufruir? (Mas que nunca nos pertenceu.)
Quanto de mim compreende que não tenho nada a não ser o que sinto?
Nada me pertence e nem mesmo o meu sentir será meu para sempre, pois até esse se transforma em conjunto com o que sinto, que um dia se desvanecerá.
Todo o sentir e sentimento se transmutará quando a carne se for ou mesmo encarnada, quando nada mais estimular esse sentimento.
Nada é para é para sempre, mesmo que demore. Nem a dor mais profunda ou o medo mais aterrador.
Diana Estêvão
Setembro, 2024

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