Leva-me.
Trespassa-me.
Toma-me.
Faz-me acreditar...
Convence-me de que estou viva...
Para eu parar de acordar...
Dá-me a vitalidade da transcendência,
A aventura da tua vivência...
Toca-me.
Embebeda-me de prazer.
Traz-me essa magia,
Esse teu preencher...
A tua euforia,
O teu eterno Ser...
Que eu quero ser.
A normalidade que já não me enche
É a que eu já não quero ter.
Vem buscar-me.
Apanhar-me.
Ir contigo não é morrer.
Ofélia Castro
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Os textos...
Não preciso somente nem demais das minhas experiências para escrever. Quase que só é necessário a minha imaginação... Não fosse ela produto também do que vivo e vejo...!
Não temos que escrever necessariamente o que nos acontece, nem quero isso. Eu escrevo o que me escreve a mente, repleta de surrealidades que umas vezes traduzo, outras nem as filtro, vão assim para o papel, numa sopa de letras lindíssima, a meu gosto - claro.
Quem escreve não tem que justificar-se do que quer que seja... mas eu até gosto, em algumas vezes. Eu gosto do leitor das minhas palavras... Eu amo o leitor. É o que dá vida às minhas palavras. São vós. Vós que lêem isto, sim. Não eu, que só escrevo... eu, por mim só não crio nada... São vocês que avivam as histórias, textos, frases..., vocês, gente que sente as palavras aqui plantadas, com amor.
É também pelo possível leitor que escrevo e não apenas por amar escrever. Que já é muito, sim.
O leitor pode ser 1 ou 300. Nada muda. Se um lê, um sentiu. E um sentimento não é menos que 1.000, só é 1 de 1.000.
Senti necessidade de criar uns pseudónimos... Parecem-me pseudónimos... espero não estar em erro. De qualquer maneira, espero que sejam do agrado daqueles que me dão vida às palavras plantadas.
Acho que não tenho muito mais a dizer... a não ser que o que escrevo, não tem que ser aquilo que vivo... como por exemplo eventuais textos que falem em possíveis traições. São o produto artístico que é belo por ser imaginado, independentemente de ter sido ou não vivido. São palavras criadas por sentimentos sentidos de verdade, mas em possíveis fingidas histórias. Compreendem...? A irrealidade - por vezes - é mais saborosa que a própria realidade.
Um abraço, Diana E.
Não temos que escrever necessariamente o que nos acontece, nem quero isso. Eu escrevo o que me escreve a mente, repleta de surrealidades que umas vezes traduzo, outras nem as filtro, vão assim para o papel, numa sopa de letras lindíssima, a meu gosto - claro.
Quem escreve não tem que justificar-se do que quer que seja... mas eu até gosto, em algumas vezes. Eu gosto do leitor das minhas palavras... Eu amo o leitor. É o que dá vida às minhas palavras. São vós. Vós que lêem isto, sim. Não eu, que só escrevo... eu, por mim só não crio nada... São vocês que avivam as histórias, textos, frases..., vocês, gente que sente as palavras aqui plantadas, com amor.
É também pelo possível leitor que escrevo e não apenas por amar escrever. Que já é muito, sim.
O leitor pode ser 1 ou 300. Nada muda. Se um lê, um sentiu. E um sentimento não é menos que 1.000, só é 1 de 1.000.
Senti necessidade de criar uns pseudónimos... Parecem-me pseudónimos... espero não estar em erro. De qualquer maneira, espero que sejam do agrado daqueles que me dão vida às palavras plantadas.
Acho que não tenho muito mais a dizer... a não ser que o que escrevo, não tem que ser aquilo que vivo... como por exemplo eventuais textos que falem em possíveis traições. São o produto artístico que é belo por ser imaginado, independentemente de ter sido ou não vivido. São palavras criadas por sentimentos sentidos de verdade, mas em possíveis fingidas histórias. Compreendem...? A irrealidade - por vezes - é mais saborosa que a própria realidade.
Um abraço, Diana E.
Amêndoa Amarga
Cansei-me de esperar por ti.
Bebi, bebi, bebi...
E não chegaste.
Deixaste que aparecesse
A desilusão e embriaguez,
Em vez de ti...
Mais uma vez.
Não me tragas mais desculpas.
Não...! Não venhas.
Cansei-me de desesperar.
Vai à merda que te quis
E que quiseste
Em vez de mim!
Que mal te fiz?
Como ficaste assim?!
Pouso o último copo,
Vazio,
E cago para ti...
Se ao menos trouxesses
De novo
O velho que houve em ti!
Levanto-me da cadeira,
Porra...
O corpo pesa-me...
Não tanto como tu
Me pesas no peito.
Merda...
Merda!
Sai daqui, sai de mim!
Deixa-me!...
Vai-te...
Vai-te!
Amélia Rosa (2008/09)
Bebi, bebi, bebi...
E não chegaste.
Deixaste que aparecesse
A desilusão e embriaguez,
Em vez de ti...
Mais uma vez.
Não me tragas mais desculpas.
Não...! Não venhas.
Cansei-me de desesperar.
Vai à merda que te quis
E que quiseste
Em vez de mim!
Que mal te fiz?
Como ficaste assim?!
Pouso o último copo,
Vazio,
E cago para ti...
Se ao menos trouxesses
De novo
O velho que houve em ti!
Levanto-me da cadeira,
Porra...
O corpo pesa-me...
Não tanto como tu
Me pesas no peito.
Merda...
Merda!
Sai daqui, sai de mim!
Deixa-me!...
Vai-te...
Vai-te!
Amélia Rosa (2008/09)
Compatibilidade de sentir
Tens perguntado por mim,
A ti,
Como eu o faço a mim,
Por ti?
Tens pensado em mim,
Tão inapropriadamente
Como eu tenho feito
Sobre ti?
Que faço aqui,
Neste jogo de imaginação?...
Não deveria estar neste lugar!...
Aqui é um local proibido
Este lugar onde te penso...
Ainda bem que não se lêem pensamentos.
Ainda bem que ninguém sabe
Os meus sentimentos...
Ainda bem que ninguém sonha
Que eu sonho contigo,
Ainda bem que ninguém sabe
Que eu te procuro
No silêncio que a noite me traz;
Este delicioso escuro
Que te traz a mim,
A tua presença imaginária,
Na minha vontade primária e
Ordinária
De um ser como eu... digamos...
De Consciência íntima imparável...
De vulnerabilidade emocional elevada...
De sensibilidade sensitiva apurada...
Mas...
De que me vale procurar-te?!, se
Ao acaso de te encontrar
E tu me fitares,
Não poderia eu tocar-te...?
Mesmo que seja mutua a vontade...
A velha culpa abate-me e eu
Prefiro prevenir que não me perdoar.
Mas... Já agora, TU...
Tens pensado em mim?!...
Também me ouves no teu silêncio?
Como eu te ouço... no meu?...
Também me queres?
Diz-me!
Também me sentes...?
Também me sonhas?...
Sonhas-me, mesmo eu
Não te podendo tocar?
Porque não posso.
Não devo...
Ofélia Castro
A ti,
Como eu o faço a mim,
Por ti?
Tens pensado em mim,
Tão inapropriadamente
Como eu tenho feito
Sobre ti?
Que faço aqui,
Neste jogo de imaginação?...
Não deveria estar neste lugar!...
Aqui é um local proibido
Este lugar onde te penso...
Ainda bem que não se lêem pensamentos.
Ainda bem que ninguém sabe
Os meus sentimentos...
Ainda bem que ninguém sonha
Que eu sonho contigo,
Ainda bem que ninguém sabe
Que eu te procuro
No silêncio que a noite me traz;
Este delicioso escuro
Que te traz a mim,
A tua presença imaginária,
Na minha vontade primária e
Ordinária
De um ser como eu... digamos...
De Consciência íntima imparável...
De vulnerabilidade emocional elevada...
De sensibilidade sensitiva apurada...
Mas...
De que me vale procurar-te?!, se
Ao acaso de te encontrar
E tu me fitares,
Não poderia eu tocar-te...?
Mesmo que seja mutua a vontade...
A velha culpa abate-me e eu
Prefiro prevenir que não me perdoar.
Mas... Já agora, TU...
Tens pensado em mim?!...
Também me ouves no teu silêncio?
Como eu te ouço... no meu?...
Também me queres?
Diz-me!
Também me sentes...?
Também me sonhas?...
Sonhas-me, mesmo eu
Não te podendo tocar?
Porque não posso.
Não devo...
Ofélia Castro
domingo, 27 de dezembro de 2009
«Tens escrito?»
«Tens escrito?»
Perguntam-me.
E aproveito esta deixa
Para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»
Quando ele me deixa,
eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não.
Forço o tempo.
A escrita é sempre
Fluída...
Nada espessa...
Nada forçada...
Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo
Amplo e fluído
Como a minha escrita,
Que tem mais quantidade
Que o meu tempo.
Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo
Dá-me tanta raiva que
Lhe desobedeço e estico-o
À minha maneira.
As palavras não se esticam...
Não se engordam.
Não se forçam.
É feio.
Alimentam-se, sim.
Crescem.
Voam.
Escrevem-se.
Diana Estêvão
Caros leitores: vou fazer uma coisa inédita, que aos olhos de muitos, será uma traição ao meu poema... Como sei que há gente que não grama muito poemas... vou transcrever o meu poema para texto, com leve alteração de pontuação, se necessário...
Aqui vai!
«Tens escrito?» - Perguntam-me. E aproveito esta deixa para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»; Quando ele me deixa, eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não. Forço o tempo. A escrita é sempre fluída... Nada espessa..., nada forçada... Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo amplo e fluído como a minha escrita, que tem mais quantidade que o meu tempo.
Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo dá-me tanta raiva que lhe desobedeço e estico-o à minha maneira.
As palavras não se esticam... Não se engordam. Não se forçam. É feio.
Alimentam-se, sim. Crescem. Voam. Escrevem-se.
Diana E.
Perguntam-me.
E aproveito esta deixa
Para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»
Quando ele me deixa,
eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não.
Forço o tempo.
A escrita é sempre
Fluída...
Nada espessa...
Nada forçada...
Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo
Amplo e fluído
Como a minha escrita,
Que tem mais quantidade
Que o meu tempo.
Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo
Dá-me tanta raiva que
Lhe desobedeço e estico-o
À minha maneira.
As palavras não se esticam...
Não se engordam.
Não se forçam.
É feio.
Alimentam-se, sim.
Crescem.
Voam.
Escrevem-se.
Diana Estêvão
Caros leitores: vou fazer uma coisa inédita, que aos olhos de muitos, será uma traição ao meu poema... Como sei que há gente que não grama muito poemas... vou transcrever o meu poema para texto, com leve alteração de pontuação, se necessário...
Aqui vai!
«Tens escrito?» - Perguntam-me. E aproveito esta deixa para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»; Quando ele me deixa, eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não. Forço o tempo. A escrita é sempre fluída... Nada espessa..., nada forçada... Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo amplo e fluído como a minha escrita, que tem mais quantidade que o meu tempo.
Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo dá-me tanta raiva que lhe desobedeço e estico-o à minha maneira.
As palavras não se esticam... Não se engordam. Não se forçam. É feio.
Alimentam-se, sim. Crescem. Voam. Escrevem-se.
Diana E.
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