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domingo, 18 de setembro de 2016

Precisão

Nada teu foi ingénuo.
Cada traço, cada pedaço teu
Foi pensado para ser crédulo.
Nada teu foi trémulo.
Mas nada teu foi de génio.

Cada passo, cada esboço teu,
Foram resultados de uma análise
À pessoa em que viste oportunidade...
Eu.
Oportunidade natural e oferecida...
E caí no meu sentimento,
Nele embebida.
Tu não me prometeste nada!...
De facto...
Só prometeste aquilo que eu faço:
Não amar-me.
Prometeste-o a ti. Sem sequer pensar nisso.
E não me deste qualquer sentimento
A não ser o do momento e esse, é fácil.

De notas se fazem as partituras da vida.
De posições tomadas se fazem as decisões.
De batalhas escolhidas se fazem os mais fortes.




Longe


(Tentei verter algumas lágrimas na esperança de me livrar deste agonio que sinto.
A desilusão dá-me mau-estar. Estou mal disposta.
Não sei se a água gaseificada também não ajudaria... Mas como foi uma causa interna, procuro internamente a solução para o alívio; mais tarde para a resolução.
Ah...! Sofro de desapontamento.
Sinto-me triste. Até sinto alguma dor sentimental. Tem mistura de Ego ferido...)


Estou grata por todos os momentos de boa disposição que me deste.
Grata por todos os sorrisos, todas as gargalhadas.
Estou honestamente grata pelo tempo que ambos dedicámos um ao outro.
Mas, por isso e com respeito a mim...
Por favor não voltes a vir ter comigo.
Vens de tão longe para me beijar e fazer-me sentir tão bem... Que não o faças mais.
Não venhas trazer-me mais momentos de alegria e felicidade promissora.
Não me tragas histórias de ti que me ludibriam a ponto de não saber se estou fascinada ou apaixonada.
Não me entrelaces mais os dedos nos teus, dando-me esta estúpida esperança de ser feliz com alguém além de mim...
Não me venhas mais trazer o alento de um final feliz...! Ao ponto de eu acreditar que nos gostamos de igual forma.
Porque eu acho que me apaixonei por ti. E também acho que gosto mais de ti do que tu de mim.
Não mais provoques o brilho nos meus olhos, o que se espelha do meu coração, enorme.
A causa deste corte não és tu, sou eu. Tu és fantástico...
Eu é que voei alto demais. Corri rápido demais. Senti demais. Vivi-te o Ser para além do que pretendes de mim...
E eu não quero este desfasamento. 
Não é isto que eu quero para mim.
Desculpa se não merecias alguém tão dado assim.

2016

Eu

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Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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