Aproveitarmos "ontem" enquanto tivemos, aquilo que hoje nos faz falta por não termos, é um acto óptimo! Não há mais o que amamos, mas amámos enquanto houve...
E quando estamos a sentir falta, há a confortável sensação da ideia: "Eu aproveitei".
No entanto, ao aproveitarmos o momento e o tempo, no tempo em que temos tal preciosidade em mãos para aproveitar, temos melhor e maior consciência de que tal relíquia nos fará falta quando a não tivermos.
Contudo, se não aproveitarmos enquanto é tempo de dar valor e/ou dizer: "gosto de ti", quando não tivermos mais oportunidade de dizê-lo, sofreremos por nunca ter dito... ou ter dito de menos...
E quando estamos a sentir falta, há a confortável sensação da ideia: "Eu aproveitei".
No entanto, ao aproveitarmos o momento e o tempo, no tempo em que temos tal preciosidade em mãos para aproveitar, temos melhor e maior consciência de que tal relíquia nos fará falta quando a não tivermos.
Contudo, se não aproveitarmos enquanto é tempo de dar valor e/ou dizer: "gosto de ti", quando não tivermos mais oportunidade de dizê-lo, sofreremos por nunca ter dito... ou ter dito de menos...
Deixo então uma questão (retórica), que me fiz há muito tempo: vale mais vivermos sem a preocupação de aproveitarmos algo que se irá embora, sem nos darmos conta que findará e depois de findar, sofrermos pelo que não aproveitámos enquanto tivemos e pelo pouco que fizemos, ou, será melhor darmo-nos a isso de corpo e alma como se amanhã não houvesse, sofrendo por antecipação e preocupados por um amanhã próximo não termos o que hoje nos faz feliz, custando-nos essa ideia, por sabermos exactamente que o amanhã chega rápido e findará aquilo que amamos... e..., depois de findar, gozaremos do conforto da ideia de que aproveitámos ao máximo e em tempo, aquilo que agora não há mais?
Todavia, a ideia que mostro também poderá ter um pouco das duas fases/vivências... poderá haver um amor que se dá e recebe enquanto há a vida de alguém que
amamos e, a consciência de que findará em gestos "matéricos", o amor que recebemos; (nunca findará o amor que continuamos a ter dentro de nós por essa pessoa) mas, consequentemente, achando que poderíamos ter dado sempre e sempre mais àquela pessoa que agora partiu e nisto, há um sofrimento por antecipação à partida e posterior à mesma.
amamos e, a consciência de que findará em gestos "matéricos", o amor que recebemos; (nunca findará o amor que continuamos a ter dentro de nós por essa pessoa) mas, consequentemente, achando que poderíamos ter dado sempre e sempre mais àquela pessoa que agora partiu e nisto, há um sofrimento por antecipação à partida e posterior à mesma.
Julgo que, o que de facto interessa, é que amámos e amámos muito; achamos por vezes é que não foi suficiente o que demos..., o ser humano não lida naturalmente bem com a perda.
Diana Estêvão (2008)
