Há momentos de mim
Que ninguém ousou saber.
Há momentos de mim
Que não mostrei para ninguém ver.
Há momentos meus que não queiras conhecer,
São excertos sombrios do meu anoitecer...
Há momentos de mim que
São as trevas do meu avesso,
Linhas que me definem
Mas que quase não conheço.
É o meu buraco negro
Em tentativa de sucesso
Para sugar o que brilha
No meu espectro intenso.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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