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domingo, 27 de dezembro de 2009

«Tens escrito?»

«Tens escrito?»
Perguntam-me.
E aproveito esta deixa
Para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»
Quando ele me deixa,
eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não.
Forço o tempo.
A escrita é sempre
Fluída...
Nada espessa...
Nada forçada...
Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo
Amplo e fluído
Como a minha escrita,
Que tem mais quantidade
Que o meu tempo.

Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo
Dá-me tanta raiva que
Lhe desobedeço e estico-o
À minha maneira.
As palavras não se esticam...
Não se engordam.
Não se forçam.
É feio.
Alimentam-se, sim.
Crescem.
Voam.
Escrevem-se.

Diana Estêvão



Caros leitores: vou fazer uma coisa inédita, que aos olhos de muitos, será uma traição ao meu poema... Como sei que há gente que não grama muito poemas... vou transcrever o meu poema para texto, com leve alteração de pontuação, se necessário...
Aqui vai!

«Tens escrito?» - Perguntam-me. E aproveito esta deixa para mais um poema...
«Quando o tempo me permite.»; Quando ele me deixa, eu escrevo.
E quando não deixa?
Eu forço.
Forças a escrita?
Não. Forço o tempo. A escrita é sempre fluída... Nada espessa..., nada forçada... Nada, nada..., flutua.
Tomara eu ter o tempo amplo e fluído como a minha escrita, que tem mais quantidade que o meu tempo.
Ambígua esta última frase, hein?
Ás vezes a ausência do tempo dá-me tanta raiva que lhe desobedeço e estico-o à minha maneira.
As palavras não se esticam... Não se engordam. Não se forçam. É feio.
Alimentam-se, sim. Crescem. Voam. Escrevem-se.

Diana E.

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