Há frases que não podem ser ditas
Nem mesmo quando a noite tudo esconde e
O nosso olhar é nu e o nosso coração quer
E o nosso corpo se calhar já pensou.
Há sentimentos que queremos ignorar
Por nos comprometerem com a traição
Ou por nos darem uma falta de ar
Que nos faz arfar de desejo...
Não poderemos no entanto
Jamais negar, que o pensamento
Aos poucos se desmancha em palavras
E que o que um dia foram olhares,
Amanhã serão as nossas mãos deles escravas.
Ofélia Castro
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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sábado, 24 de outubro de 2009
Adiamento Crónico
Fica para outra altura.
Dizemos com um ar despreocupado...
Fica para outra altura,
Para quando a vontade não tiver lugar ocupado.
Fica para outra altura,
O que há a fazer sempre dura.
Dura?
Dura…
Por isso fica para outra altura.
O tempo cooooooooooooorrrrrrrrrreeeee...
E corre tão rápido, que
Chega a altura
E não houve tempo
Para que na dada altura
Já haja tempo de tratar da
Dura tarefa que dura e dura…
Mas que só dura e é dura
Porque se adia continuamente a altura...
Perdura…
O quê?
A brandura.
Porque a tarefa faz a altura
E não o inverso.
Quando já houver vontade
De fazer o que ainda dura,
O que perdurou, afinal
Já não dura!
Ai que maçadura…!
Agora passou a altura!
Passou?
Não…
Só não quis ser dura,
E dizer-te que sozinho,
O tempo, apenas, não cura…
Diana Estêvão 2009
Dizemos com um ar despreocupado...
Fica para outra altura,
Para quando a vontade não tiver lugar ocupado.
Fica para outra altura,
O que há a fazer sempre dura.
Dura?
Dura…
Por isso fica para outra altura.
O tempo cooooooooooooorrrrrrrrrreeeee...
E corre tão rápido, que
Chega a altura
E não houve tempo
Para que na dada altura
Já haja tempo de tratar da
Dura tarefa que dura e dura…
Mas que só dura e é dura
Porque se adia continuamente a altura...
Perdura…
O quê?
A brandura.
Porque a tarefa faz a altura
E não o inverso.
Quando já houver vontade
De fazer o que ainda dura,
O que perdurou, afinal
Já não dura!
Ai que maçadura…!
Agora passou a altura!
Passou?
Não…
Só não quis ser dura,
E dizer-te que sozinho,
O tempo, apenas, não cura…
Diana Estêvão 2009
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