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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A tela branca...

A tela branca fere-me os olhos que tentam nela ver palavras.
Escrevo sob este desconforto, perante a luz que ela emana,
Semi-cerro os olhos e vejo os pensamentos acerca de mim.
Falam sobre a minha história.
E eu crio um mundo isolado para a sonhar
As histórias dentro da história da minha vida
Como se as vivesse de verdade.

E encontro-me no vinho que tomo
Quando o tomo,
porque o bebo para me ver melhor.
Quanto mais turva for a imagem
Mais nítida sou para mim!

Perdermo-nos de nós mesmos é
Como se ficássemos órfãos
à espera de ser [de novo] amados.
É uma esperança quase estúpida
De tão genuina…

É o eterno aguardar pelo reencontro da alma.
E o espírito definha-se no corpo,
Mirram os sonhos,
Suspendem-se as vontades.
Sustem-se a respiração.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Nasci Poetisa. Morro Guerreira.

Pode a gentileza habitar no implacável?


Como se junta Sal e Mel na mesma receita?
Pode comandar-se com suavidade e acarinhar com firmeza?

É possível que a sensibilidade da gentileza possa apaixonar-se pela assertividade da garra?
Poderá a assertividade amar a permissiva brandura?

Os opostos casam?

Liderar com certeza de que a doçura não adormece a coragem e que a força do grito de guerra
 não mata o sorriso de criança?
Como dou a minha mão esquerda que tem amor, com a minha mão direita que tem garra, num doce acordo com um grito de guerreira?

Não sei comandar as duas na mesma frente, 
as duas que tenho em mim.


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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