Para começar... gosto de saborear...
Como que uma introdução...
Preparar um desenvolvimento...
Sem pensar muito na conclusão
...
Deixar-me no teu pensamento
Sem ocupar espaço no coração.
Então olho-te... e o teu olhar não me mente.
Queres aquilo que eu quero
E o que quero é tão somente:
Seguir pelo teu corpo,
Como se fosses mar...
Devorar as tuas ondas, fazer-te suar...
Comer-te vigorosamente e
Saborear o teu sal...
Quero passar as minhas mãos frias
Pelo teu pescoço e costas quentes.
As minhas mãos vazias,
Desejo enchê-las com o teu corpo... Sentes?...
Quero arrepiar-te essa pele suave
E fazer-te excitar...
Beijtar-te todo num momento
E num instante deixar-te a desejar...
Agora que já provei esses lábios,
Agora que já conheço o vosso sabor,
Quero descobrir melhor a tua pele -
Que não conheço o cheiro nem cor...
Deslizando os meus lábios por ti,
Num misto de intensidade e calor.
...
Desejo lamber-te, arrepiado de prazer
...
E ouvir-te respirar - arfando - cheio de querer...
Sentindo o que sinto, numa vontade imensa
De te comer.
2010
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Envolvência
O nosso tempo acabou por hoje
Mas os nossos desejos continuarão,
A acção termina agora, vais pra longe,
Leva o teu coração...
Continua, não olhes para trás,
Sintas o que sentires, vai,
Está na hora de partires...
Deixo-te sem vontade de te largar,
Mas tenho que ser assim, frio,
Para não te convencer a ficar...
Tenho que ser um pouco distante
Para não te conquistar o vazio...
O nosso pecado secreto é maravilhoso
É subtil e desejoso... Dá-me mais de ti...
Dá-me o que queres dar,
Não te prives de ter o que em ti é querer...
Dá-me ar, dá-me ar!
Dá-me mais deste pecado que me mata de prazer...
Faz-me arfar... de tanto te amar...
Sua em cima de mim, geme por mim,
E faz-me este homem completo que vez aqui...
Continua assim... aqui, por mim, por ti...
Conta-me como te sentes, eu gosto de ouvir-te,
Toca-me e envolve-me, eu gosto de sentir-te...
Fala-me de ti, dos teus receios,
Dos teus sonhos, quero saber definir-te...
Mas não me ames com a mente,
Ama-me com o corpo e emoção;
Quem mais se nega mais mente,
E eu não te quero a amar-me com o coração...
Mas posso ser a tua maior paixão...
E deixemos o amor para outra dimensão...
Devora-me com paixão..., só com paixão.
Mateus Marques, 2010
Mas os nossos desejos continuarão,
A acção termina agora, vais pra longe,
Leva o teu coração...
Continua, não olhes para trás,
Sintas o que sentires, vai,
Está na hora de partires...
Deixo-te sem vontade de te largar,
Mas tenho que ser assim, frio,
Para não te convencer a ficar...
Tenho que ser um pouco distante
Para não te conquistar o vazio...
O nosso pecado secreto é maravilhoso
É subtil e desejoso... Dá-me mais de ti...
Dá-me o que queres dar,
Não te prives de ter o que em ti é querer...
Dá-me ar, dá-me ar!
Dá-me mais deste pecado que me mata de prazer...
Faz-me arfar... de tanto te amar...
Sua em cima de mim, geme por mim,
E faz-me este homem completo que vez aqui...
Continua assim... aqui, por mim, por ti...
Conta-me como te sentes, eu gosto de ouvir-te,
Toca-me e envolve-me, eu gosto de sentir-te...
Fala-me de ti, dos teus receios,
Dos teus sonhos, quero saber definir-te...
Mas não me ames com a mente,
Ama-me com o corpo e emoção;
Quem mais se nega mais mente,
E eu não te quero a amar-me com o coração...
Mas posso ser a tua maior paixão...
E deixemos o amor para outra dimensão...
Devora-me com paixão..., só com paixão.
Mateus Marques, 2010
Tentação . . .
Tu. Sim, tu.
Tentação que me tentas
E tentas consumir-me...
Consomes-me nos pensamentos
Nos sonhos, nos movimentos,
Nos segredos meus, teus...
Em todos os momentos
Consomes-me a alma e o corpo
Comes-me a pele, ossos,
Os olhos, o cabelo
A minha imagem de
Alto a baixo
Parando no meio e reinventando
Pelo meu corpo abaixo soando, tu tentação,
Paixão que comes e não entornas,
Tu, que somes e somas
Mais desejos e fomes...
E consomes-me com a tua ausência,
Tendência para a cobiça,
Egoísmo de não querer partilhar
Nem querer deixar.
Partes-me em mil bocados e
Provas, comes, deixas sobras, para ti
Quando voltares.
Deixa-me tentação mas nunca me deixes...
Quero-te mas odeio-te
Deixo-te mas tenho-te.
Desejo-te mas repeli-te...
Tenho-te mas fujo-te...
Volto e como-te tentação,
E deixo-te devorares-me com paixão,
Como um osso se deixar devorar por um cão.
Vai, mas volta,
Vai-te, mas vem-te,
Sai, mas entra-me.
Amélia Rosa, 2010
Tentação que me tentas
E tentas consumir-me...
Consomes-me nos pensamentos
Nos sonhos, nos movimentos,
Nos segredos meus, teus...
Em todos os momentos
Consomes-me a alma e o corpo
Comes-me a pele, ossos,
Os olhos, o cabelo
A minha imagem de
Alto a baixo
Parando no meio e reinventando
Pelo meu corpo abaixo soando, tu tentação,
Paixão que comes e não entornas,
Tu, que somes e somas
Mais desejos e fomes...
E consomes-me com a tua ausência,
Tendência para a cobiça,
Egoísmo de não querer partilhar
Nem querer deixar.
Partes-me em mil bocados e
Provas, comes, deixas sobras, para ti
Quando voltares.
Deixa-me tentação mas nunca me deixes...
Quero-te mas odeio-te
Deixo-te mas tenho-te.
Desejo-te mas repeli-te...
Tenho-te mas fujo-te...
Volto e como-te tentação,
E deixo-te devorares-me com paixão,
Como um osso se deixar devorar por um cão.
Vai, mas volta,
Vai-te, mas vem-te,
Sai, mas entra-me.
Amélia Rosa, 2010
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