Não há nada mais que me complete.
Sou imensa e tão intensa
Que não há quem ou o que me preencha.
Perdi o rasto ao que me fazia ferver.
Perdi o rumo ao que me faz tremer
Sem mais tarde me arrefecer...
Nada mais me faz quebrar e ficar em pedaços...
Pedaços de mim que gosto de montar devagar.
Onde andam as borboletas que não morrem?
Onde andam as ondas que não cessam na sétima...?
Onde estão as andorinhas que tatuei
E só encontro em mim?
Onde vivem as emoções que me despertam?
Gosto de andar sobre a corda bamba
Que ameaça deixar-me cair.
Quero voar alto e descer a pique
Com quem me faça morrer a rir...
Procuro sentir todos os dias
As emoções fortes que me constroem,
Porque alimento-me delas,
Até as que me acrescentam porque me destroem.
Procuro as minhas entranhas na terra que habito
Vou encontrando pessoas bonitas e estranhas
E experiências em forma de mito.
Agradeço tudo o que encontro e que recebo
Mas quero mais. Mereço mais do que sinto.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
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