Marco o início da tua chama...
Em mim.
Marco o teu nome na minha mente,
Com um fim.
Marco o compasso da tua música no meu corpo
Ao som da tua voz para a qual me dispo.
Largo as roupas que me inspiraram a pele
E seduzo o ar que respiro...
Inspiro-te a líbido e expiro lubrificação
E não precisamos gostar das mesmas coisas
Para dançar no mesmo ritmo ao serão.
Bem-vindo ao meu mundo...
Imaginar a tua lígua está a matar-me.
O Depois já não é mais a hora e tu...
Nem imaginas o que me fazias agora.
O que ontem me era morno, hoje está quente
E imagino-te a ter confrontos de prazer...
E por ser poeta não controlo a minha mente...
Danço nua entre a tua ausência e o meu querer.
Não te digo metade da metade do que penso,
Senão não era quem sou
E o que sou não gosto de falar...
No meu olhar vês o que não te conto,
Porque o que sinto, sem querer deixo escapar
E o que sou, eu só gosto de mostrar...
Mas o que sinto é intenso e original...
É imenso e superficial...
É profundo e liberal...
Mas é efémero e não espera pela moral.
Já brindávamos a nós...
Já nos tocávamos a sós.
Quando não sabemos o que esperar
Desconhecemos o que perdemos...
Como a chama que criaste...
Onde foste, que já não a vens apagar?
