Quanto do meu corpo
É Arte?
Quanto do meu corpo
É Segredo?
Quanto dele é lembrança?
Quanto dele é meu?
Quanto dele sou Eu?
O meu corpo nu
Despe-me da monotonia
Do dia-a-dia...
Regresso a mim quando me toco.
Com o meu corpo faço a arte
De me abraçar, Voando.
Com o meu corpo Abraço-me,
Arfando e suspirando de amor e
De vontade...
Não fosse eu a minha casa
Não faria sentido abrigar-me
Onde repouso todos os dias...
Onde me deito quando quero sonhar,
Onde choro quando me quero derramar.
Onde me venho quando me quero amar.
Não é belo termos um corpo para abraçar?
Vou usando o meu corpo e permito
Que ele me use a mim.
Com as imensas sensações
Que nos podemos dar...
E é de mim que me alimento!
Comendo as minhas verdades...
Bebendo dos meus sentimentos...
Respirando as minhas Vontades...
Respirando Vontades.
A minha Verdade.
