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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

E mataste-me.

Com reservas expressei-te pobremente que para mim era difícil uma dança a pares.
Abraçaste-me o coração e estendeste-me a tua mão, que eu amo, num convite sincero para dançarmos.
Não aceitei, nem não aceitei.
Então proporcionaste-me um lugar confortável, só para mim. Aliciaste-me a dançar contigo e abriste um apetetite difícil de surgir, como só alguém especial consegue.
Quem tem este poder na mão pode usá-lo para bem ou mal de alguém.

Dançar contigo é como se me pedisses em namoro novamente. Mais perto ainda, é como se me pedisses para te apaixonares por mim e se eu poderia também apaixonar-me por ti.
Eu gosto de dançar. Amo música e expressão corporal. Tu não me conheces nesse cenário.
Dançar é como uma sedução efémera. É como um ato sexual amoroso e harmonioso. É tesao musical dançável. Eu descrevo o que é para mim.

Provaste-me que eu seria capaz de querer também!
Lançaste-me a mão da confiança e eu, que antes te contei quantos pontos levei na fratura exposta, eu que te contei como da última vez me estenderam a mão e me pediram para eu confiar, Confiei.
Confiei-te-me na tua mão, partida em cacos miseráveis, explicando-te que eu não me iria mover bem e que o meu aperto seria com amor e vontade, por ti cultivados, mas que iria falhar. Eu prometi-te falhar porque pior que isso não existe. E tu, seguro de ti e de tudo, prometeste o teu melhor: prometeste proteger-nos de mim, na dança, ciente das intempéries.
Alertei-te para a minha fraqueza e pedi-te que não prometesses o que a tua capacidade não fosse capaz de cumprir.
Mas num profundo sentimento de confiança e conforto, mergulhaste-me convictamente convencendo-me a apreender contigo o que é uma dança genuína a Pares. Como quem ensina o que é amar sem tabus.
E então, como quem chama pelo verdadeiro amor, ao som do teu pedido, como quem pede em namoro, eu fui.

E confiei.
Acreditei que não irias deixar-me cair ou largar da mão.
Eu acedi.
Acreditei.
Eu disse SIM.

O convite fez-se. E foi aceite a medo. Mas deveras confiado por ti e por mim.
Motivaste-me a fazer o que jamais teria coragem! Grata como estava por ser tua aprendiz, fiquei tão entusiasmada que até sonhei que dançávamos. Nunca te contei.
Disseste que eu era especial e que poderias dançar comigo com uma interação que só eu compreenderia. Porque o nosso olhar fala entre si.

A vontade que plantaste em mim eu não sabia ser capaz de sentir.
Acho que semeaste uma dançarina só tua...
Eu sentia-me tua mulher e criança ao mesmo tempo!

O teu braço forte estendeu-se como um tronco esguio do teu corpo elegante e pediu a minha mão.
Senti-me a mulher mais especial que alguém me fez sentir, meu amor.
A minha mão estendeu-se entusiasticamente para ti. A minha mão não te tocou logo mas eu dei um passo convicto na tua direção, tal como me despertaste a ser e levei o meu corpo mais perto do teu.
Estranhamente as nossas mãos não se tocam... Parecem tão perto e não te sinto a mão.
Há uma súbita névoa que não me deixa ver-te bem...!
Chamo-te, Meu Amor!
Mas para meu choque tu recuas o teu corpo de braço ainda estendido... O teu braço afastado e apegado ao teu corpo recuado, afasta-se do meu ainda estendido...
Atiro-me a ti e ainda te sinto finalmente os dedos, com a ponta dos meus..., mas estão gelados!
A tua expressão mudou e é agora fria. Quase apática. Como a ponta dos dedos que fechaste sobre a mão e a mão que encolheste com o braço... E o corpo que se afastou na névoa para fora do meu alcance.

Ainda me lembro da primeira noite que dançaste comigo mais seriamente; levaste-me à porta da transcendência... Soltaste-te do homem que conheço e eu senti-me privilegiada na tua presença.
Foste capaz de me fazer sentir o que as palavras fazem comigo.
Emocionaste-me.
E tal como quando canto, queria fechar os olhos, mas eras tão belo nos teus movimentos sinceros que entre o sonho de te ver e a utopia de seres verdade eu resisti a sentir-te de olhos fechados.

O tempo deu de si e a oportunidade não surgia...
Quando surgiu, a motivação não se descobria. Estranhei, mas como confiei, estava serena.

Estendeste-me a mão. Estendi-te o meu coração.
Tu não entendeste a dimensão do meu Sim.


[Alguma vez mataste alguém à nascença?
Foi o que fizeste com a dançarina que fecundaste.]

Recuaste antes de começar. Recusaste antes de eu falhar. Perdeste o entusiasmo pelo teu par.
Confessaste-o sem eu te pedir a dança.

Confiança, é confiança.
Tens todas as mulheres do mundo para confiares a tua dança.




Agosto, 2017


terça-feira, 13 de junho de 2017

Mulheres

As mulheres não podem expressar a sua opinião.
As mulheres não podem cantar com verdade.
As mulheres não podem dançar por paixão.
As mulheres não podem ser independentes.
As mulheres não podem ganhar um ordenado maior que o seu marido.
As mulheres não podem liderar.
As mulheres não podem ser mais que os homens.
As mulheres não podem amar.
As mulheres não podem ter prazer.
As mulheres não podem ser felizes.
As mulheres não podem ser...
As mulheres não podem...
As mulheres...
Mulheres...
Mulheres...
Mulheres.
Melhores...
Mulheres...
Melhores...
Mulheres...
São forças sobre-naturais naturalmente contidas num corpo.
Melhores que elas mesmas, melhoram-se há anos.
Mulheres são o Ser Humano mais fantástico que o Mundo experenciou.
Mulheres são sinónimo de Força mental.
Mulheres são a resistência persistente duradoura da capacidade de aguentar.
Mulheres são Todos os Furacões a quem deram o nome de
Mulheres!
Mulheres são mães do Universo.
Mulheres são matrioscas, são fertilidade cerebral e orientadora.
Mulheres são liderança muda.
Mulheres são o colo de todo o amor.
Mulheres são o pesadelo mais feroz de todos os homens.
Mulheres são o monstro da verdade mais precisa.
Mulheres são a riqueza mais célebre do Mundo que conhecemos.
Mulheres são VIDA.










Corre-me nas veias...

Nao te sufoques nas minhas veias...
Tenho histórias dentro de mim, mas elas transbordam-me e às vezes venho à tona e boio na superfície delas... Deixo-me alienar pela verdade das minhas fantasias mentirosas de veracidade...
Não as sigas nem as desmembres. São jamais identificáveis. É totalmente obtuso fazê-lo. Vais cortar-te nos vértices das minhas palavras e imaginar quem são as minhas personagens...
Vais queimar-te com as frases que são todas minhas, tal como todos os individuos de mim mesma.
Podes ter ciúmes. Mas serão ciúmes de mim mesma, então. Sou ramificada e deixo-me ramificar.
Deixo-me penetrar por mim mesma. Sou violada todos os dias por mim, por todos os que sou.
Traio-te comigo... Mas não me podes separar de mim.
É caro estar comigo. Sai caro porque a minha veia não é artística... É Divina!
Estar apaixonada por um homem é um sentimento pequeno ao lado do que é praticar a paixão pela minha vocação.
O arco-íris não tem sete cores. E existe muito mais do que cinquenta tons de cinzento...
Aguenta-me.



Demónio

Disseram-me que queimavas.
Que cuspias fogo.
Que magoavas.
Disseram-me que torcias,
Mordias,
Que podias e sabias, fazias
E acontecias...
Disseram-me que não.
Disseram-me mal de ti.
Contaram-me pior sobre nós.
Disseram-me que assustas a morte.
Disseram-me que fazes a tua sorte.
Desenharam-te torto.
Explicaram-te podre.
Tomaram-te por outro?
Procurei-te o corpo...
Não te vi porco, sujo ou morto.
Onde estás que não te vejo?

A Caligrafia


A caligrafia define-nos a superfície do que somos e algum conteúdo da derme...
Mas somos mais que epiderme e conteúdo palpável.
Somos o que não dizemos, somos o que queremos e o que não queremos tanto dizer. Somos se quisermos.
Fomos. E já o dissemos...
Quase tudo pode ser lido numa caligrafia ou não.

Será possível apaixonarmo-nos por uma caligrafia?

Guardaria com carinho trechos de caligrafias de todos os meus deslumbres, como se fossem pedaços das almas deles. Quase um mostroario de personalidades. Quase algo macabro. Quase algo espantoso.
Por vezes o que não é termina no quase...


terça-feira, 6 de junho de 2017

Retalhos de Vida

A sombra não se evita.
Não se apaga.
Não conseguimos afastá-la de nós...
Tal como o pensamento mais oprimido.

O Sol não pede licença para nascer,
Tal como a empatia não pede para acontecer.
O vento por vezes incomoda, mas outras sabe bem ter...
Tal como a cumplicidade não se cobra. Existe.
Dê jeito ou não, o bem que ela sabe ao crescer.

O deslumbramento não avisa.
O fascínio não nos evita.
O encantamento é discreto como a brisa...
E só quando é rajada sabemos que nos agita!

Como não cheirar o perfume intenso do desejo?
Como fugir da nossa sombra projetada
Se a nossa sombra própria existe em nós?!



sexta-feira, 12 de maio de 2017

Agarra-me como se eu fosse morrer.


Tu fechas os meus olhos inquietos com os teus lábios cuidadosos. E beijas-me o espelho da alma mesmo com as minhas cortinas implacáveis.
As minhas facas, pedras, armaduras, escudos e brutas palavras caem-me aos pés molhados pela água do chuveiro... E água que usas para me lavar o coração vagabundo e encardido, além do meu corpo pelas tuas mãos amolecido, confunde-se com a chuva dura que cai lá fora.
Separas-me mechas de cabelo e colocas nele mais que shampom... Essa delicadeza é que o amacia..., com o carinho de quem ama pela primeira vez e cuida como se não houvesse ninguém mais precioso... Tu, tratas de mim como se eu fosse desaparecer.
E eu chorei a primeira vez que me deste banho. Não viste as lágrimas porque no meu rosto só quis sentir as gotas de água do chuveiro onde me colocaste debaixo... Não quis naquele momento ninguém além de nós.
Esfregas a minha cabeça com as mãos que têm a sabedoria do toque e a sensibilidade de compreender os meus cabelos confusos e embaraçados.
E sinto-me uma criança a ser protegida... E se fosse menina queria ser tua filha, por desejar para mim todo o bem que tens para dar, a mim que sou a pessoa mais importante da minha vida.
As tuas mãos controladas deslizam pelos meus braços caídos... Tiram-me o peso da minha carga emocional.
O meu corpo é agora um pedaço de carne vulnerável que não protege mais a minha alma nua, exposta a ti.
Deixo a ambição, foco e determinação escorrer-me pelo umbigo abaixo até aos pés e ela vai-se pelo ralo... Fico apenas espírito, livre de amarguras e preocupações. Leve.
Nem sei o meu nome, onde estou ou que idade tenho. Que fazes comigo?
A água tem afinal sabor. O teu toque tem amor.
A tua respiração que desliza ao meu ouvido por entre as gotas da água são melodia do céu.
Tu nutres-me.
Faço de conta que não sei, mas nunca tive o que me dás. O valor que me atribuís leva-me ao meu interior mais grato.
Peço há tanto tempo o amor que me dás...
Peço sem pedir em palavras.
Pedi com as lágrimas que verti por todas as pessoas que nao me fizeram feliz!
Tu és aquilo que sempre quis.


Deseja-me como se nunca me pudesses ter.
Ama-me como se me fosses perder.
Agarra-me como se eu fosse morrer.










domingo, 12 de março de 2017

Quando me respiras



Quero a minha boca
preenchida de ti,
Quero a tua respiração à solta,
Descontrolada por aqui.
O ar da minha boca
Passa agitado para a tua,
Respiramos boca a boca
Enquanto nos olha a Lua...
Quero sentir as nossas peles
Presas pelo nosso querer
Como se uma à outra
se quisessem comer!
E quero que me comas
Hoje, amanhã e depois,
Gostava de te dar o mundo
Do meu mundo todo, a dois!
E quero-te ainda mais
Quando tu suspiras,
Inspiras
E me retiras
A razão que tentei criar
Na verdade que transpiras,
Quando me abraças
E me respiras...





segunda-feira, 6 de março de 2017

Pensar-nos...

Trazer-te ao pensamento nem sempre é bom.
Há prazeres adormecidos que quero manter repousados dentro de mim.
Trazer-te ao pensamento, trás-me ao momento presente o teu cheiro e a sensação interna da tua presença dura em mim. Dentro de mim.
E não te posso ter no pensamento, fisicamente representado pelas minhas palpitações, suspiros e contrações... E sensações do meu próprio corpo, como se estivesses aqui, simuladas por ele imaginar que estás comigo.
É quase estimulante, passar pela minha mente uma memória fugaz de ti, quando me lembro que existes... E logo retomo o acto presente do que faço!... Para não relembrar o que faço contigo, só porque existes...
Como não posso pensar em ti como mereço e como bem mereces...
Prefiro nem me lembrar quem és.
Prefiro esquecer que existes.

...

Hoje não te vi.
Hoje não te vejo.
E hoje, ainda não me vim...?
Não há tempo para te ver...
hm...
Mas agora posso imaginar-nos.
Eu cá e tu lá e ambos não temos tempo para o nosso tempo que é sempre longo, o nosso tempo tão nosso, tão intenso que não entendemos quão imenso ele é, o nosso tenso tempo... Tenso de paixão.
Então imaginei-te.
Trouxe-te à memória com o propósito de sentir-te na pele como se estivesses cá.
Por mim, eu e tu, seria todos os dias. Seria todo o dia.

Hoje pensei-te de forma mais física.


quarta-feira, 1 de março de 2017

Dou-me-Te

Estou preparada para me
Dar-te,
Como não me dei a ninguém.
Ensinaram-me que vale a pena descolar,
Mesmo podendo levantar voo e cair.
Ensinaram-me a não ter medo de voar.
E contigo eu voo.
E dou-te o mundo.
E se não puder dar-to,
Dou-te o meu mundo todo
E levo-te a dar a volta ao mundo,
Bora?

Entrelaça os meus dedos nos teus
E mostro-te como é sentir o amor na pele
E a paixão à flor da pele que se arrepia...
Por ele.
A paixão pediu o amor em namoro...

Permite-te ser bem cuidado e
Tatuo teu nome bonito no meu coração,
Pinto-nos num quadro só nosso,
Desenho o nosso abraço a carvão,
Escrevo que te adoro em todas as praias,
Mando passar um avião a dizer o quão
ÉS ADMIRÁVEL!
Levo-te ao colo para a cama,
E levo-te o pequeno-almoço à cama,
Faço amor contigo de manhã à madrugada
E durmo contigo abraçada...
Levo-te de mão dada
Ao teu medo mais profundo.
Percorro toda a auto-estrada
Para estar ao teu lado, por apenas um minuto.
Se me deixares, faço-te o Ser mais feliz deste mundo...

A paixão pediu o amor em namoro...
A minha paixão não é pelo teu corpo,
"Apaixonei-me pela tua personalidade"
Já escrevia o poeta de bairro na cidade...
E eu dou-te o tempo que precisares,
Se o teu tempo for o meu também
E não me escolheres
Mas não escolheres mais ninguém...
Porque o que sentimos não tem escolha
Se não for ir mais além... Além.
Mutuamente não temos alternativa!
A coincidência escolheu-nos e
Dessa manobra decisiva, estamos aquém...

A paixão pediu o amor em namoro...
Não deixes o amor negar.



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Eis a Rosa, eis a questão.

Ofereço-te uma Rosa
(Com os espinhos que gostarias de ter,
Vermelha, cor do coração que sabes usar,)
Com o carinho que te tenho
E o que tenho para te dar.

Antes de te a entregar, eu
Passei-a pelos lábios, molhados,
Que tu não paras de beijar...
A textura lembrou-me a tua pele
Que eu não quero deixar de tocar...
Esta Rosa passou pelo meu pescoço,
Que tu sabes e aprecias arrepiar.
Lambi-a suavemente e despedi-me...
A sua suavidade faz-me lembrar
A forma como te trato, singular...
Os espinhos estimulam-me ideias
Para me fazeres rir e gritar.

A Rosa está morta. Fui cúmplice.
Ela pagou com a vida
Para estar nas tuas mãos agora.
E tens a chance viva
De lhe dar uma vida útil...
Tens o tempo de uma Rosa
Enquanto tiver a sua beleza e forma...

Escolhe, minha Inspiração,
Amante, Paixão, Amigo,
Se agora, por Adição...,
Queres Namorar Comigo?


23/02/2017

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Se não te chamasse pelo nome...

Vou apenas fazer o que as minhas palpitações me dizem, elas explicaram-me que és especial para mim e o teu abraço denunciou a tua bondade.
Porque...

Poderia usar o teu corpo,
Abusar da tua simplicidade,
Tomar a tua suavidade...
Chamar-te pelo nome,
Mas se analisar o que me fazes sentir,
Sem ver a tua carne, chamar-te-ía de...

Refugio quente e acolhedor
Que me recebe de olhos dóceis
E me recolhe num carinho único
Como se o mundo fossemos só nós.

Serias obviamente dia de lazer
Por conta das horas felizes
Que trocamos juntos
E todos os momentos de prazer.

Se fosses um dia da semana,
Valerias por dois dias,
Meu reforço de Mana...
Serias o meu doce Fim-de-semana.


domingo, 12 de fevereiro de 2017

TexTUra

Textura
é quando a tua pele provocadoramente suave
se molda à minha impressão digital...
e sinto que as tuas reentrâncias
contornam as minhas mãos.

Textura...
é quando
a linha bem desenhada da tua boca
preenche os meus poros...,
quando a tua doce língua molha
as papilas gustativas da minha
com o teu sabor que trocas com o meu...
e...

Textura...
é...
quando sinto o teu cabelo teimoso
por entre os meus dedos de poeta...
quando os teus olhos fechados
vêm o brilho dos meus nos teus
e a própria lua parece brilhar menos que nós,
mas...

Textura é o teu olhar que me embebeda,
atravessa-me e entorna-me sobre ti,
é o teu cheiro que respiro sem esquecer...,
o teu odor que revivo sem querer...,
aquele que me emprestaste e me viola
quase sem eu perceber.
E tu
Texturas-me...
com a tua maneira peculiar que me vai decalcando...
Eu gosto obviamente da tua textura.
Essa volúpia que me enlouquece sensorialmente
fazendo com que te sinta, te veja, te ouça
e te deseje por toda a parte!


D.E.
7/02/17

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A Melhor Fase da Lua


A noite encoraja-nos a ficar,
Mas o tempo urge, esse doseador natural
De sentimentos que se querem demorar...
E nós, proporcionamo-nos pelos dias fora
À espera da Lua que não vem,
À espera do tempo que nos devora.

Sem reticências não tem graça...
E a reserva prevalece à vontade,
Enquanto não há à-vontade
Para que a nossa quantidade
Seja a desgraça da nossa deliciosa farça
Que preserva a nossa necessidade...

Quero congelar a melhor fase da Lua.
E que todas as noites a vejamos!
Quero-a todas as noites na nossa Rua.
Se essa fase for a melhor face da Lua,
A minha melhor e a Tua.


Diana Estêvão, 2017




segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara." Saramago

Já aprecio mais "pessoas"
Como antigamente o fazia naturalmente
Sem pensar sobre o processo normal
Que é ser gente e gostar da gente.
Houve uma altura que interrompi
O processo natural de convivência
E o gosto natural por "lidar com"...,
A minha paixão por abrangência...
Sem me dar conta de como era bom.
Felizmente, encontrei-me algures novamente.
Voltei a ser mais eu de novo.
Agora mais penetrante.
Voltei mais incisiva.
Dizem que o meu olhar agarra.
E eu agora olho mais ainda,
Eu devoro o rosto que me amarra.
Não quero mais perder este EU.
Quero alimentar esta forma de Ser.
Quero de novo a gente que me conheceu
Como eu Era, como o EU que não morreu!
Quero-me AGORA.

Dou por mim a comer as pessoas,
Sem lhes tocar...
Com os ouvidos,
Com a boca,
Os meus olhos que comem mais
Que todos os meus sentidos...!
Observo as pessoas enquanto falam,
Vejo os lábios a mexer e o som da voz que têm...
Sinto-as. Mesmo sentir.
Com todos os sentidos que tenho o privilégio de ter,
Mas sem sentir o toque... Sem o tacto.
O toque é especial. É o sentido mais forte... Tacto.
É com tacto...
O melhor contacto...

E...
Não é delicioso as pessoas não estarem junto de nós
E mais tarde, sem as ter por perto
Vermo-lhes os olhos, os contornos dos lábios
E sabermos como é a voz!
Tudo, na nossa mente, guardado...
Não é fantástico?

Então vamos ouvir mais e ver mais...
Sentir mais quem está junto a nós.
É apaixonante.





sábado, 14 de janeiro de 2017

O lago de onde me bebo

Sou tantas que me apaixono
Por todos os momentos de mim...
Todos os meses,
Todos os anos,
Todos o meus dias que me adiciono mais...
Sem ver o fim.
E quero todo o amor que me tenho
Mereço todo o amor que me sinto!
Mereço tudo o que cativar de mim, em mim.
Se me provasse ficaria refém
Do que a minha pele pode provocar no paladar.
Do que a minha voz pode provocar na audição.
Do que o meu toque pode despertar na sensação...
Do que o meu olhar poderia despertar na visão,
Se me tomasse, hipoteticamente, não havendo a razão.
E há tantas em mim que eu nao conheço
Que quando experimento,
Alimento o sabor que tenho
E suplemento a paixão que construí...
E
Cada vez me apaixono mais...

Se eu morresse agora, morreria completa e perfeita,
O mundo é que ficaria incompleto.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

S.E.X.O

Sexo
É salivação,
É olhar fixo,
É libertação,
É vulnerabilidade,
É repetição e insistência viciante
É observação continuada,
É troca,
É visão privilegiada,
É força!
É respiração não controlada…
É a concretização do pensamento,
É a superação do desejo,
É odor,
É todos os milímetros de pele,
É sabor,
É um esforço recompensado,
É um suspiro demorado,
É arfar,
É uma dança peculiar…

É saboroso se houver boa física
Mas é inesquecível se houver muita química.


Os corpos húmidos transpiram soro da verdade,
Que destilado dá a coragem e vontade…
Resultado que só a tesão soube proporcionar.

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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