Abraçaste-me o coração e estendeste-me a tua mão, que eu amo, num convite sincero para dançarmos.
Não aceitei, nem não aceitei.
Então proporcionaste-me um lugar confortável, só para mim. Aliciaste-me a dançar contigo e abriste um apetetite difícil de surgir, como só alguém especial consegue.
Quem tem este poder na mão pode usá-lo para bem ou mal de alguém.
Dançar contigo é como se me pedisses em namoro novamente. Mais perto ainda, é como se me pedisses para te apaixonares por mim e se eu poderia também apaixonar-me por ti.
Dançar contigo é como se me pedisses em namoro novamente. Mais perto ainda, é como se me pedisses para te apaixonares por mim e se eu poderia também apaixonar-me por ti.
Eu gosto de dançar. Amo música e expressão corporal. Tu não me conheces nesse cenário.
Dançar é como uma sedução efémera. É como um ato sexual amoroso e harmonioso. É tesao musical dançável. Eu descrevo o que é para mim.
Provaste-me que eu seria capaz de querer também!
Provaste-me que eu seria capaz de querer também!
Lançaste-me a mão da confiança e eu, que antes te contei quantos pontos levei na fratura exposta, eu que te contei como da última vez me estenderam a mão e me pediram para eu confiar, Confiei.
Confiei-te-me na tua mão, partida em cacos miseráveis, explicando-te que eu não me iria mover bem e que o meu aperto seria com amor e vontade, por ti cultivados, mas que iria falhar. Eu prometi-te falhar porque pior que isso não existe. E tu, seguro de ti e de tudo, prometeste o teu melhor: prometeste proteger-nos de mim, na dança, ciente das intempéries.
Alertei-te para a minha fraqueza e pedi-te que não prometesses o que a tua capacidade não fosse capaz de cumprir.
Mas num profundo sentimento de confiança e conforto, mergulhaste-me convictamente convencendo-me a apreender contigo o que é uma dança genuína a Pares. Como quem ensina o que é amar sem tabus.
E então, como quem chama pelo verdadeiro amor, ao som do teu pedido, como quem pede em namoro, eu fui.
E confiei.
Acreditei que não irias deixar-me cair ou largar da mão.
Eu acedi.
Acreditei.
Eu disse SIM.
Eu disse SIM.
O convite fez-se. E foi aceite a medo. Mas deveras confiado por ti e por mim.
Motivaste-me a fazer o que jamais teria coragem! Grata como estava por ser tua aprendiz, fiquei tão entusiasmada que até sonhei que dançávamos. Nunca te contei.
Disseste que eu era especial e que poderias dançar comigo com uma interação que só eu compreenderia. Porque o nosso olhar fala entre si.
A vontade que plantaste em mim eu não sabia ser capaz de sentir.
Acho que semeaste uma dançarina só tua...
Eu sentia-me tua mulher e criança ao mesmo tempo!
O teu braço forte estendeu-se como um tronco esguio do teu corpo elegante e pediu a minha mão.
Senti-me a mulher mais especial que alguém me fez sentir, meu amor.
A minha mão estendeu-se entusiasticamente para ti. A minha mão não te tocou logo mas eu dei um passo convicto na tua direção, tal como me despertaste a ser e levei o meu corpo mais perto do teu.
Estranhamente as nossas mãos não se tocam... Parecem tão perto e não te sinto a mão.
Há uma súbita névoa que não me deixa ver-te bem...!
Chamo-te, Meu Amor!
Mas para meu choque tu recuas o teu corpo de braço ainda estendido... O teu braço afastado e apegado ao teu corpo recuado, afasta-se do meu ainda estendido...
Atiro-me a ti e ainda te sinto finalmente os dedos, com a ponta dos meus..., mas estão gelados!
A tua expressão mudou e é agora fria. Quase apática. Como a ponta dos dedos que fechaste sobre a mão e a mão que encolheste com o braço... E o corpo que se afastou na névoa para fora do meu alcance.
Disseste que eu era especial e que poderias dançar comigo com uma interação que só eu compreenderia. Porque o nosso olhar fala entre si.
A vontade que plantaste em mim eu não sabia ser capaz de sentir.
Acho que semeaste uma dançarina só tua...
Eu sentia-me tua mulher e criança ao mesmo tempo!
O teu braço forte estendeu-se como um tronco esguio do teu corpo elegante e pediu a minha mão.
Senti-me a mulher mais especial que alguém me fez sentir, meu amor.
A minha mão estendeu-se entusiasticamente para ti. A minha mão não te tocou logo mas eu dei um passo convicto na tua direção, tal como me despertaste a ser e levei o meu corpo mais perto do teu.
Estranhamente as nossas mãos não se tocam... Parecem tão perto e não te sinto a mão.
Há uma súbita névoa que não me deixa ver-te bem...!
Chamo-te, Meu Amor!
Mas para meu choque tu recuas o teu corpo de braço ainda estendido... O teu braço afastado e apegado ao teu corpo recuado, afasta-se do meu ainda estendido...
Atiro-me a ti e ainda te sinto finalmente os dedos, com a ponta dos meus..., mas estão gelados!
A tua expressão mudou e é agora fria. Quase apática. Como a ponta dos dedos que fechaste sobre a mão e a mão que encolheste com o braço... E o corpo que se afastou na névoa para fora do meu alcance.
Ainda me lembro da primeira noite que dançaste comigo mais seriamente; levaste-me à porta da transcendência... Soltaste-te do homem que conheço e eu senti-me privilegiada na tua presença.
Foste capaz de me fazer sentir o que as palavras fazem comigo.
Emocionaste-me.
E tal como quando canto, queria fechar os olhos, mas eras tão belo nos teus movimentos sinceros que entre o sonho de te ver e a utopia de seres verdade eu resisti a sentir-te de olhos fechados.
O tempo deu de si e a oportunidade não surgia...
Quando surgiu, a motivação não se descobria. Estranhei, mas como confiei, estava serena.
Estendeste-me a mão. Estendi-te o meu coração.
Tu não entendeste a dimensão do meu Sim.
[Alguma vez mataste alguém à nascença?
Confessaste-o sem eu te pedir a dança.
Confiança, é confiança.
Tens todas as mulheres do mundo para confiares a tua dança.
Quando surgiu, a motivação não se descobria. Estranhei, mas como confiei, estava serena.
Estendeste-me a mão. Estendi-te o meu coração.
Tu não entendeste a dimensão do meu Sim.
[Alguma vez mataste alguém à nascença?
Foi o que fizeste com a dançarina que fecundaste.]
Recuaste antes de começar. Recusaste antes de eu falhar. Perdeste o entusiasmo pelo teu par.Confessaste-o sem eu te pedir a dança.
Confiança, é confiança.
Tens todas as mulheres do mundo para confiares a tua dança.
Agosto, 2017
