Não preciso somente nem demais das minhas experiências para escrever. Quase que só é necessário a minha imaginação... Não fosse ela produto também do que vivo e vejo...!
Não temos que escrever necessariamente o que nos acontece, nem quero isso. Eu escrevo o que me escreve a mente, repleta de surrealidades que umas vezes traduzo, outras nem as filtro, vão assim para o papel, numa sopa de letras lindíssima, a meu gosto - claro.
Quem escreve não tem que justificar-se do que quer que seja... mas eu até gosto, em algumas vezes. Eu gosto do leitor das minhas palavras... Eu amo o leitor. É o que dá vida às minhas palavras. São vós. Vós que lêem isto, sim. Não eu, que só escrevo... eu, por mim só não crio nada... São vocês que avivam as histórias, textos, frases..., vocês, gente que sente as palavras aqui plantadas, com amor.
É também pelo possível leitor que escrevo e não apenas por amar escrever. Que já é muito, sim.
O leitor pode ser 1 ou 300. Nada muda. Se um lê, um sentiu. E um sentimento não é menos que 1.000, só é 1 de 1.000.
Senti necessidade de criar uns pseudónimos... Parecem-me pseudónimos... espero não estar em erro. De qualquer maneira, espero que sejam do agrado daqueles que me dão vida às palavras plantadas.
Acho que não tenho muito mais a dizer... a não ser que o que escrevo, não tem que ser aquilo que vivo... como por exemplo eventuais textos que falem em possíveis traições. São o produto artístico que é belo por ser imaginado, independentemente de ter sido ou não vivido. São palavras criadas por sentimentos sentidos de verdade, mas em possíveis fingidas histórias. Compreendem...? A irrealidade - por vezes - é mais saborosa que a própria realidade.
Um abraço, Diana E.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Amêndoa Amarga
Cansei-me de esperar por ti.
Bebi, bebi, bebi...
E não chegaste.
Deixaste que aparecesse
A desilusão e embriaguez,
Em vez de ti...
Mais uma vez.
Não me tragas mais desculpas.
Não...! Não venhas.
Cansei-me de desesperar.
Vai à merda que te quis
E que quiseste
Em vez de mim!
Que mal te fiz?
Como ficaste assim?!
Pouso o último copo,
Vazio,
E cago para ti...
Se ao menos trouxesses
De novo
O velho que houve em ti!
Levanto-me da cadeira,
Porra...
O corpo pesa-me...
Não tanto como tu
Me pesas no peito.
Merda...
Merda!
Sai daqui, sai de mim!
Deixa-me!...
Vai-te...
Vai-te!
Amélia Rosa (2008/09)
Bebi, bebi, bebi...
E não chegaste.
Deixaste que aparecesse
A desilusão e embriaguez,
Em vez de ti...
Mais uma vez.
Não me tragas mais desculpas.
Não...! Não venhas.
Cansei-me de desesperar.
Vai à merda que te quis
E que quiseste
Em vez de mim!
Que mal te fiz?
Como ficaste assim?!
Pouso o último copo,
Vazio,
E cago para ti...
Se ao menos trouxesses
De novo
O velho que houve em ti!
Levanto-me da cadeira,
Porra...
O corpo pesa-me...
Não tanto como tu
Me pesas no peito.
Merda...
Merda!
Sai daqui, sai de mim!
Deixa-me!...
Vai-te...
Vai-te!
Amélia Rosa (2008/09)
Compatibilidade de sentir
Tens perguntado por mim,
A ti,
Como eu o faço a mim,
Por ti?
Tens pensado em mim,
Tão inapropriadamente
Como eu tenho feito
Sobre ti?
Que faço aqui,
Neste jogo de imaginação?...
Não deveria estar neste lugar!...
Aqui é um local proibido
Este lugar onde te penso...
Ainda bem que não se lêem pensamentos.
Ainda bem que ninguém sabe
Os meus sentimentos...
Ainda bem que ninguém sonha
Que eu sonho contigo,
Ainda bem que ninguém sabe
Que eu te procuro
No silêncio que a noite me traz;
Este delicioso escuro
Que te traz a mim,
A tua presença imaginária,
Na minha vontade primária e
Ordinária
De um ser como eu... digamos...
De Consciência íntima imparável...
De vulnerabilidade emocional elevada...
De sensibilidade sensitiva apurada...
Mas...
De que me vale procurar-te?!, se
Ao acaso de te encontrar
E tu me fitares,
Não poderia eu tocar-te...?
Mesmo que seja mutua a vontade...
A velha culpa abate-me e eu
Prefiro prevenir que não me perdoar.
Mas... Já agora, TU...
Tens pensado em mim?!...
Também me ouves no teu silêncio?
Como eu te ouço... no meu?...
Também me queres?
Diz-me!
Também me sentes...?
Também me sonhas?...
Sonhas-me, mesmo eu
Não te podendo tocar?
Porque não posso.
Não devo...
Ofélia Castro
A ti,
Como eu o faço a mim,
Por ti?
Tens pensado em mim,
Tão inapropriadamente
Como eu tenho feito
Sobre ti?
Que faço aqui,
Neste jogo de imaginação?...
Não deveria estar neste lugar!...
Aqui é um local proibido
Este lugar onde te penso...
Ainda bem que não se lêem pensamentos.
Ainda bem que ninguém sabe
Os meus sentimentos...
Ainda bem que ninguém sonha
Que eu sonho contigo,
Ainda bem que ninguém sabe
Que eu te procuro
No silêncio que a noite me traz;
Este delicioso escuro
Que te traz a mim,
A tua presença imaginária,
Na minha vontade primária e
Ordinária
De um ser como eu... digamos...
De Consciência íntima imparável...
De vulnerabilidade emocional elevada...
De sensibilidade sensitiva apurada...
Mas...
De que me vale procurar-te?!, se
Ao acaso de te encontrar
E tu me fitares,
Não poderia eu tocar-te...?
Mesmo que seja mutua a vontade...
A velha culpa abate-me e eu
Prefiro prevenir que não me perdoar.
Mas... Já agora, TU...
Tens pensado em mim?!...
Também me ouves no teu silêncio?
Como eu te ouço... no meu?...
Também me queres?
Diz-me!
Também me sentes...?
Também me sonhas?...
Sonhas-me, mesmo eu
Não te podendo tocar?
Porque não posso.
Não devo...
Ofélia Castro
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