Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 2 de junho de 2009
O segredo explícito de ler poesia
A arte de ler
e gostar de poesia, é
seguir cada estrofe
respeitando apenas e somente
a pontuação.
Não é parar na frase
que não tem ponto
nem ponto e vírgula,
só porque há um parágrafo
que obriga o sensível
a separar-se da linha em que está
e saltar para o próximo corrimão.
E é sem dúvida,
ter também imaginação.
Diana Estêvão (2008)
Angústia Carnal
Esta alegria descontente,
Que invento permanentemente
Para esconder o meu desalento,
Que me abraça solenemente . . .
Indiferente, observo,
Distante, preservo,
O meu olhar discreto,
Apesar do sentimento secreto
Que sobrevive bem forte.
Amanhece, no meu corpo, o que
Escurece a minha mente;
Torna mais fraco o meu corpo quase morto,
E enfraquece quem me sente.
Diana Estêvão (2005)
Que invento permanentemente
Para esconder o meu desalento,
Que me abraça solenemente . . .
Indiferente, observo,
Distante, preservo,
O meu olhar discreto,
Apesar do sentimento secreto
Que sobrevive bem forte.
Amanhece, no meu corpo, o que
Escurece a minha mente;
Torna mais fraco o meu corpo quase morto,
E enfraquece quem me sente.
Diana Estêvão (2005)
Musicalidade
Gostas de sabor
Que a pele sedenta bebe,
Água de abundante dor
Que escorre, percorre e segue.
Brilho descontente,
De um olhar profundo,
Toque emergente
No coração do mundo.
Diana Marques Estêvão (2005)
Inalcançável
Ao meu gato, que morreu por volta de 2002
O meu gato faleceu com 6 anos. Enquanto eu dormia, ele na minha cama, de repente, sem motivo aparente, fez-me acordar com os seus miados estranhos... Quando o olhei estava assanhado... com os olhos muito abertos... posteriormente falaram-me em ataque cardíaco; seria então aquilo dor?... Ele mandou-se para o chão e foi direito à parede, desfaleceu, por 2 segundos... levantou-se cambaleando, fui buscá-lo... Peguei-lhe, coloquei-o no colo... Sentei-me na cama e massajei o seu peito enquanto ele revirava os olhos... sentia-se evidentemente mal... E eu não tive para pensar como me sentia... desesperada continuei e julgo que tentei dar-lhe ar... Ele deu um suspiro e pareceu uma pessoa ao fazê-lo. E depois parou.
A última vez que o olhei nos olhos,
a última vez que o tive nos braços,
foi para vê-lo e senti-lo morrer...
Sem que eu nada pudesse fazer.
Diana Estêvão (2003)
O meu gato faleceu com 6 anos. Enquanto eu dormia, ele na minha cama, de repente, sem motivo aparente, fez-me acordar com os seus miados estranhos... Quando o olhei estava assanhado... com os olhos muito abertos... posteriormente falaram-me em ataque cardíaco; seria então aquilo dor?... Ele mandou-se para o chão e foi direito à parede, desfaleceu, por 2 segundos... levantou-se cambaleando, fui buscá-lo... Peguei-lhe, coloquei-o no colo... Sentei-me na cama e massajei o seu peito enquanto ele revirava os olhos... sentia-se evidentemente mal... E eu não tive para pensar como me sentia... desesperada continuei e julgo que tentei dar-lhe ar... Ele deu um suspiro e pareceu uma pessoa ao fazê-lo. E depois parou.
A última vez que o olhei nos olhos,
a última vez que o tive nos braços,
foi para vê-lo e senti-lo morrer...
Sem que eu nada pudesse fazer.
Diana Estêvão (2003)
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