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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Aventura

Deixo-te então com o que não me quiseste dar.
Deixo-te estar com o que não quiseste falar.
Mas envio-te todos os poemas que escrevi a pensar
Que tu serias digno de os ler e interpretar...
Eu nunca te pedi ruído nem te quis amar,
Só quis dar-me o prazer de te dar prazer e acreditar
Que os segredos são mais apetitosos que sonhar...
Podíamos ser sonho na mesma, sem ninguém acordar,
Podíamos ser clímax e risos, quem nos impede de voar?
Podíamos ser tanto e tão pouco que ninguém iria notar...
Um dia ouvirás o vento com um estranho sentimento
De quem não compreende como se negou a aventurar.




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