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domingo, 10 de janeiro de 2016

Aquela que nos acompanha sem estar...

Todos procuramos algo, alguém.

Criaram-nos num e separaram em duas metades.

É disso que não me lembro bem como é, mas eu sei que já soube e tenho saudades.

Tenho saudades tuas.

Onde estás?

Procuro-te e enquanto não te encontro imagino como poderás ser... E imagino todos os dias onde poderás estar.
A peça semelhante a mim, que não sendo eu será a pessoa gémea, a peça que se encaixa, a que me falta e sinto falta.
Uma saudade inexplicável.

Eu não quero a metade de mim, quero-me inteira e quero o todo de ti.
Mas nunca te senti...
Eu li que é no abraço que se sabe.
Quero abraçar-te e matar saudades deste tempo todo sem ti, porque sinto saudades de algo que senti e que não me lembro de como foi sentir.
Dizem que se sabe quem é pelo abraço, por isso abraço tanta gente, na busca de quem serás...

Onde estás?

Sinto-me incompleta.
Uma solidão que não encontro explicação.

Abraço este mundo e o outro para te encontrar!
Mas de todas as pessoas que abracei eu nunca te encontrei!
De todas as que amei, eu não te senti lá, como li que se sabe e sente!
E só se sente, se for realmente a Alma Gémea da gente...

2016

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