Doeu.
Feriu-se. Lambi-o com carinho.
Caiu algumas vezes.
Partiu-se umas tantas.
Tantas vezes que o apanhei aos bocados...
Algumas partes dele eu acho que já nem as tenho.
Eu já nem me lembro se as achei...
Fartei-me de apanhar-lhe os cacos.
Colei-o com saliva e paciência...
Ficaram as cicatrizes.
Já não sente da mesma forma de forma tão imediata.
Não se deslumbra por encantos imediatos ou demorados.
Não se arrepia tanto, mas também não se magoa tanto.
São os caules da pele que o reveste.
São tatuagens de aprendizagem.
Os corações também se treinam.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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É preciso muito treino para o educar. As feridas curam-se, mas a marca fica sempre lá
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