Atravessem os tempos,
Atravessem as vontades,
Atravessem muralhas,
Morram almas!
Morram corações!
Tragam-nos mais nações!
Mas planetas,
Mais nuvens e Sois,
Plantas e sementes,
Neblinas e gentes,
Micróbios e serpentes,
Mais maçãs e
Pecados originais,
Homens, mulheres e
Animais irracionais!
Morram terras e a Terra,
Nasçam mais estrelas e serras!
Mais de nós, mais dos
Mesmos e dos outros!
Isto durante: mais unidades
E números de série que
Aqueles milénios que criámos...
Gerações! Não de gentes...!
Algo maior: galáxias de existências!
Mais daquilo que não sabemos ser,
Mais daquilo que não sabemos
Nem soubemos ter!
Venham! Oh sim!...
Mais Terras,
Mais humanos!
Mais guerras e planos!
Força!
Venham magmas
E armas,
Matar o que nasceu!
Que somos perfeitos demais
Para existir a mais!
Morramos à fome!
À inveja que nos consome!
E esqueçamo-nos
Desta forma (estúpida),
Que fomos construídos
pelo virtuosismo
de Alguém... Quem?
E lembrem-se:
«Nada cria, nada se destrói, tudo se transforma.»
Pois é então agora!
Venham mais!
Que é hora!
Para acompanhar com (se desejarem): http://www.youtube.com/watch?v=aSmnYTYqh0w&feature=PlayList&p=22EC96A35A1E2513&index=2
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
Pesquisar aqui!
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Um brinde a uma amizade de uma década!
Encantas o mundo com esse teu sorriso,
que todas as manhãs vestes,
que veste o coração de todos
com uma alegria
de que muitas manhãs já não são capaz.
Mas não é apenas o teu sorriso
que me faz amar-te, tal como outros te adoram...
Apaixonas este e outro mundo
com o teu espírito livre,
que dá asas a quem te sente.
Mas não é apenas essa liberdade que me apaixona,
como o mundo se apaixona por ti.
A tua alegria,
alegra o Sol,
o Mar,
o Vento,
o Tempo... o mundo envolvente...!
Num tempo em que o mundo... deprime.
Mas não é, mais uma vez,
apenas a tua alegria que me alegra e fascina,
como as gentes se alegram ao ver-te passar...
Não são apenas os teus sonhos que me fazem sonhar...
O que me fascina por inteiro, e me leva a permanecer,
é a tua força de viver,
o teu ser singular,
a tua alma poderosa,
que trás do céu a magia que a terra implora...
Na certeza do teu doce olhar.
Diana Estêvão, 2005
Forte Chama Fria
Deitas-me numa confortável cama suspensa
Ao Sol que me ilumina,
Trazes-me encoberta a paz da vida,
Mostras-me essa tua ilusória visão
Através da minha danificada retina
E queres que te dê a mão,
Porque sabes que é longa a subida.
Postos os valores de ferro lá no alto,
Os carinhos de papel pesam e começam a cair!...
Ninguém os agarra porque afinal, são leves em demasia.
Perdem-se pelo asfalto e é vê-los a ir...
Quase a cair no lago das desvontades,
Agora, quem os quis um dia, já não queria...
E traída uma promessa de carinho eterno,
A velha desconfiança por excesso, agora confirma
Que a demasia não cobre uma vida e
Nem aviva a nossa chama
Que afinal numa das metades, é tão fria...
E num último desabafo de esperança e espera
Tiras-me tudo e o resto num gesto!
Revelas a tua real frigidez, que me supera
E eu caio nua da cama que me fizeste!
Sem a tua mão e protecção...
E eu desisto.
O tempo ensinará a amar quem não mereceu o amor.
E no silêncio e na solidão
Todos se lembram de quem realmente os amou.
Jamais o tempo dará a felicidade de ter de novo no coração
O que perdemos em mãos... E como o tempo nunca perdoou
Sei que no silêncio, vais lembrar-te de mim.
Diana Estêvão, 2009
Ao Sol que me ilumina,
Trazes-me encoberta a paz da vida,
Mostras-me essa tua ilusória visão
Através da minha danificada retina
E queres que te dê a mão,
Porque sabes que é longa a subida.
Postos os valores de ferro lá no alto,
Os carinhos de papel pesam e começam a cair!...
Ninguém os agarra porque afinal, são leves em demasia.
Perdem-se pelo asfalto e é vê-los a ir...
Quase a cair no lago das desvontades,
Agora, quem os quis um dia, já não queria...
E traída uma promessa de carinho eterno,
A velha desconfiança por excesso, agora confirma
Que a demasia não cobre uma vida e
Nem aviva a nossa chama
Que afinal numa das metades, é tão fria...
E num último desabafo de esperança e espera
Tiras-me tudo e o resto num gesto!
Revelas a tua real frigidez, que me supera
E eu caio nua da cama que me fizeste!
Sem a tua mão e protecção...
E eu desisto.
O tempo ensinará a amar quem não mereceu o amor.
E no silêncio e na solidão
Todos se lembram de quem realmente os amou.
Jamais o tempo dará a felicidade de ter de novo no coração
O que perdemos em mãos... E como o tempo nunca perdoou
Sei que no silêncio, vais lembrar-te de mim.
Diana Estêvão, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Eu
Índice
-
▼
2009
(30)
- ► março 2009 (1)
- ► junho 2009 (11)
- ▼ setembro 2009 (4)
- ► novembro 2009 (2)
-
►
2010
(22)
- ► janeiro 2010 (1)
- ► abril 2010 (1)
- ► junho 2010 (1)
- ► novembro 2010 (1)
-
►
2011
(5)
- ► junho 2011 (1)
- ► julho 2011 (1)
-
►
2013
(7)
- ► outubro 2013 (1)
- ► dezembro 2013 (1)
-
►
2014
(5)
- ► abril 2014 (1)
- ► agosto 2014 (1)
- ► outubro 2014 (1)
-
►
2015
(47)
- ► outubro 2015 (6)
- ► novembro 2015 (24)
-
►
2016
(79)
- ► fevereiro 2016 (12)
- ► junho 2016 (1)
- ► julho 2016 (1)
- ► agosto 2016 (17)
- ► setembro 2016 (8)
- ► outubro 2016 (9)
-
►
2017
(18)
- ► agosto 2017 (1)
-
►
2018
(2)
- ► setembro 2018 (1)
- ► novembro 2018 (1)
-
►
2020
(6)
- ► abril 2020 (1)
- ► agosto 2020 (1)
- ► setembro 2020 (1)
- ► outubro 2020 (1)
- ► novembro 2020 (1)
- ► dezembro 2020 (1)
-
►
2021
(9)
- ► abril 2021 (1)
- ► junho 2021 (1)
-
►
2022
(3)
- ► janeiro 2022 (1)
- ► agosto 2022 (1)
- ► novembro 2022 (1)
