Nua...
Sentada na minha cama vazia...
Imagino-te perto.
Como na noite anterior
Em que dançámos horizontal e obliquamente
Nestas quatro paredes que te tomei...
Deitámo-nos com força contra a cama.
Eu empurrei-te, mas tu puxaste-me pela anca
E cheios de saudades da nossa aventura
Vazios do mundo e de roupa
Respirei perto do teu ouvido
Para me ouvires gemer...
Com o impacto do qual és culpado,
Pelo engolir do teu ar,
Arfando perto da tua boca,
Enquando me penetravas profundamente
Sem teres avisado que irias
Preencher este vazio que havia em mim
Com o prazer de te ter assim
E consumiste-me a tensão acumulada
De um dia de trabalho, pesado, suado...
Pingaste-me o meu peito arrepiado
E molhaste-me os lábios beijados
Com essa língua que se humedeceu
Na minha vagina que se abre para ti.
Quando me mordeste e deixaste
A marca que agora observo,
Escolhi não te devolver a dor
Que intensamente me provocaste,
Mas sim no prazer que senti
E saí sem avisar de baixo de ti,
Prendi-te os braços
E apanhei-te com a boca o responsável
Pelas vezes que me a tapaste
Depois de me perguntares se eu gostava...
Engoli-te a razão e voltei a dar-ta.
Suguei-te a expectativa,
Relembrando-te de como sou melhor!
Melhor do que já existiu para ti,
Com a dose de carinho que adiciono
Ao meu empenho contigo...
Mas eu existo.
Existo e resisto com gosto
Às vezes que te pedi com força!
Porque é à força que a paixão se mostra
Quando sofremos do que temos em mãos.
Perto...
Quero-te perto...
Fundo...
Tão fundo que me faças esquecer
Que tenho arrepios no ventre e mente
Como se estivesse sob forças g
Quando nos imagino sem te ter por perto!
Como agora... Que ressaco do teu sexo!
E eu...
Vomito a vontade que fui comendo
E acumulando na tua ausência,
Por não ter o que comer de ti...
E eu implorei para que ficasses
E me tomasses mais uma vez...
Mas foste...
E agora vou respirar vontades...
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
Pesquisar aqui!
terça-feira, 23 de agosto de 2016
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Eu
Índice
-
►
2009
(30)
- ► março 2009 (1)
- ► junho 2009 (11)
- ► novembro 2009 (2)
-
►
2010
(22)
- ► janeiro 2010 (1)
- ► abril 2010 (1)
- ► junho 2010 (1)
- ► novembro 2010 (1)
-
►
2011
(5)
- ► junho 2011 (1)
- ► julho 2011 (1)
-
►
2013
(7)
- ► outubro 2013 (1)
- ► dezembro 2013 (1)
-
►
2014
(5)
- ► abril 2014 (1)
- ► agosto 2014 (1)
- ► outubro 2014 (1)
-
►
2015
(47)
- ► outubro 2015 (6)
- ► novembro 2015 (24)
-
▼
2016
(79)
- ► fevereiro 2016 (12)
- ► junho 2016 (1)
- ► julho 2016 (1)
- ▼ agosto 2016 (17)
- ► setembro 2016 (8)
- ► outubro 2016 (9)
-
►
2017
(18)
- ► agosto 2017 (1)
-
►
2018
(2)
- ► setembro 2018 (1)
- ► novembro 2018 (1)
-
►
2020
(6)
- ► abril 2020 (1)
- ► agosto 2020 (1)
- ► setembro 2020 (1)
- ► outubro 2020 (1)
- ► novembro 2020 (1)
- ► dezembro 2020 (1)
-
►
2021
(9)
- ► abril 2021 (1)
- ► junho 2021 (1)
-
►
2022
(3)
- ► janeiro 2022 (1)
- ► agosto 2022 (1)
- ► novembro 2022 (1)
