Despir-me nesta noite e caminhar nua
Eventualmente agora chamar-me de tua.
Correr, largar a carne e deixar-me crua...
Trazer-me à essência e dançar mais pura,
Mais pura, mais pura...
Sentir o frio leva-me à razão.
Sentir-me mais leva-me ao perdão,
E perdoar traz-me de volta a mão.
A mão que me levanta e me cuida
E me lembra que não sou escuridão.
Escrevo este poema sob as estrelas,
As mesmas que me recordam sequelas
Que me acompanham na vida
E são as mais belas... de mim, viva. Telas...
Aquelas que outrora pintei com cores vazias.
Outrora, de cores cheias que me preenchiam.
E eu admiro-me tanto ainda assim...
