Eu observo o mundo do topo da minha perspetiva.
Analiso.
Eu absorvo o todo do mundo e transformo e expiro em alegria.
Só assim sou tão feliz. Acreditando que estou de facto feliz.
Se não for alegre o que vejo, assumo que o equilíbrio só existe se existirem opostos.
A minha boa vontade já me trouxe socos na barriga.
Mas continuo a querer abraçar o mundo e a levá-lo pela mão.
Eu escolho pessoas. E torno-as as minhas pessoas.
Defendo-as como se fossem eu.
E quanto mais difíceis e menos atraentes (com falta de amor e repelentes naturais de pessoas), menos eu desisto de as largar.
Eu tenho a esperança de mudar as pessoas. Dobrá-las. E são guerras perdidas, algumas não são?
Eu escolho as minhas pessoas e não as largo.
Magoo-me, caio, levanto-me. Mas deixei uma semente nessas pessoas.
Perdi um pouquinho de mim pelo caminho. Mas no dar nem sempre está o receber. E às vezes recebe-se, mas não do mesmo que damos.
Eu sinto em mim todas as forças para ir avante com as pessoas que escolho.
Nunca passei num sítio sendo indiferente. Nunca fui indiferente na vida de ninguém.
Tenho amor para dar que chega para mim e para os meus todos.
Quando me dão maldade, eu dou calma... e envio amor. Em silêncio.
E mesmo que me dêem ódio... eu quero continuar a dar amor.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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