Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 5 de julho de 2011
A silhueta
As silhueta acolhe-nos na sua sombra própria.
Normalmente tem uma beleza muito sua...
Não mostra cor ou padrão...
Não mostra sorriso ou perdão.
Só mostra os limites e
A linha que divide fundo e figura negra.
Consegue ser sensual e assustador.
Consegue seduzir sem mostrar o conteúdo,
Consegue ser bela sem mostrar o seu interior.
A silhueta tem como objectivo esconder-nos
Afirmando-nos.
Gosto de silhuetas, porque nos delineiam.
Desenham a forma do nosso corpo
E sublinha-nos a tangente com o fundo que nos tem.
Sinto-me bem silhueta porque mostro-me
sem me mostrar.
E ninguém vê o meu rosto, pele ou cor...
Ninguém me toma pela textura...
A mancha que passamos a ser
Uma vez silhuetas,
Dá-nos o poder de actuar sem expressão descoberta.
Somos alma em forma de forma
Que pode ser projectada como sombra
Ou usada como sombra própria...
A silhueta consegue esconder a lágrima,
Mas transborda expressão corporal.
Mancha a pele, mas afirma a volumetria...
Talvez nos exponha mais, afinal,
Que o nosso corpo em fotografia.
Diana Estêvão
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Tenro amar
Foste em tempos, tenros,
A alma mais absoluta
Que eu julgava existir para mim…
Eras, do nascer ao pôr do Sol,
O rosto que eu vivia,
No horizonte jovem dos meus olhos.
Não acreditaste na certeza que senti
Quando senti o que senti
Ao sentir-te no meu olhar…
Ao tocar-te pura, trémula e original.
Escrevi-te como se fosses
O último homem na terra…
E como se eu, fosse a única poeta
Que melhor declamava o meu amar…
Mas tu!..., eras na altura,
De facto, o único rapaz
Daquele meu terreno lunar…
E fizeste-me sentir a melhor e única
Poeta… daquele terreno à beira-mar…
Todas as horas foram lutas,
Travadas para te conquistar.
À espera que existisse um fim,
Um final feliz, em que,
Por destreza minha te fizesse,
Finalmente!,… Amar-me.
Várias flores nasceram aos meus pés…
Belas e apaixonadas, sem eu as plantar…
Seguiram-me num desenho fiel…
Mas que nunca me conseguiu apaixonar…
Porque a flor que sempre tentei cultivar,
Nunca a consegui ver nascer nem desabrochar.
Por isso nunca me fez feliz um jardim repleto,
Se a única flor que plantei não nasceu…
Deixando o meu jardim incompleto…
E incompleto o desejo de amar…
…
Insisti em nós, incansavelmente,
Acreditando que poderias vir
A sentir-me como te sentia a ti.
Perdi a noção das cartas e palavras…
Perdi o meu tempo em troca de
Não correspondência.
Chagas no peito, horas amargas…
Quando desisti de te conquistar…
Não te ganhei nenhum sentimento mau,
Perdoei-te por não ser correspondida…
Ficou só o meu desgosto por ti, rapaz…
Nunca tive coragem para jogar contigo...
Nunca consegui usar os meus trunfos
De mulher jovem…
Pequei por não ter sido mais habilidosa…
Mas sou mais envergonhada do que me julgaste.
Mais tímida que…
A desavergonhada que em mim desenhaste…
Se fosse hoje, talvez mais que na altura,
Eu mais hoje tentasse…
Mas não deveremos falar assim do passado…
Só sabe quem já sentiu…
O que é amar e não ser correspondido…
Amar-te e querer-te…
E tu de coração já preenchido…
Acho que nunca mais nos iremos cruzar…
Não daquela forma.
Mas por mais que eu te tenha esquecido…
Ao passar por ti e na tua presença…
Ainda tremo…
O teu rosto ainda me toca com o olhar…
A tua presença ainda me preenche…
A tua existência junto de mim
Ainda me faz suspirar…
Ainda despertas a minha adrenalina…
Eu gostava de ter-te num momento a sós…
Porque hoje somos homem e mulher…
Já não somos menino e menina.
Gostava de conversar…
Olhar…, rir…, observar… sorrir…
Tocar-te na mão, com delicadeza…
Fazer-te um carinho no rosto,
Com leveza… Tudo muito calmo…
Porque parece que ao imaginar…
Volto a ser a mesma menina.
E o medo apodera-se…
Parece que volto a ter a mesma
Ingenuidade genuína…
Vou esperar por esse momento…
Espero não ter medo.
O meu pecado é ter medo.
O medo não deixa o Ser-humano viver…
Não o deixa sentir…
Leva-me a sentir.
Leva-me a querer.
Ofélia Castro
A alma mais absoluta
Que eu julgava existir para mim…
Eras, do nascer ao pôr do Sol,
O rosto que eu vivia,
No horizonte jovem dos meus olhos.
Não acreditaste na certeza que senti
Quando senti o que senti
Ao sentir-te no meu olhar…
Ao tocar-te pura, trémula e original.
Escrevi-te como se fosses
O último homem na terra…
E como se eu, fosse a única poeta
Que melhor declamava o meu amar…
Mas tu!..., eras na altura,
De facto, o único rapaz
Daquele meu terreno lunar…
E fizeste-me sentir a melhor e única
Poeta… daquele terreno à beira-mar…
Todas as horas foram lutas,
Travadas para te conquistar.
À espera que existisse um fim,
Um final feliz, em que,
Por destreza minha te fizesse,
Finalmente!,… Amar-me.
Várias flores nasceram aos meus pés…
Belas e apaixonadas, sem eu as plantar…
Seguiram-me num desenho fiel…
Mas que nunca me conseguiu apaixonar…
Porque a flor que sempre tentei cultivar,
Nunca a consegui ver nascer nem desabrochar.
Por isso nunca me fez feliz um jardim repleto,
Se a única flor que plantei não nasceu…
Deixando o meu jardim incompleto…
E incompleto o desejo de amar…
…
Insisti em nós, incansavelmente,
Acreditando que poderias vir
A sentir-me como te sentia a ti.
Perdi a noção das cartas e palavras…
Perdi o meu tempo em troca de
Não correspondência.
Chagas no peito, horas amargas…
Quando desisti de te conquistar…
Não te ganhei nenhum sentimento mau,
Perdoei-te por não ser correspondida…
Ficou só o meu desgosto por ti, rapaz…
Nunca tive coragem para jogar contigo...
Nunca consegui usar os meus trunfos
De mulher jovem…
Pequei por não ter sido mais habilidosa…
Mas sou mais envergonhada do que me julgaste.
Mais tímida que…
A desavergonhada que em mim desenhaste…
Se fosse hoje, talvez mais que na altura,
Eu mais hoje tentasse…
Mas não deveremos falar assim do passado…
Só sabe quem já sentiu…
O que é amar e não ser correspondido…
Amar-te e querer-te…
E tu de coração já preenchido…
Acho que nunca mais nos iremos cruzar…
Não daquela forma.
Mas por mais que eu te tenha esquecido…
Ao passar por ti e na tua presença…
Ainda tremo…
O teu rosto ainda me toca com o olhar…
A tua presença ainda me preenche…
A tua existência junto de mim
Ainda me faz suspirar…
Ainda despertas a minha adrenalina…
Eu gostava de ter-te num momento a sós…
Porque hoje somos homem e mulher…
Já não somos menino e menina.
Gostava de conversar…
Olhar…, rir…, observar… sorrir…
Tocar-te na mão, com delicadeza…
Fazer-te um carinho no rosto,
Com leveza… Tudo muito calmo…
Porque parece que ao imaginar…
Volto a ser a mesma menina.
E o medo apodera-se…
Parece que volto a ter a mesma
Ingenuidade genuína…
Vou esperar por esse momento…
Espero não ter medo.
O meu pecado é ter medo.
O medo não deixa o Ser-humano viver…
Não o deixa sentir…
Leva-me a sentir.
Leva-me a querer.
Ofélia Castro
quinta-feira, 26 de maio de 2011
1000
1000 visualizações da página.
E viram algo que vos levasse a reparar?
Reparam em algo que vos fizesse voltar?
Voltaram a ler algo que quisessem seguir?
Seguiram algo que desejaram continuar a acompanhar?
Obrigado por lerem a minha página.
Vou esforçar-me para dar mais de mim.
"Se podes olha, vê. Se podes ver, repara." J. Saramago
E viram algo que vos levasse a reparar?
Reparam em algo que vos fizesse voltar?
Voltaram a ler algo que quisessem seguir?
Seguiram algo que desejaram continuar a acompanhar?
Obrigado por lerem a minha página.
Vou esforçar-me para dar mais de mim.
"Se podes olha, vê. Se podes ver, repara." J. Saramago
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Tal como no Stop motion
O Stop motion é como a vida... E ainda mais como os momentos que temos nela. Juntam-se fotos após fotos, frames sucessivos de sentimentos e matéria que, ao fim de uns milhões de imagens nos permitem ver um filme fluído. E assimilamos muito melhor as coisas que aconteceram quando fazemos o stop motion desses momentos ou mesmo o stop motion da "nossa" vida. Porque na verdade, cada foto, individualmente - por vezes - não nos diz nada. Porque numa foto não vemos a anterior nem a seguinte só vemos aquela. E aquela poderá não dizer tudo.
Engraçado como o stop motion pode ser como os momentos da nossa vida... Que só os interpretamos melhor/bem quando os vemos em sucessão... Aí percebemos muita coisa que não havíamos entendido ou não quisemos dar atenção quando era só uma vez, quando era só um momento... um frame.
A quantidade faz a ideia, a quantidade faz o sentido... e a sucessão faz o raciocínio correcto.
Mas há também a manipulação do real - que é interessante como também se adequa à nossa forma de vida. Neste vídeo tal como na nossa vida, há manipulação de imagens reais, de momentos... E nós manipulamos o real, para que nos pareça à medida das nossas expectativas.
Porque o stop motion não bastou para compreender e agradar, quiseram manipular o existente, adequando às expectativas, desejos e objectivos... e metas. O stop motion faz-nos compreender se não estivermos satisfeitos com o que compreendemos e depreendemos..., faremos então uma manipulação do que temos... para por vezes, nem convivermos com o real que descobrimos...
É assim na nossa vida. Tal como no stop motion.
Criamos histórias.
Diana E. _21 Fev. 2011
Música: Laura Jansen - Single Girls
sábado, 12 de fevereiro de 2011
«Não te negues»
O Sol nascia
E os raios da lembrança
Iluminavam aquele sentimento...
Via-te no horizonte que os meus olhos criavam.
Lembrei a tua presença daquela manhã fazia d'outrora...
Lembrei a nossa dor.
A minha, de gostar de ti...
A tua, de não sentires nada por mim.
Passados anos dessa breve adolescência
Lembro com carinho e nostalgia a minha luta
Pela tua conquista.
A vida não me quis oferecer sequer a tua paixão.
Segui, mas ainda penso muito em ti.
(Não da mesma forma.)
Lembro-me sempre da teoria de alguém
Que um dia disse
Que "A esperança é a ultima a morrer"
E da minha que diz que:
Ela só morre com quem amamos.
E por isso às vezes ainda penso que...
«Bem... Ainda cá estamos...!»
Não sei que me fizeste..., que
Quando te vejo ainda acelero o coração.
Devo sentir vergonha?
Vejo cada vez mais longe qualquer
Possibilidade tosca de alguma vez,
Sequer,
Provar os teus lábios.
Sinto que já não sinto por ti;
Mas sinto que ainda me minto,
Se disser que nada me dizes.
Naquela muralha de pedra clara
Lembro-me de observar-te a voar de bicicleta
Depois da tua doce sinceridade
De me negares... Quando,
Curiosamente,
Todos me queriam
E eu escolhia-te exactamente a ti que nem um desejo sentias...
O sol pôs-se... Viste?
Deliramos. Afinal, não somos assim tão diferentes.
Nem eu tenho tantos defeitos como em tempos desenhaste.
E não pretendo jamais que
Tenhas pena de mim.
No entanto também não te admito
Dúvidas sobre a seriedade do que senti.
Especulações sobre um possível amor de verão
Que esses, como citaste
"(...)Enterram-se na areia da praia"
Nem tão pouco suporto um afastamento
Por desconfiança de nova fraqueza minha.
Algures li que "não se ama o mesmo homem duas vezes".
Por isso só há duas hipóteses...
Ou nunca cheguei a amar-te,
Porque nunca me deste o prazer de o chegar a sentir...
Ou nunca deixei de te amar
O que na verdade me parece improvável.
(Digamos que algo em ti mexe comigo.)
Ou então esta teoria é mentira
E podemos amar quantas vezes quisermos a mesma pessoa.
Ou então "o amor tem razões que a própria razão desconhece".
Ofélia Castro
http://www.youtube.com/watch?v=rBzcOUOY5YY
E os raios da lembrança
Iluminavam aquele sentimento...
Via-te no horizonte que os meus olhos criavam.
Lembrei a tua presença daquela manhã fazia d'outrora...
Lembrei a nossa dor.
A minha, de gostar de ti...
A tua, de não sentires nada por mim.
Passados anos dessa breve adolescência
Lembro com carinho e nostalgia a minha luta
Pela tua conquista.
A vida não me quis oferecer sequer a tua paixão.
Segui, mas ainda penso muito em ti.
(Não da mesma forma.)
Lembro-me sempre da teoria de alguém
Que um dia disse
Que "A esperança é a ultima a morrer"
E da minha que diz que:
Ela só morre com quem amamos.
E por isso às vezes ainda penso que...
«Bem... Ainda cá estamos...!»
Não sei que me fizeste..., que
Quando te vejo ainda acelero o coração.
Devo sentir vergonha?
Vejo cada vez mais longe qualquer
Possibilidade tosca de alguma vez,
Sequer,
Provar os teus lábios.
Sinto que já não sinto por ti;
Mas sinto que ainda me minto,
Se disser que nada me dizes.
Naquela muralha de pedra clara
Lembro-me de observar-te a voar de bicicleta
Depois da tua doce sinceridade
De me negares... Quando,
Curiosamente,
Todos me queriam
E eu escolhia-te exactamente a ti que nem um desejo sentias...
O sol pôs-se... Viste?
Deliramos. Afinal, não somos assim tão diferentes.
Nem eu tenho tantos defeitos como em tempos desenhaste.
E não pretendo jamais que
Tenhas pena de mim.
No entanto também não te admito
Dúvidas sobre a seriedade do que senti.
Especulações sobre um possível amor de verão
Que esses, como citaste
"(...)Enterram-se na areia da praia"
Nem tão pouco suporto um afastamento
Por desconfiança de nova fraqueza minha.
Algures li que "não se ama o mesmo homem duas vezes".
Por isso só há duas hipóteses...
Ou nunca cheguei a amar-te,
Porque nunca me deste o prazer de o chegar a sentir...
Ou nunca deixei de te amar
O que na verdade me parece improvável.
(Digamos que algo em ti mexe comigo.)
Ou então esta teoria é mentira
E podemos amar quantas vezes quisermos a mesma pessoa.
Ou então "o amor tem razões que a própria razão desconhece".
Ofélia Castro
http://www.youtube.com/watch?v=rBzcOUOY5YY
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