Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Marcas do prazer
Mostra-te.
Deixa-me tocar-te na crueldade.
Mostra-me quanto és capaz de provocar-me... Dor.
Deixa-me provocar-te a maldade.
Deixa-me ver mais além da tua firmeza...
Deixa-me quebrar a tua postura
E como já conheço a tua doçura,
Deixa-me ser a tua presa... Presa á tua cura.
E fura...
Quero essa fera dentro de mim!
Essa que escondes ter...
Solta esse animal que és.
Eu já o vislumbrei e tu ainda não o apresentaste.
Escuta:
Rebenta comigo.
Desbloqueia a prisao do teu estado,
Eu deixo-te expandires o teu mal sobre mim
E explodires em cima de mim
Essa brutalidade que afirmas prender...
Deixa-te foder-me...
Aperta-me contra ti num falso abraço
E permite o meu corpo dorido lembrar-me a tua força
No dia seguinte ao que me prenderes no teu quarto.
Mostra-te.
domingo, 18 de dezembro de 2016
Tenho 3 dias de vida
Tenho 3 dias para me apaixonar por mim.
Tenho 3 dias para me perdoar de tudo.
Tenho 3 dias para me curar de mim, dos outros e da vida. 3 dias para aceitar o mundo. Sem ter de o compreender, mas aceitar nele a minha presença subversiva.
Tenho 3 dias de vida, que escolho para ser o retiro da minha alma no meu corpo de então.
Tenho três de todos os dias para me reencontrar.
Tenho 3 dias para me assumir a mim e me achar.
Tenho 3 dias para curar-me.
Tenho 3 dias em retiro pessoal e espiritual.
Tenho 3 dias para amar-me apaixonar-me por mim. Quero que seja como não foi para com ninguém.
Tenho 3 dias para me separar do mal e do negativo.
Tenho 3 dias de VIDA.
Tenho 72 horas de vida que quero viver no Aqui e AGORA.
Tenho 3 dias para morrer e nascer.
Tenho 3 dias para me admirar.
Tenho dias para me apaixonar.
Tenho 3 dias para me perdoar de tudo.
Tenho 3 dias para me curar de mim, dos outros e da vida. 3 dias para aceitar o mundo. Sem ter de o compreender, mas aceitar nele a minha presença subversiva.
Tenho 3 dias de vida, que escolho para ser o retiro da minha alma no meu corpo de então.
Tenho três de todos os dias para me reencontrar.
Tenho 3 dias para me assumir a mim e me achar.
Tenho 3 dias para curar-me.
Tenho 3 dias em retiro pessoal e espiritual.
Tenho 3 dias para amar-me apaixonar-me por mim. Quero que seja como não foi para com ninguém.
Tenho 3 dias para me separar do mal e do negativo.
Tenho 3 dias de VIDA.
Tenho 72 horas de vida que quero viver no Aqui e AGORA.
Tenho 3 dias para morrer e nascer.
Tenho 3 dias para me admirar.
Tenho dias para me apaixonar.
sábado, 17 de dezembro de 2016
Um drama erótico sem filtros
Prostituis o teu coração quando entregas o teu corpo em troca de uma correspondência amorosa que não vem nem virá e, tu sabes disso. Vendes o teu amor e carinho ao desbarato, desvalorizando o teu valor.
É a prostituição do amor.
E fodes como nunca. E fodes bem. Porque fodes com amor.
sábado, 3 de dezembro de 2016
O nosso segredo explícito
São segredos molhados,
Os nossos contos somados e
Tudo o que já escrevemos e
E que contamos suados...
E prometemos, ousados, gozos
Dos nossos corpos deitados,
Os corpos sentados...
Os nossos corpos a vibrar
Histórias de quando
Me torturas a líbido
Até a nossa tesão se cruzar...
São o nosso segredo explícito
De um prazer secreto, ilícito.
Não da mesma forma.
Não volto a ser tua.
Mesmo que o céu venha a mim
E as estrelas caiam em desejos pedidos.
Os meus desejos perdidos gritam na minha lembrança
E mesmo que os planetas se alinhem para nós,
Não me terás.
Não sei o que vens ensinar-me
Nem o que vieste fazer outra vez...
Mas mesmo que não volte ao lado negro,
Não te quero mais.
Mesmo que a saudade me torne mais triste
E a minha ternura por ti seja da cor da água,
Não volto para ti.
Mesmo em nove milhões de milhas,
Não havendo alguém que me toque mais,
Tu já não me tocas muito mais
Que os demais sensacionais.
E eu não te quero mais.
Se me queres mais uma vez
Ou umas vezes...
Mesmo que eu seja especial,
Assim capaz de te fazer feliz...
Não volto a ser tua.
Não da mesma forma que me poderias ter tido:
Original.
Estragaste a magia.
Mesmo que o céu venha a mim
E as estrelas caiam em desejos pedidos.
Os meus desejos perdidos gritam na minha lembrança
E mesmo que os planetas se alinhem para nós,
Não me terás.
Não sei o que vens ensinar-me
Nem o que vieste fazer outra vez...
Mas mesmo que não volte ao lado negro,
Não te quero mais.
Mesmo que a saudade me torne mais triste
E a minha ternura por ti seja da cor da água,
Não volto para ti.
Mesmo em nove milhões de milhas,
Não havendo alguém que me toque mais,
Tu já não me tocas muito mais
Que os demais sensacionais.
E eu não te quero mais.
Se me queres mais uma vez
Ou umas vezes...
Mesmo que eu seja especial,
Assim capaz de te fazer feliz...
Não volto a ser tua.
Não da mesma forma que me poderias ter tido:
Original.
Estragaste a magia.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
Tu foste.
Foste aquele que passou, nem sei bem como nem porquê pelo meu registo de prioridades e vislumbres.
Posso dizer que fui buscar-te. Porque sei que fui. Imaginei-te perto, muito antes de teres sido o que foste para mim. Nunca te disse.
Poderia ter previsto, por isso mesmo, que irías bater-me forte na minha capacidade de sentir.
O que senti foi tão forte e desenvolveu-se tão rápido que pareceu que já tinha sido sentido há anos e se congelou em séculos para desencadear novamente.
O que senti por ti roçou ali num carinho estranho que se sente quando se sente amor.
Só sei que não foi, porque a paixão têm a capacidade de nos iludir e assolapar e o amor constrói-se com ponderação e muito tempo. E eu já senti o que é amor. Sei o que é amar um homem.
Poderia ter previsto que não poderias ser apenas um apetite da minha seletividade... Uma iguaria que escolhi. Poderia ter previsto, mas preferi sentir-te. Intensamente. E não lutar-me ou contrariar-me. Vi-te a levar-me a não ter medo, mas observei-me a apaixonar? Analisei-te? Se estarias a levar-te comigo...?
Senti e permiti-me sentir tão intensamente quanto o meu egoísmo me permitiu. Fui egoísta de mim para mim. Deixei-me vislumbrar só pelo prazer de saber-me tão bem estar apaixonada como estava. De verdade. Mesmo após entender que isso me daria uma amargura na mesma proporção ou maior que o prazer sentido por me relacionar contigo.
Foste o que era capaz, como há muito alguém não era, de me fazer voar.
Foste o que me fez repensar as minhas prioridades e ser egoísta de mim para mim. Por ti eu largava muito do que tinha acabado de definir... Do que tinha esclarecido ser um rumo a seguir. Eu inverti-me 180º, sobrepús desejos nos meus desejos. Eu alterei metas, turvei horizontes. Tudo por o que senti por ti. Não por ti. Ou foi por ti? Sei lá... Mas que senti, eu senti!
Alterei vezes sem conta o que idealizei para mim, por teres chegado onde chegaste dentro de mim.
Tocaste onde não sabia que poderias. E a certa altura, eu a ver isso acontecer e a deixar acontecer... E a torcer por acontecer...
Inverti valores e opiniões por momentos e pensei que estava a ficar louca.
Levaste-me para onde fui ou eu fiquei momentaneamente louca e fui sozinha? Eu é que me levei a tal paixão e loucura? Ou conduziste-me?
Aquele tempo tão curto pareceram-me meses...
Não imaginas no que me fizeste acreditar no início! Fizeste-me sentir uma princesa, após a guerra dos tronos passada.
Até me esqueci que nasci Rainha e não foste tu quem me fez princesa. Ainda que me sentisse levada ao colo...
E enquanto escrevo, um nó se forma dolorozo na minha garganta, aquele nó que nos dá a tristeza quando a prendemos, de quando ainda sentes o que pensas e pensas no que ainda sentes.
Ainda estou para compreender «Porquê?».
Porquê? Quem és tu afinal?
"O Tal" na minha crença, já não existe porque percebi em tempos passados, antes de ti, a realidade de dificilmente uma relação ser para a vida e essa, não é para mim. Existem Tais... Uns especiais.
Talvez por seres tão o meu deslumbre e uma fraqueza para mim, não foste um tal nem ficaste.
E assim, semelhentemente doloroso, mais ninguém o será para mim.
Mas já foste... Foste embora.
Mas Tu foste.
Posso dizer que fui buscar-te. Porque sei que fui. Imaginei-te perto, muito antes de teres sido o que foste para mim. Nunca te disse.
Poderia ter previsto, por isso mesmo, que irías bater-me forte na minha capacidade de sentir.
O que senti foi tão forte e desenvolveu-se tão rápido que pareceu que já tinha sido sentido há anos e se congelou em séculos para desencadear novamente.
O que senti por ti roçou ali num carinho estranho que se sente quando se sente amor.
Só sei que não foi, porque a paixão têm a capacidade de nos iludir e assolapar e o amor constrói-se com ponderação e muito tempo. E eu já senti o que é amor. Sei o que é amar um homem.
Poderia ter previsto que não poderias ser apenas um apetite da minha seletividade... Uma iguaria que escolhi. Poderia ter previsto, mas preferi sentir-te. Intensamente. E não lutar-me ou contrariar-me. Vi-te a levar-me a não ter medo, mas observei-me a apaixonar? Analisei-te? Se estarias a levar-te comigo...?
Senti e permiti-me sentir tão intensamente quanto o meu egoísmo me permitiu. Fui egoísta de mim para mim. Deixei-me vislumbrar só pelo prazer de saber-me tão bem estar apaixonada como estava. De verdade. Mesmo após entender que isso me daria uma amargura na mesma proporção ou maior que o prazer sentido por me relacionar contigo.
Foste o que era capaz, como há muito alguém não era, de me fazer voar.
Foste o que me fez repensar as minhas prioridades e ser egoísta de mim para mim. Por ti eu largava muito do que tinha acabado de definir... Do que tinha esclarecido ser um rumo a seguir. Eu inverti-me 180º, sobrepús desejos nos meus desejos. Eu alterei metas, turvei horizontes. Tudo por o que senti por ti. Não por ti. Ou foi por ti? Sei lá... Mas que senti, eu senti!
Alterei vezes sem conta o que idealizei para mim, por teres chegado onde chegaste dentro de mim.
Tocaste onde não sabia que poderias. E a certa altura, eu a ver isso acontecer e a deixar acontecer... E a torcer por acontecer...
Inverti valores e opiniões por momentos e pensei que estava a ficar louca.
Levaste-me para onde fui ou eu fiquei momentaneamente louca e fui sozinha? Eu é que me levei a tal paixão e loucura? Ou conduziste-me?
Aquele tempo tão curto pareceram-me meses...
Não imaginas no que me fizeste acreditar no início! Fizeste-me sentir uma princesa, após a guerra dos tronos passada.
Até me esqueci que nasci Rainha e não foste tu quem me fez princesa. Ainda que me sentisse levada ao colo...
E enquanto escrevo, um nó se forma dolorozo na minha garganta, aquele nó que nos dá a tristeza quando a prendemos, de quando ainda sentes o que pensas e pensas no que ainda sentes.
Ainda estou para compreender «Porquê?».
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Talvez por seres tão o meu deslumbre e uma fraqueza para mim, não foste um tal nem ficaste.
E assim, semelhentemente doloroso, mais ninguém o será para mim.
Mas já foste... Foste embora.
Mas Tu foste.
Ainda bem que foste.
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