Recebo das tuas mãos o fruto apetecído
Que antes não te quis roubar...
Era doce e amargo, o fruto proíbido,
Que eu comeria, se provasse,
Como imaginei sem te contar.
Deito-me nos teus olhos
E deixo-me cair pelos teus lábios
Bem desenhados, que ousei analisar...
Antes de seres o sabor que ficou
Na minha boca, depois de te desejar.
Traz-me as tuas mãos que uso-as
No meu corpo sedento de ti, agora.
Descubro-te o pescoço, molho-o,
Mordo-o e arrepio-te de dentro para fora.
Permite-me morrer nos teus braços
Sempre que te matar gerenosamente...
Não deixemos para outro dia os amassos
Que hoje usaremos fugaz e intensamente...
Se te pedir que me tapes a boca com prazer,
Ofereces-me a satisfação que pedi p'ra ter?
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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