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domingo, 1 de novembro de 2015

Somos Fogo

Vejo-te ao longe e eu não aguento…
Eu aqui já te toco com o pensamento.
Toco-te finalmente e provo esse momento...
Esses lábios que beijo, que sugo, que tento…
Sempre me desafiaram o sentimento.
Abraço-te e mordo-te o pescoço com alento…
Beijo a tua orelha, quente, com intento
E mordo-te os lábios sem tempo…
Absorvo esse desejo e devolvo em dobro…
Balanço-me no teu corpo com sedução e me desdobro
Nas tuas mãos, que nas minhas ancas cantam em coro…
Puxas a tua roupa e sinto-me no teu corpo, que cobro.
A minha pele pede à tua contacto direto…
E sem pressa mostro-te o caminho certo...
Conduzo-te lentamente e com critério
À roupa que te tira do sério…

Sentes a textura da nossa saudade
E brincamos com vontade, na profundidade
Um do outro, cheios de verdade,
Com fogo e legitimidade,
Nos preliminares que desenvolvemos por vontade
Sem nos darmos conta dessa generalidade
Que nos toca sem oportunidade.
E tu mordes os lábios, de perto,
Sem saberes que com isso me desconcerto…
Me desconcerto…
Me liberto…
Te desperto…
E nos acerto…

Dás-me o corpo em que aconteço…
Te liberto, te prendo e te ofereço…
E nesses olhos, verde quase fingido,
Apaixono-me pelo teu corpo moreno, torcido…
Esses lábios grossos, cor vermelho vivo
Que beijo sem cansaço, sem sentido,
De olhos fechados vejo o nosso corpo fundido.
Premido… Espremido, Sentido.


Este lume que me dás,
Só tu,
Só eu,
O fogo que nós temos,
Só nós…
E dá-nos aquele aperto…
Que nos põe ainda mais dentro,
Um no outro, bem dentro…
E tu coberto…
Boquiaberto…
Certo...
Perto.
Re-Acontecemos.

Outubro, 2015

LuTo

Quis fazer o luto contigo.
Quis continuar-te, separando-te de mim
E alimentando o que de melhor sabemos fazer,
Porque é tão bom...
Mas aí onde nos temos, não há tudo…
E não é possível fazer, assim, o Luto.

Novembro, 2015

Desafio

Devia estar feliz por ser quem sou,
Por ser como sou e sê-lo tão bem.
Mas parece que me desafio constantemente
E sem perceber como e com quem…
Fora do meu controlo e somente
Em lugares não confortáveis e de acesso difícil…

Se não consigo o resultado a que me propus
A paciência deverá ser uma aptidão a trabalhar
Pois logo penso em voltar aos desafios comuns…
Mas o nível 100 de dificuldade foi eu quem quis...
Então com este jogo, o que desejo eu afinal provar?

Às vezes parece que nada acontece…
Enquanto se joga no alto nível de superação…
Mas o que não se vê não quer dizer o que parece…
Não quer dizer que não esteja algo lá
Realmente em ação…
O que tiver de ser será e já lá está.
O que não cola logo não quer dizer que não colará.
O que não toca logo, não quer dizer que não tocou.
O que não se sente à distância longa
E fora do olhar que já se trocou,
Queima…!,
Na presença, pelo olhar que demais falou.


Outubro, 2015

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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