Caio.
Levanto-me sem ter forças
Pra me levantar...
Tropeço e Engasgo-me de tanto falhar.
Às vezes paro e reflicto
O que ando a ignorar...
Às vezes paro e admito
Que tenho que respirar.
Sufoco mais um pouco porque
O dia-a-dia são os 100 metros,
Tropeço mais um pouco
Porque sou verde e um Ser não concreto;
Penso para mim:
Não cais, não cais!
Não vais cair.
Corre mais um pouco
A meta está a surgir.
É tempo agora de crescer
O que está pra florir
Amadurecer o fruto que nasceu a sorrir...
Acorda, revela, entusiasma!
A vida são três tempos e o tempo não acaba!
Verte suor, lágrimas, o que tu quiseres!
Aguenta, porque já nasceste
E não te deram a escolher,
Chora, grita, corre - ATINA!
Eu sei que custa, mas é assim a tua sina.
Sina, sina, sina... O que falo eu?
Não acredito em sinas
Nem em deuses ou mesmo um deus...
Às vezes pergunto apenas se somos sozinhos,
Às vezes sofro e olho o meu reflexo
Tão divino. Tão perfeita é a carne e
O seu espírito... Tão complexos que somos,
Tão complexo e tão complicado,
Que às vezes me pergunto se:
Lá pra cima onde olho,
Alguém por mim tem olhado...?

