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terça-feira, 16 de agosto de 2016

Já amei sem retorno.


Aprendi que não há quem não aprecie carinho...
Há quem não o pretenda da pessoa errada.
Há quem não o receba da pessoa
Que não é a pessoa amada...

Passada uma década, após início da relação,
Vejo a história que vivi, claramente,
Sem moldura nem filtros.
Ela apresenta-nos num contexto simples.
Nada vago, nada magoado agora, para mim.

Pelo que fomos, quando inicialmente
Trocámos provocações e palavras,
Nem eu ou tu imaginavas
Que a nossa esperança média de vida
Fosse tanto e tão pouco.
Mas a história que vivi
Foi uma evidente preparação de mim.
Para ti, observo uma lição de melhoramento
Do teu Eu, que ao transbordar de ti
Entornava sobre os outros...
Entre outras lições...

Como sou intensa e inesquecível,
Deixei as sementes que consegui deixar...
Mas não estava escrito que iría ser mais,
E como mais não fui para ti,
Passei para receber e dar a lição.
Mas não fui apenas o Ser de passagem,
Tanto que sofreste com a paragem...
É que onde eu pouso eu deixo saudades.

Não foste capaz de amar-me
E não fui capaz de fazer-te amar-nos e
Após terminar com tudo o que nos ligava
Ao final de cinco longos anos,
Durante meses seguintes não quis ver esta realidade...
Durante anos, magoada, não quis saber...
Ainda bem que tinha de novo um novo amor
Com quem de novo me entreter.

Foi durante quase uma década,
Insuportável a ideia de não ter sido
A tal. Ou enorme para ti.
E ver-te a admirar outra(s)
Pelo que foram e eram,
Pelo que criaram e fizeram,
Sem ser eu a que criava em ti admiração.
Sem ser eu capaz de ter a tua atenção.

Nunca fomos um casal.
Concluo com franqueza e respeito
Pelo que sei de que é composto um amor.
Quando um não quer, dois não fazem...
E tu não fizeste amar-me.
E não houve amor.
Tu rejeitaste todos os carinhos no nosso caminho.
Tal como o sexo que te dei,
Não se fez mais após tanto que passei...
Porque o que eu fazia era amor.
E eu não me esqueço do tanto que eu tentei.
Estavamos tão podres que nem sentiamos dor...

Transformou-se tudo em lenta e repetitiva monotonia.
Estavamos mortos mas respirávamos, com agonia.

Não podia deixar-me ali...
Era inaceitável viver contigo
O que não era sequer experienciável...
Só lamento ter durado tanto tempo,
O que já não durava
Daquilo que nunca existiu.

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