«Intenso»
É a única palavra que encontro
Quando te encontro a sós
E com que te defino sem mais adornos.
E essa linha que define os teus contornos
É grosso magma que usas como escudo...
(Um escudo forte como tu.)
Mas para mim esse contorno é morno,
O escudo é mudo e ficas vulnerável...
Pela intensidade como mostras a tua densidade.
E «Intenso» é o que és quando gostas
Da envolvência daquilo em que tocas
E que te faz escrever palavras que mostras...
Mas sem veres as minhas mossas,
Vais-me mostrando nas entre-linhas nossas
Que quem fica vulnerável, afinal,
Sou eu, que só sigo quem mais me toca.
Sigo a intensidade.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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domingo, 17 de janeiro de 2016
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