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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O olhar que não esqueci.

Naquela noite despropositada...

Apanhas-me a olhar-te
Do meu canto da mesa,
Do meu canto da timidez
E do meu canto de desejo...
Porque tu tens-me...
Tu tens-me.
Tens-me.
E não sabes.

Desviei-me por não aguentar
A tensão dos teus olhos nos meus.

Voltei a fazê-lo porque me soube bem
E a tão pouco...
Desta vez para o saberes...
E soubeste, porque olhaste...
E ficas pousado no meu olhar.
Mas eu desvio com medo
Que alguém além de ti me veja olhar-te.
E guardo-te na mente e no ego,
Para quando não te vejo.
E volto a observar-te...
E tu deixas...
Porque te deixaste ficar, de novo...!
Desvio, com receio...
Olho à volta.
Guardo o teu olhar de novo
Para estes intervalos de jogo.

Falaste, olhei, olhaste, desviei,
Voltei, não estavas lá.
Fui embora e falei, conversei,
Voltei,
Cruzamo-nos!
E deixas-me ficar...
Não te desvias da linha
E voltaste a retribuir
Porque deixaste-me ficar
E porque TU te deixaste ficar!
Desvio-me, perco o jogo do olhar.
Não aguento a pressão...

Então...
Porque me deixaste repetir...
E depois não me deixaste entrar?
Porque senti que poderia ser...?
Porque me deixaste sentir
Que me irias querer?
Porque me deixaste saber
Que podia olhar-te
E não me deste o prazer de te ter?


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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