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segunda-feira, 6 de março de 2017

Pensar-nos...

Trazer-te ao pensamento nem sempre é bom.
Há prazeres adormecidos que quero manter repousados dentro de mim.
Trazer-te ao pensamento, trás-me ao momento presente o teu cheiro e a sensação interna da tua presença dura em mim. Dentro de mim.
E não te posso ter no pensamento, fisicamente representado pelas minhas palpitações, suspiros e contrações... E sensações do meu próprio corpo, como se estivesses aqui, simuladas por ele imaginar que estás comigo.
É quase estimulante, passar pela minha mente uma memória fugaz de ti, quando me lembro que existes... E logo retomo o acto presente do que faço!... Para não relembrar o que faço contigo, só porque existes...
Como não posso pensar em ti como mereço e como bem mereces...
Prefiro nem me lembrar quem és.
Prefiro esquecer que existes.

...

Hoje não te vi.
Hoje não te vejo.
E hoje, ainda não me vim...?
Não há tempo para te ver...
hm...
Mas agora posso imaginar-nos.
Eu cá e tu lá e ambos não temos tempo para o nosso tempo que é sempre longo, o nosso tempo tão nosso, tão intenso que não entendemos quão imenso ele é, o nosso tenso tempo... Tenso de paixão.
Então imaginei-te.
Trouxe-te à memória com o propósito de sentir-te na pele como se estivesses cá.
Por mim, eu e tu, seria todos os dias. Seria todo o dia.

Hoje pensei-te de forma mais física.


Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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