Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 11 de outubro de 2016
Ponto à vida.
Bravo homem que vestes fato e gravata apertada,
És composto de tanta Gloria e não te vales de nada;
O orgulho que sinto sobra para nós dois,
Por favor toma um pouco, deixa as censuras para depois...
Se eu te vejo belo, o que há de mal aí?
Se todos te amamos, porque não gostas de ti?
O teu espelho é distorcido, porque não sentes o que eu senti,
Não corresponde ao refletido, não pode ser o mesmo que eu sempre vi!
És mais do que pensas emanar.
És mais do que aquilo que insistes negar!
Não te devia ter deixado abandonado a ti...
A ti! Tu que não sabes o teu valvor
E não cuidaste do que senti...
Não cuidaste do teu próprio amor...
Porque é que me abandonaste, amigo...?
Sem ti, o meu dia, pouco tem de cor,
É mais cinza que colorido...
Porque é que foste, porque te foste embora?!
Quem te mandou? Quem te disse que tinha chegado a hora?!
Os teus sonhos enublados, porque não os deitaste cá pra fora?!
A tristeza é mais forte que a capacidade de entender...
Nunca te levei a sério quando disseste que longe te querias perder...
És o homem magnífico que qualquer mulher sonha ter...
Não entendo o que não viste em ti, que todos vimos ser...
Um belo Ser.
Porque partiste? Nessa viagem tão negra e longa...?
Não podias apenas viajar ao cimo da terra redonda?
Quando falaste que querias sumir,
Eu não sabia que querias ficar longe de quem te quer ver sorrir...
Eu não sabia que estavas farto de viver e sentir...
Eu não acreditei que irias fugir...
Eu ainda não acredito que nunca mais te vou sentir.
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