Foi complicado deixar a culpa de que severamente me encarregaste.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.
De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.
Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.
Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.
De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.
Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.
Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.
Foste-me cortando a cada dia as asas, com o carinho de quem
não sabe bem o que faz e um dia eu acordei e só tinha vestígios delas no meu chão!
Eu já não as tinha em mim…
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.
És boa pessoa.
Eu sei que vais sempre vir auxiliar-me quando eu mais precisar.
Virás sempre que eu te chamar. Eu sei. Assim combinámos.
E tu amas-me. E também tens muito sentimento de posse.
Cabe a mim aprender a chamar-me e saber ser sem ti.
A minha tarefa é essa, ser sem mais ninguém, porque antes fui sempre tudo menos eu, todos antes de mim. E foi para contrariar essa constante que eu voltei e vim.
Eu agradeço-te por me ajudares a evoluir.
E sei que não compreendes o que te digo, nem entendes o que acredito.
Eu sei o que vim resolver a este mundo e sei que combinámos
antes encontrar-nos.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.
Quanto ao que sabemos e ao agora…
Não posso seguir mais contigo.
Não posso seguir mais contigo.
Não és má pessoa.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.

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