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segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O lado de Luz de Medusa

O lado de Luz de Medusa que ninguém conheceu na história...
Medusa orgulhava-se da sua beleza, enquanto a tentavam convencer que vaidade é veneno.
Medusa, a bela que encantou, que se encantou e a quem desencantaram.
A jovem que sonhou e se apaixonou. Ousada. Jovem. Castrada. Cuja sexualidade foi violentada e distorcida como sendo Medusa, a Monstra. Medusa não foi vilã, foi vítima!
E não, Sexualidade não é sexo, redutor seria dizer que sim.
Medusa, dona de uma beleza inigualável, contam, irritou uma Deusa...
Sedutora jovem, que foi morta com um filho no ventre.
Não consigo ler esta história sem ver uma metáfora para uma realidade escondida.
Como eu leio esta história e adapto imediatamente à realidade...
Vamos honrar a Medusa, que foi mandada matar por uma mulher.

Medusa sou eu.
Somos nós.

Somos todas as mulheres castradas pelo nosso potencial e espontânea sexualidade, sensualidade e poder!
E o pior é que somos castradas por nós mesmas!
Até quando vamos castigar-nos por sermos mulheres? Por termos o corpo de uma forma ou de outra?
Por usarmos uma roupa, trapo ou não usarmos?
Até quando vamos castigar-nos pelos erros dos homens?
Ele só foi porque ela teve culpa? Seja ela amante, a "cabra", seja ela esposa, a "distante"...
É mesmo sempre por causa delas?
Vamos crescer juntas, partilhando conhecimento e potencial.
Devemos sentir-nos belas e poderosas. Sem limites. Sem constrangimentos nem complexos! Sem ciumes ou invejas.
Até quando nos iremos afastar umas das outras em vez de unirmos a força que temos juntas?
Ensinaram-nos a extinguirmo-nos. Atenção... Foi uma cilada. Atentem... Foi esquema. Há um medo terrível que nos unamos.

Juntas somos a Força do Universo.






P.S.: Quem ler a história de Medusa, vai identificar duas personagens masculinas que ñ citei e que contribuíram diretamente para a morte desta personagem.
Uma engravidou Medusa e outra decapitou-a.
Todavia, propositadamente foquei a culpa numa personagem feminina, quanto ao desfecho da história, porque sinto que é assim que temos tendência a salientar a culpa da mulher, em tudo... Subtilmente.
Gostaria que percepcionasem como é!
Está incutido.

sábado, 28 de novembro de 2020

Mensagem ao mundo


Despertei, depois de uma curta noite a sonhar atribuladamente e com micro despertares em pensamentos confusos e fugazes.
É madrugada e à bocado, foi como se algo me puxasse dentro de mim para fora da cama e eu sentisse:
é agora.

Trabalhei durante mais de uma década com toda a minha criatividade sempre para outrem. Várias marcas e empresas tiveram e têm a minha mente criativa e dedicada ao seu projecto.
Mesmo quando criei a minha empresa há 9 anos atrás (que nunca vingou) com muito trabalho, nada daquilo era a minha vontade e a minha paixão, fui atrás de uma vontade de criar de outra pessoa, apoiada na base de outro, com a motivação de criar algo. Mas o que criei não foi meu.
Ao longo destes anos a trabalhar em vários projectos de outros, ganhei a experiência necessária para inclusive ter segurança de dizer que sei exactamente o que é preciso para fazer acontecer.
Claro que criei pequenos projectos só meus, porque sempre tive um grito dentro de mim que várias vezes me invadiu e a vontade de criar sempre fez parte do meu nome. E criei várias vezes. Mas no final, eu apenas escondi, não acreditei, recusei, até cheguei a apagar a minha arte. Custa-me admitir, mas, eu tenho de admitir, eu recusei-me. Talvez me recuse há 32 anos.

Porquê?

Porque me recusei?
Existe alguém em mim que em algum momento não foi encorajado? Não teve apoio na devida altura? Cortaram-me as asas e lançaram-nas num abismo para eu não as ver mais?
Talvez.
Estarei a assumir o papel de vitimização?
Talvez.

Quero concentrar-me em permitir-me ser mais e se alguma vez alguém não foi capaz de melhor, inclusive eu mesma, vamos perdoar. Eu perdoo. Perdoo-me por ter fechado tantas vezes a minha criatividade num quarto escuro. Onde não há luz nem cor e tudo é frio, nada cresce a não ser as bactérias. Não quero mais fechar a minha criatividade em sítios desses. Aí nada de bom cresce e pensamos que nada de mal acontece, mas as bactérias não se vêm a olho nu. As bactérias abundam neste mundo e nem todas são boas.

Não quero desvirtuar a mensagem que me trouxe.

A minha vontade de criar incendiou-me esta noite. O fogo não me queimou desta vez, ele aqueceu-me.
Deixei de ser lume brando, chama intermitente. Sinto-me incandescente!
Quero sentir-me assim para sempre.
E sem culpa.
Quero criar mais de mim, quero pedaços da minha essência em todo o lugar, por todo o lado. Eu mereço!
E se for à escuridão novamente, que seja para iluminar!
Que a minha luz ilumine.

Sejamos todos esta chama que nos chama a nós mesmos! Sem culpa! Sem julgamento.
Não quero mais julgamento, não aceito!

E eu tenho muitas coisas a criar, para mim!
Chegou agora a altura de olhar para dentro e transbordar de mim sem vergonha.
Porque eu tenho uma mensagem que grita em mim há anos!
E eu não tenho de chegar a todos, basta chegar a mim mesma.
Já serei feliz assim. Fugi de mim muito tempo.
E não quero mais fugir.
Porque eu trago boas notícias.
Eu trago uma mensagem ao mundo.



Diana Marques Estêvão









quinta-feira, 15 de outubro de 2020


 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

A vida é uma fotografia e tem o tempo de um flash!

 







Adiamos como se todos nós fossemos eternos.Até posso ser jovem, mas não sou eterna e o que me dói é que os meus pais têm uma falsa eternidade pela frente menor que a minha.
Congelamos a felicidade, o convívio e os encontros desta vida como se ela nunca findasse.

Congelamos a parte da nossa vida que conteria nela o tempo para a família, os momentos com nossos amigos... como se eles pudessem estar sempre cá amanhã!

Cada dia que nasce adiamos as palavras que desbloqueariam tantos mal entendidos, tantos abraços perdidos e vem um dia que entendemos que algo desconforta o nosso íntimo.

Eu senti Saudade quando acordei da névoa onde estava.
Aquela que me fazia adiar todos os dias e semanas os abraços aos meus pais.
Dizer-lhes que são muito importantes para mim e que lhes desejo o melhor deste mundo e da vida!
Dizermos a quem amamos que gostamos deles.
Família, amigos, sejam quem forem eles.
A vida é uma fotografia e tem o tempo de um flash.







* FLASH! *







Há um clarão que nos acorda quando congelámos demasiado a vida.
Podem ser a mistura de saudade com culpa, por não estarmos tão presentes quanto poderiamos, desejariamos, conseguiríamos estar. E Queremos mesmo?
Por não termos proferido as palavras que alegrariam os dias deles.

Esse clarão procede após um tempo de escuridão, onde só enxergamos obrigações, tarefas, trabalho, contas para pagar, cansaço... E não, nós nao somos culpados. Somos responsáveis pelas nossas decisões.
Esse clarão deu-se na minha vida há pouco tempo.
Eu vivi uns anos numa falsa normalidade que me pedia tanto a cada dia e a cada hora que eu congelei tudo na minha vida como se fosse apenas uma semana perdida. Mas foram anos.
E despertei.
Não senti apenas culpa, Saudades e sensação de abandono. Eu sinto remorsos. Sim, remorsos, por não ter estado mais presente, por não ter conversado mais, porque sinto que abandonei.

Quando acordei, felizmente ainda todos estão cá.

A vida tem o tempo de um flash...

E à data de hoje:
Quantas pessoas contam vocês na vossa fotografia?








* FLASH! *

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

Conto da Flor com Asas


- Doce planta, que espécie és tu?

- Não sou uma planta, sou uma Flor.

- E que folhas são estas que vestes?

- Não são folhas, são asas.

- És uma flor com asas, então, doce Flor?

- Não sei se sou doce, mas sim, sou uma Flor com Asas,
Pois à noite as minhas raízes soltam-se da terra e voam comigo.

- Que bela que deves ser quando voas à noite com as tuas raízes a esvoaçar contigo.

Que espécie és tu que voas à noite e em vez de folhas tens asas, que não precisas das raízes na terra e sais a voar?


Sou a flor que ninguém conhece nem ninguém sabe existir.
Sou discreta e adormecida ao amanhecer e desperto ao pôr do Sol cair.
As minhas folhas não são asas como as vês quando estou a dormir.
Doce ser, nem tudo é o que parece quando observamos com sentir.


...


E já era de noite.
Ela voo.




sexta-feira, 24 de abril de 2020

Amor, Acorda!


Amor, acorda!

Liberta de uma vez
Esse coração de Gárgula,
Em pedra,
Que antes só vivia à noite,
Enquanto todos dormiam,
Com medo de ser destroçado.
Já passou, Amor.
Estás comigo.
Está tudo bem.
Encontrámo-nos.
Eu sei tratar de Pedras Preciosas…
Como a pedra filosofal…!
Vem com tudo o que tens,
Eu não te faço mal.
Somos mais do que ossos quebradiços…
E eu acredito na esperança.
Eu sei que caminhaste em solos movediços,
Eu sei que perdeste a confiança.
A tempestade que atravessaste
Não volta mais.
És um homem que sobreviveu.
Agora recebe os raios de Sol.
Eu emano Luz, tenta vê-la.
A nossa felicidade está
Fora dos locais onde te escondes…
Sai da escuridão, ou deixa-me entrar.
Sente a minha luz e calor.
Deixa-me mostrar-te
O Arco-íris que me vai
Na ALMA!
Permite-me entrar no teu nevoeiro,
Permite-te desprenderes-te
Do conflito que te inquieta a calma.
O medo deixa cicatrizes, eu sei.
Eu não te vou magoar (-me).
Se não queres que o mundo te conheça,
Ao menos a mim,
Deixa-te voar-me.




Escrito algures em 2019…
Dedicado a todas as Gárgulas deste mundo.

Diana Estêvão

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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