Ontem deixaste a tua marca nos meus lençóis,
E a tua presença ainda actua
Se eu fechar os olhos...
O teu cheiro é a marca que não quero perder,
A imagem gravada do teu olhar
Vai ser a chave que me vai prender.
Às vezes a lágrima sai...
Por ser eu tão feliz às escondidas.
Às vezes a verdade vai...
Por escondermos as nossas vidas...
Às vezes o pano cai.
A nossa mentira
É feita de palavras sentidas.
Se a nossa forma séria de sentir
Faz de mim uma mulher mais mentirosa,
De que vale adorar-te e oprimir?
Se és só sonho cor-de-rosa,
De que me vale amar-te se lhe vou mentir?
Quero fazer-te feliz e sentir que me sorris...
Não quero que te escondas
Cada vez que me sentires...
Não quero que sofras
Cada vez que te pedir para fingires!
Não quero perder-te,
Se um dia fugires.
Gostava de tornar-te realidade
No meu mundo verdadeiro
Gostava de sonhar-te acordada
Sem segredo nem medo...
Amar-te e ser amada.
Sem nenhum ou qualquer receio.
Dar-te a mão sem vergonha.
Abraçar-te e ser abraçada...
Sem ter de procurar um meio;
Deixar transparecer o meu desejo
E não amarrá-lo, como se fosse feio.
Gostava que o meu coração
Batesse por ti a toda a hora
E não apenas quando lhe dou ordem...
Meu coração de corda.
Ofélia Castro
2010
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
Lágrima
Ela é salgada,
Já não lhe sabia o sabor...
Não por não as verter...
Mas por nenhuma roçar a minha boca.
É um sabor único,
Naquela temperatura tão própria.
É morna e salgada
Quando se entorna.
Cuidadosamente temperada,
A lágrima contém nela
Uma rica mistura de sentires...
Ela cai quando nos rimos,
Quando sentimos tristeza,
Angústia, revolta, raiva...
Quando sentimos emoção,
Comoção...
Ela cai e rola...
Deixando um pouco de si
Por onde passa...
Deixa de existir quando
Já deu tudo o que tinha
Da sua matéria, quando
Seca, por onde se espalha.
É tão rica em sentimentos que
Deixa alguns pelo caminho ao
Largar os olhos molhados e carregados.
E é dos fenómenos mais lindos e
Com finalidade desconhecida;
Ninguém consegue explicar
Porque é necessário na nossa vida...
Mas ocorre em todos os seres humanos...
A lágrima, é portadora de vida.
Diana Marques Estêvão
2010
Já não lhe sabia o sabor...
Não por não as verter...
Mas por nenhuma roçar a minha boca.
É um sabor único,
Naquela temperatura tão própria.
É morna e salgada
Quando se entorna.
Cuidadosamente temperada,
A lágrima contém nela
Uma rica mistura de sentires...
Ela cai quando nos rimos,
Quando sentimos tristeza,
Angústia, revolta, raiva...
Quando sentimos emoção,
Comoção...
Ela cai e rola...
Deixando um pouco de si
Por onde passa...
Deixa de existir quando
Já deu tudo o que tinha
Da sua matéria, quando
Seca, por onde se espalha.
É tão rica em sentimentos que
Deixa alguns pelo caminho ao
Largar os olhos molhados e carregados.
E é dos fenómenos mais lindos e
Com finalidade desconhecida;
Ninguém consegue explicar
Porque é necessário na nossa vida...
Mas ocorre em todos os seres humanos...
A lágrima, é portadora de vida.
Diana Marques Estêvão
2010
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