Pesquisar aqui!

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dança na Sedução



Eu sou isto e o meu corpo é o instrumento que toco melhor. 


Fecho os olhos.

As mãos, as minhas, deslizam-me pelo meu corpo do topo do rosto, pescoço, ombro, peito...
As ancas fazem infinitos simbolos de sedução no balanço horizontal, que te deixam a razão no chão.

Abro os olhos que te fitam e as minhas mãos movem-me o meu cabelo num apanhado que se solta...!

A dois metros da cadeira em que te recostas e contorces, viro-me de costas com os seios premidos na parede fria em que imaginas que me encostas...
É um filme de tela ao vivo.
Seduzo a parede, dura, grande, que se manifesta firme e vertical.
Esta dança é lenta e sensual...
Os meus braços são como longas trepadeiras no branco quase original...
E eu dobro-me, desço e subo...
E tu só me olhas porque ficaste estático, hipnotizado e mudo.
A música ouve-se, sincronizada com a visão, e eu tenho 100% da tua pérfida atenção.

Vou na tua direção...

Voraz no olhar e segura na minha atitude de quem sente prazer em dar-te prazer sob a arte da sedução...
Fico a escassos centímetros da tua respiração.
Com a minha perna toco na tua mão...
Faço uma onda que molha a tua boca no sítio onde fica o meu coração.
E de costas, outra vez, esfrego-me da tua visão.
Tu não me tocas. Não podes...
Eu amarrei-te, antes que quisesses ou soubesses aquilo que sentes agora, com as palavras que não te digo...

A minha cintura é pêndulo que te hipnotiza agora, sob movimentos ondulantes...
E os meus seios descem e sobem...
Podes respirar porque não te tapei a boca. Mas ela não sabe senão estar aberta...
Sento-me no teu colo e recosto-me no teu Ego.
Levanto-me e o meu traseiro nunca mais acaba de sair do teu campo de atenção e...
Ponho-me de gatas e olho-te pelo ombro a ver se respiras com facilidade ou não.
Pareces-me vivo.
Perto de ti, no chão..., sujo e reto, sinto a música na minha mão, lenta, intensa...
E eu saboreio o teu olhar no meu corpo...
É indiscritível a tua expressão de sensação.
Sinto que este momento é uma sobredosagem de...
Chamemos-lhe Tensão.

Ajoelho-me à altura da tua cintura e puxo-te a anca na minha direção e a minha boca anseia tocar-te... Os meus cabelos caem encaracolados sobre ti.
Subo pela tua cadeira e ergo-me de novo na tua frente com a força da minha emoção.
Circulo pela tua posição, à volta da tua vontade, tu que estás sentado no lugar que te compete...
Sento-me na tua frente, ao teu nível e a minha cadeira é melhor que a tua.
Sabes porquê?

Sente-me em cima dela.

Porque eu danço em cima dela... Lentamente.
Quase sem tocar os pés no chão, as pontas dos meus cabelos caidos completam o arco perfeito da semi-circunferência que observas...
E esta é a cadeira que gostavas de ser.
A cadeira onde me levanto com provocação, sem me afastar e que passo a ponta dos meus dedos, fazendo carícias pelas costas que usei para pousar as minhas pernas e ficar invertida de corpo semi-despido pela gravidade... Vulnerável.
Subo a minha perna em cima da cadeira, numa apetecível posição, onde me vês passar a mão pela perna até à coxa, da coxa até às nádegas, subindo... E passando pelo ventre... 


Os teus olhos dizem aos meus o quanto estás quente.

E é assim que te deixo.




Sem comentários:

Enviar um comentário

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

Índice