Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
Palavras Mudas
Brinco com palavras como se fossem cabelos meus entrelaçados em meus dedos...
Troco-lhes as voltas como se jogasse à apanhada com borboletas...
Pontuo como se jogasse às escondidas com elas e eu fosse invisível.
Invento palavras como se o meu cérebro disparasse originalidade em Parágrafo automático.
Danço para elas, tal como canto com elas, as minhas musas, palavras nuas de preconceito.
Os poemas da minha realidade
Pergunto-me...
Se terei que ir buscar-te sempre
Aos meus poemas...
Sempre que me lembrar e
Tiver curiosidade de saber como
Poderiamos rir juntos.
Perco-me em momentos
Em que
Penso sentimentos
Que
Não sinto
Senão
Em pensamentos
Lentos,
Repetidos,
Imensos,
Dolorosos,
Intensos,
Dormentes,
Viciantes,
À falta de melhor,
Na dura realidade...
Na tua falta de vontade...
E eu espero...
Espero que os meus sonhos
Não façam parte da minha normalidade
Para serem apenas sonhos mudos da minha verdade.
terça-feira, 26 de julho de 2016
Insónia
Deste-me insónias...
Por imaginar os teus membros nus.
Por deliciar-me com os teus desejos crus
E tocar-te com a minha mente fértil
Das tuas curvas e momentos de pouca luz...
Dá-me o teu pescoço de mel...
Os teus lábios imaginei-os macios...
Os teus seios que me preenchem as mãos
Vazias de experiência alheia a mim e
Curvo-me sobre ti..., numa dança de cometas
Que enchem os nossos olhos de emoção
Ao olhar a noite azul,
Como os teus olhos são às vezes...
Mas sempre doces de verdade.
Por imaginar os teus membros nus.
Por deliciar-me com os teus desejos crus
E tocar-te com a minha mente fértil
Das tuas curvas e momentos de pouca luz...
Dá-me o teu pescoço de mel...
Os teus lábios imaginei-os macios...
Os teus seios que me preenchem as mãos
Vazias de experiência alheia a mim e
Curvo-me sobre ti..., numa dança de cometas
Que enchem os nossos olhos de emoção
Ao olhar a noite azul,
Como os teus olhos são às vezes...
Mas sempre doces de verdade.
quinta-feira, 2 de junho de 2016
Procuro-te
Não sei como
é a tua voz,
A tua boca e
o teu silêncio.
Não sei como
é o teu gosto,
A tua forma
e a tua aparência…
Porque de ti
só tenho imaginação,
Esperança,
sonho e ilusão.
De ti guardo
a saudade que te tenho
E a tua falta
na minha realidade.
Procuro-te e
só te encontro em mim…
Procuro-te e
só existes na minha verdade.
Estendo o
corpo e adormeço tarde…
Mais do
mesmo, menos de ti e isso arde…
Desisto de
te procurar?
Será que
quem eu quero
Serei Eu?
domingo, 1 de maio de 2016
Mãe Natureza
Quem te sente como Mãe?
Quem te dedica o ar que respira?
Quem te agradece..., alguém?...
Quem sabe que vive por te ter viva?
Hoje é dia da mãe, dissemos nós,
Criámos nós... E hoje? Hoje é o teu dia?
Antes da casa que alguns temos, todos temos terra, todos temos vida.
Vida na Vida que nos dás e que todos os dias tiramos partido. Com a nossa Vida.
Não é uma troca, é subtração.
Quem agradece esta vida?
Já agradeceram a Terra que têm?
Hoje, dia da Mãe,
Já disseram que amam, a Mãe Natureza?
Quem te dedica o ar que respira?
Quem te agradece..., alguém?...
Quem sabe que vive por te ter viva?
Hoje é dia da mãe, dissemos nós,
Criámos nós... E hoje? Hoje é o teu dia?
Antes da casa que alguns temos, todos temos terra, todos temos vida.
Vida na Vida que nos dás e que todos os dias tiramos partido. Com a nossa Vida.
Não é uma troca, é subtração.
Quem agradece esta vida?
Já agradeceram a Terra que têm?
Hoje, dia da Mãe,
Já disseram que amam, a Mãe Natureza?
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Amar, de Ti para Ti
O que tens de tão negro
Que não te deixa brilhar?
O que te falta de amor
Para te deixares assim enublar?
Porque vejo tanto em ti
Do que tu insistes em não mostrar?
Porque perdes energias a rasgar
O amor que te dou
Com criatividade obscura
Que só te leva ao tormento
E a me atormentar?
O que não resolveste
Ou escolhes cultivar,
Que te envenena
Nessas mentiras que inventas
Que só servem para nos magoar...?
Que tormento passaste
Que não te deixa ultrapassar?
Quanto de amor te falta a ti,
De Ti,
Para te amares?
Que não te deixa brilhar?
O que te falta de amor
Para te deixares assim enublar?
Porque vejo tanto em ti
Do que tu insistes em não mostrar?
Porque perdes energias a rasgar
O amor que te dou
Com criatividade obscura
Que só te leva ao tormento
E a me atormentar?
O que não resolveste
Ou escolhes cultivar,
Que te envenena
Nessas mentiras que inventas
Que só servem para nos magoar...?
Que tormento passaste
Que não te deixa ultrapassar?
Quanto de amor te falta a ti,
De Ti,
Para te amares?
sábado, 16 de abril de 2016
Voa-me!
Voa-me liberdade.
Quem não me conhece
Não te conhece em mim.
Deixa-me abraçar-te
E escapar-me entre os teus braços.
Liberdade,
És tão somente o meu ADN
E falta-me o ar
Se a tua sensação me faltar.
Se és aquilo de que sou feita,
Porque quem me ama nos tenta contrariar?
Loucos são aqueles que nos tentam afastar...
Apaixonam-se por nós juntas
Mas logo que podem tentam separar-nos.
Não me perguntes porquê.
É repetitivo.
É frustrante.
É diminutivo.
Irritante.
Eu prometi e cumpro,
Foi por isso que voltei,
Eu afasto todos os que
Não nos souberem respeitar.
Sou tua e tu és minha,
Liberdade,
Aquela com quem me quero casar.
Os nosso filhos serão:
Curiosidade
e
Criatividade.
Amo-te Liberdade.
Quem não me conhece
Não te conhece em mim.
Deixa-me abraçar-te
E escapar-me entre os teus braços.
Liberdade,
És tão somente o meu ADN
E falta-me o ar
Se a tua sensação me faltar.
Se és aquilo de que sou feita,
Porque quem me ama nos tenta contrariar?
Loucos são aqueles que nos tentam afastar...
Apaixonam-se por nós juntas
Mas logo que podem tentam separar-nos.
Não me perguntes porquê.
É repetitivo.
É frustrante.
É diminutivo.
Irritante.
Eu prometi e cumpro,
Foi por isso que voltei,
Eu afasto todos os que
Não nos souberem respeitar.
Sou tua e tu és minha,
Liberdade,
Aquela com quem me quero casar.
Os nosso filhos serão:
Curiosidade
e
Criatividade.
Amo-te Liberdade.
quarta-feira, 16 de março de 2016
O teu Sal
O teu Sal tempera a minha vida
E é tão cristalino que me ilumina.
Esse Sal que tens, tu não o contens
Só para quem te saboreia a pele macia
Tu temperas o alheio e salgas esta magia.
E o teu Sal é tão fino que se entranha
E não percebo que as minhas lágrimas
Salgadas, são agora ainda mais afirmadas,
Porque primeiro duvidei, como quem estranha.
Se eu pudesse tirar-te de mim, da pele
Que queimaste com o teu Sal,
Como quem tira a sujidade e se lava do mal,
Eu demolhava-me dias seguidos...
Mas o Sal num bom prato só apura
E é mentira se dizem que cura!
Quando fores ver o mar que te inspira
Lembra-te que um dia te quis esperar,
No areal e não nesta terrível ira,
De Quem Te Quer
Da mente apagar.
E é tão cristalino que me ilumina.
Esse Sal que tens, tu não o contens
Só para quem te saboreia a pele macia
Tu temperas o alheio e salgas esta magia.
E o teu Sal é tão fino que se entranha
E não percebo que as minhas lágrimas
Salgadas, são agora ainda mais afirmadas,
Porque primeiro duvidei, como quem estranha.
Se eu pudesse tirar-te de mim, da pele
Que queimaste com o teu Sal,
Como quem tira a sujidade e se lava do mal,
Eu demolhava-me dias seguidos...
Mas o Sal num bom prato só apura
E é mentira se dizem que cura!
Quando fores ver o mar que te inspira
Lembra-te que um dia te quis esperar,
No areal e não nesta terrível ira,
De Quem Te Quer
Da mente apagar.
domingo, 13 de março de 2016
Os olhos familiares
O que me é familiar em ti, sem explicação, é a doçura dos teus olhos castanhos nem claros nem escuros, de um significado intenso e profundo.
Ligação invisível
A minha boca não se cala. Mas eu sou honesta com os meus sentimentos. Não minto quando não sinto. E se não sinto é porque não tenho que sentir. Se sinto eu também não minto, pelo menos para mim não consigo.
Não faço por me afastar de ti, mas percebo que nada me consegue afastar. Pelo menos até agora nada houve que me fizesse ficar aborrecida e sentida contigo por tempo longamente perdido... Foi sempre indefinido, mas pouco foi decorrido.
É para aprendermos que nos desentendemos?
São as nossas diferenças e coisas que cada uma acha que é menos bom no outro que se pretende que melhoremos um com o outro?
É esta a ligação invisível que nos fará progredir nesta aprendizagem?
É que fico sem voz quando quero continuar a gritar.
Fico sem armas quando o meu ego te quer magoar.
Algo me retira a ira quando te quero esquecer e apagar.
Algo me preenche de amor quando uso o negro para te pintar.
Sinto o paladar doce do teu sabor amargo...
Vejo o que vive nas profundezas do teu lago...
E para mim és sempre intenso e cheio de luz forte.
Não nos deixam afastar.
Quem?
Quem nos cruzou?
Quem nos impede de partir?
O que insiste em nos ligar?
Quem és tu?
Quem fomos nós?
Não faço por me afastar de ti, mas percebo que nada me consegue afastar. Pelo menos até agora nada houve que me fizesse ficar aborrecida e sentida contigo por tempo longamente perdido... Foi sempre indefinido, mas pouco foi decorrido.
É para aprendermos que nos desentendemos?
São as nossas diferenças e coisas que cada uma acha que é menos bom no outro que se pretende que melhoremos um com o outro?
É esta a ligação invisível que nos fará progredir nesta aprendizagem?
É que fico sem voz quando quero continuar a gritar.
Fico sem armas quando o meu ego te quer magoar.
Algo me retira a ira quando te quero esquecer e apagar.
Algo me preenche de amor quando uso o negro para te pintar.
Sinto o paladar doce do teu sabor amargo...
Vejo o que vive nas profundezas do teu lago...
E para mim és sempre intenso e cheio de luz forte.
Não nos deixam afastar.
Quem?
Quem nos cruzou?
Quem nos impede de partir?
O que insiste em nos ligar?
Quem és tu?
Quem fomos nós?
sábado, 5 de março de 2016
Immortal Metamorphose
Interrompeste a metamorfose.
Não há dois como nós. Não há ninguém como eu e não há ninguém como tu.
A força conjunta ainda não a conhecemos. Nós achámo-nos para nos acharmos.
A nossa metamorfose é imortal.
Se não for nesta vida, será noutra.
Não existem coincidências. Só no dicionário humano.
Não há dois como nós. Não há ninguém como eu e não há ninguém como tu.
A força conjunta ainda não a conhecemos. Nós achámo-nos para nos acharmos.
A nossa metamorfose é imortal.
Se não for nesta vida, será noutra.
Não existem coincidências. Só no dicionário humano.
Metamorphosis
Perguntou-lhe o que a fazia suspirar.
Ela respondeu com um suspiro:
- Emoções Fortes. Intensidade.
Ele compreendeu-a.
Ele é feito da mesma matéria estelar que os fez.
sexta-feira, 4 de março de 2016
Eles querem tudo
Eles...
Querem a nossa emoção,
A nossa liberdade,Querem a nossa emoção,
Um pedaço do que vivemos,
Do que temos,
Uma satisfação.
Querem viver o que trazemos.
Eles olham-nos
Porque a nossa liberdade
Os aprisiona.
Eles querem tudo.
E nós damos-lhes nada
Porque nada temos
Para lhes dar.
terça-feira, 1 de março de 2016
Agora
Agora que captei a tua atenção,
Pensas que sempre estive ao teu alcançe?
Acreditaste que queria estar face a face?
Eu não te quis a ti...
Somente.
Quis a aventura e o desafio.
Quis o segredo e a mistura,
Horas nossas a fio...
Separadas, não continuas...
Houve um momento que
Eu estava quente
E poderias ser presa fervente
Da minha chama ardente.
E poderia lambuzar-me na tua frente.
Eu agora já não quero o que já tenho.
Se já tenho, já não quero, agora.
Eu luto pela luta de ter.
Apaixona-me a dificuldade.
O que tens para me dar
Mesmo não sabendo o que é,
Já não me atrai.
Procuro sedução...
Entusiasma-me a estratégia.
Velocidade. Ação.
Deste-me o que mais pedi:
Luta.
Gozo agora a Glória.
Mas após a vitória...
Eu nem gosto de comida fria.
Pensas que sempre estive ao teu alcançe?
Acreditaste que queria estar face a face?
Eu não te quis a ti...
Somente.
Quis a aventura e o desafio.
Quis o segredo e a mistura,
Horas nossas a fio...
Separadas, não continuas...
Houve um momento que
Eu estava quente
E poderias ser presa fervente
Da minha chama ardente.
E poderia lambuzar-me na tua frente.
Eu agora já não quero o que já tenho.
Se já tenho, já não quero, agora.
Eu luto pela luta de ter.
Apaixona-me a dificuldade.
O que tens para me dar
Mesmo não sabendo o que é,
Já não me atrai.
Procuro sedução...
Entusiasma-me a estratégia.
Velocidade. Ação.
Deste-me o que mais pedi:
Luta.
Gozo agora a Glória.
Mas após a vitória...
Eu nem gosto de comida fria.
Momentos de mim
Há momentos de mim
Que ninguém ousou saber.
Há momentos de mim
Que não mostrei para ninguém ver.
Há momentos meus que não queiras conhecer,
São excertos sombrios do meu anoitecer...
Há momentos de mim que
São as trevas do meu avesso,
Linhas que me definem
Mas que quase não conheço.
É o meu buraco negro
Em tentativa de sucesso
Para sugar o que brilha
No meu espectro intenso.
Que ninguém ousou saber.
Há momentos de mim
Que não mostrei para ninguém ver.
Há momentos meus que não queiras conhecer,
São excertos sombrios do meu anoitecer...
Há momentos de mim que
São as trevas do meu avesso,
Linhas que me definem
Mas que quase não conheço.
É o meu buraco negro
Em tentativa de sucesso
Para sugar o que brilha
No meu espectro intenso.
My lollipop
Life doesn't give you more than you can handle.
Há dois tipos de pessoas no mundo:
Quem atua e quem assiste.
Danço no meu palco,
Solto o meu corpo solto
E danço na musica que me seduz...
Eu olho-te nos olhos da alma
Como quem bate... Truz-truz!
Que comece o Show!
Quando me retribuis a atenção
Nem sabes, mas abres-me a tua porta!
Desconheces que eu lidero este jogo
E nem imaginas que vai haver tanta ação!
Sou a performance completa
Da mais ambiciosa imaginação.
Tens-me na mão...
Parece.
Mas eu sou vento e esvoacei-te!
Luzes! Médias...
Ação! Em slow motion...
Sinto o coração a bombear-me adrenalina nas veias,
Esta droga com que me drogo de mim mesma...
Estás pronto para sentir o mesmo?
Há dois tipos de pessoas no meu mundo:
As que me aguentam e as que tem medo e fogem.
Há quem me tire o ar... E tu consegues.
Quase todos querem, mas só alguns podem.
A vida não te coloca nas mãos
Nada que não consigas pegar e aguentar.
A vida é um palco e estou pronta para começar...
Podemos atuar no chão, na parede, na mesa
Ou mesmo no ar... Eu sei exemplificar.
Sou viciante para quem me vicia.
E sou tóxica quando o teu vício
Já não me chega para me viciar.
Quero explorar de ti o mais sábio
Para saber se me consegues saciar.
É o intelecto que me abre o apetite
E não me alimentam embalagens lindas
De ar.
Mas vamos tentar...
Há dois tipos de pessoas no mundo:
Quem atua e quem assiste.
Danço no meu palco,
Solto o meu corpo solto
E danço na musica que me seduz...
Eu olho-te nos olhos da alma
Como quem bate... Truz-truz!
Que comece o Show!
Quando me retribuis a atenção
Nem sabes, mas abres-me a tua porta!
Desconheces que eu lidero este jogo
E nem imaginas que vai haver tanta ação!
Sou a performance completa
Da mais ambiciosa imaginação.
Tens-me na mão...
Parece.
Mas eu sou vento e esvoacei-te!
Luzes! Médias...
Ação! Em slow motion...
Sinto o coração a bombear-me adrenalina nas veias,
Esta droga com que me drogo de mim mesma...
Estás pronto para sentir o mesmo?
Há dois tipos de pessoas no meu mundo:
As que me aguentam e as que tem medo e fogem.
Há quem me tire o ar... E tu consegues.
Quase todos querem, mas só alguns podem.
A vida não te coloca nas mãos
Nada que não consigas pegar e aguentar.
A vida é um palco e estou pronta para começar...
Podemos atuar no chão, na parede, na mesa
Ou mesmo no ar... Eu sei exemplificar.
Sou viciante para quem me vicia.
E sou tóxica quando o teu vício
Já não me chega para me viciar.
Quero explorar de ti o mais sábio
Para saber se me consegues saciar.
É o intelecto que me abre o apetite
E não me alimentam embalagens lindas
De ar.
Mas vamos tentar...
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
Magma...
Tu cospes palavras de fogo
Dentro do teu oceano imenso;
Diminuis o teu coração que eu rogo
E ficamos sem oxigénio neste ar denso.
É o magma que tens...
Solidificado... Re-escaldado.
Crosta grossa,
Que verte novo magma quando te perfuram.
Eu sou afiada.
Tu sabes.
Sou faca.
Dentro do teu oceano imenso;
Diminuis o teu coração que eu rogo
E ficamos sem oxigénio neste ar denso.
É o magma que tens...
Solidificado... Re-escaldado.
Crosta grossa,
Que verte novo magma quando te perfuram.
Eu sou afiada.
Tu sabes.
Sou faca.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Fraqueza.
Há sentimentos que não me deixam.
Tenho fraquezas que não ultrapassei.
São as quedas que eu não escolhi.
É o prazer e os beijos que não dei.
São emoções fortes que vieram silenciosas,
Que me adormeceram e não percebi!
Antes de serem vivencias viçosas,
De momentos que eu nunca vivi...!
É fraqueza que chegou disfarçada,
Em sonhos que sonhei enquanto dormi...
Outrora eu sonhei-os acordada
E calei-me a pensar que passava...
Mas eu adorei o que ali senti!
E ninguém sabe como eu sofri,
Na culpa de saber que já não amava
E na esperança da correspondência dali!
Há sentimentos que não me deixam...
E este vazio que fica da rejeição,
Não preencho senão com o que não recebi...
Não por falta de momentos de emoção,
Mas por não ter algo que caiba aqui
Neste espaço de poesia e inspiração
Que criei e tem a medida que eu medi
Para guardar a história que escrevi
E não terminei, por não saber
Verdadeiramente,
Como é ter-te a ti.
Tenho fraquezas que não ultrapassei.
São as quedas que eu não escolhi.
É o prazer e os beijos que não dei.
São emoções fortes que vieram silenciosas,
Que me adormeceram e não percebi!
Antes de serem vivencias viçosas,
De momentos que eu nunca vivi...!
É fraqueza que chegou disfarçada,
Em sonhos que sonhei enquanto dormi...
Outrora eu sonhei-os acordada
E calei-me a pensar que passava...
Mas eu adorei o que ali senti!
E ninguém sabe como eu sofri,
Na culpa de saber que já não amava
E na esperança da correspondência dali!
Há sentimentos que não me deixam...
E este vazio que fica da rejeição,
Não preencho senão com o que não recebi...
Não por falta de momentos de emoção,
Mas por não ter algo que caiba aqui
Neste espaço de poesia e inspiração
Que criei e tem a medida que eu medi
Para guardar a história que escrevi
E não terminei, por não saber
Verdadeiramente,
Como é ter-te a ti.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
Observo tudo o que és
Estou atenta a tudo o que és,
Já que não sei quem serás.
Tudo o que fizeres que me afaste
No momento,
Eu considero
Se dali p'ra frente
Eu suporto e quero.
Não tenho mais margem
Para calar-me ao desgosto.
Não tenho mais idade
Para ficar onde não gosto.
Somos maduros e cada um
Na sua maturidade e assunto.
Não fico mais onde não caibo.
Já tive gritos,
Já tive agressividade,
Já tive má educação,
Já tive pouca escuta ativa.
Não quero mais do mesmo.
Quero mais do que não tive.
E o que me deste da última vez
Foi tudo do que eu me afastei...
Já lá estive!
Observo tudo o que és,
Quero tudo o que tens,
Mas não fico com tudo o que me dás.
Não, obrigada.
Já que não sei quem serás.
Tudo o que fizeres que me afaste
No momento,
Eu considero
Se dali p'ra frente
Eu suporto e quero.
Não tenho mais margem
Para calar-me ao desgosto.
Não tenho mais idade
Para ficar onde não gosto.
Somos maduros e cada um
Na sua maturidade e assunto.
Não fico mais onde não caibo.
Já tive gritos,
Já tive agressividade,
Já tive má educação,
Já tive pouca escuta ativa.
Não quero mais do mesmo.
Quero mais do que não tive.
E o que me deste da última vez
Foi tudo do que eu me afastei...
Já lá estive!
Observo tudo o que és,
Quero tudo o que tens,
Mas não fico com tudo o que me dás.
Não, obrigada.
É só fumo
O fumo que fazes não o inalo.
Nunca me sensibilizou fraqueza forçada. Fraqueza teatral não é convincente para mim.
Já fiz Teatro, inclusive humor negro e vejo uma cena dramática a milhas.
Não faças cenas no meu palco, porque eu só consigo vê-las a rir. E não queres que me ria de ti, quando queres é que chore por ti... Certo?
Não faças cenas no meu placo.
Tenho a idade que já não te lembras e a maturidade que não vês porque já não me ouves.
Será que me ouviste mesmo bem alguma vez então?
Então por quem me tomas?
Não faças cenas.
Não faças drama, faz-me a cama.
Nunca me sensibilizou fraqueza forçada. Fraqueza teatral não é convincente para mim.
Já fiz Teatro, inclusive humor negro e vejo uma cena dramática a milhas.
Não faças cenas no meu palco, porque eu só consigo vê-las a rir. E não queres que me ria de ti, quando queres é que chore por ti... Certo?
Não faças cenas no meu placo.
Tenho a idade que já não te lembras e a maturidade que não vês porque já não me ouves.
Será que me ouviste mesmo bem alguma vez então?
Então por quem me tomas?
Não faças cenas.
Não faças drama, faz-me a cama.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
À minha semelhança
Nasceste comigo, quando mais ninguém o fez.
Cresceste a meu lado e cedo te manifestaste...
Tão silenciosa que ninguém te ouviu...
Nem eu.
Ninguém sabia.
Como se fosses minha gémea espelhavas-me.
Minha irmã, ensinaste-me a raciocinar,
Minha mãe, ensinaste-me a ponderar.
Filha, ensinaste-me a compreender e amar.
Tu não existes senão em mim, senão comigo.
Se morrer, vais comigo, não ficas cá.
Vou-te levar.
Não fica de ti senão a flor do fruto
Do meu trabalho e produto
Da minha dedicação
À que me é fiel
Porque cuido
Da minha vocação.
Foste a vez de quem não tive ao lado.
Foste a vez de quem não me ouviu.
A vez de quem não me compreendeu.
A vez de quem não me deu a mão.
Foste quem me levantou do chão.
Manifestaste-te em palavras...
Vocação.
Apareceste em forma de escrita.
Vocação.
Deste-me compreensão.
Se fosses pessoa, não eras perfeita...
Não eras a minha salvação.
Cresceste a meu lado e cedo te manifestaste...
Tão silenciosa que ninguém te ouviu...
Nem eu.
Ninguém sabia.
Como se fosses minha gémea espelhavas-me.
Minha irmã, ensinaste-me a raciocinar,
Minha mãe, ensinaste-me a ponderar.
Filha, ensinaste-me a compreender e amar.
Tu não existes senão em mim, senão comigo.
Se morrer, vais comigo, não ficas cá.
Vou-te levar.
Não fica de ti senão a flor do fruto
Do meu trabalho e produto
Da minha dedicação
À que me é fiel
Porque cuido
Da minha vocação.
Foste a vez de quem não tive ao lado.
Foste a vez de quem não me ouviu.
A vez de quem não me compreendeu.
A vez de quem não me deu a mão.
Foste quem me levantou do chão.
Manifestaste-te em palavras...
Vocação.
Apareceste em forma de escrita.
Vocação.
Deste-me compreensão.
Se fosses pessoa, não eras perfeita...
Não eras a minha salvação.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Adoro-nos.
Quem és na tua essência mais pura
Veio da mesma receita que Eu.
As mesmas doses de tudo o que somos.
A tua intensidade foi feita para mim.
A minha intensidade foi preparada
Para ser sentida por ti.
A cada penetrar nos teus olhos
Tenho mais curiosidade de te sentir,
A cada encontro me apaixono mais por nós...
E deixo-me ir...
Podes raptar-me e vendar-me os olhos
E não falares, mas o teu perfume
Far-me-á sempre saber que és tu!
E enquanto me penetras
Eu penetro mais o teu Ser
E fico mais embriagada de nós...
O vício de ti parece que não vai parar...
E três momentos destes por dia não chegam
Para nos alimentar... de nós.
Ando sempre com fome de ti.
Somos ambos imensos,
Intensos,
Suspensos na eternidade.
Veio da mesma receita que Eu.
As mesmas doses de tudo o que somos.
A tua intensidade foi feita para mim.
A minha intensidade foi preparada
Para ser sentida por ti.
A cada penetrar nos teus olhos
Tenho mais curiosidade de te sentir,
A cada encontro me apaixono mais por nós...
E deixo-me ir...
Podes raptar-me e vendar-me os olhos
E não falares, mas o teu perfume
Far-me-á sempre saber que és tu!
E enquanto me penetras
Eu penetro mais o teu Ser
E fico mais embriagada de nós...
O vício de ti parece que não vai parar...
E três momentos destes por dia não chegam
Para nos alimentar... de nós.
Ando sempre com fome de ti.
Somos ambos imensos,
Intensos,
Suspensos na eternidade.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Palavras que não te escrevo.
Gosto de saber que me lês
Mesmo que tenha sido a três,
Mesmo com frases impostas
Sob uma certeza de ser para ti
Quando nenhuma das que leste
Eu na verdade por ti escrevi.
Escrevo pela necessidade de criar
Explorando quem quero imaginar.
Gozo a sensação de escrever
A realidade que imagino ver.
E se eu pintar cenários de rimas
Que me recordam o que senti,
Não são senão obras primas
Do que sem pedir explorei de ti.
E nem mesmo este poema
Tem palavras que dedico senão a mim...
E à arte que sou fiel, por fim.
Mesmo que tenha sido a três,
Mesmo com frases impostas
Sob uma certeza de ser para ti
Quando nenhuma das que leste
Eu na verdade por ti escrevi.
Escrevo pela necessidade de criar
Explorando quem quero imaginar.
Gozo a sensação de escrever
A realidade que imagino ver.
E se eu pintar cenários de rimas
Que me recordam o que senti,
Não são senão obras primas
Do que sem pedir explorei de ti.
E nem mesmo este poema
Tem palavras que dedico senão a mim...
E à arte que sou fiel, por fim.
Vamos Juntos
Não há quem me elucide mais do que tu.
Vamos juntos e vamos tocar o Sol.
Vamos juntos correr entre as ondas...
Caminhar ao de cima do Mar!
Vamos ser ferozes e agarrar a chuva!
Vamos manter-nos na caminhada, juntos.
Vamos criar a meta para ser os primeiros.
Nós até conseguimos tocar magma sem nos queimar!
Por isso vamos pôr as ruas desta cidade em fogo!
Vamos ensinar-nos o que cada um não sabe
E descobrir o melhor de nós!
Vencer.
Vamos juntos e vamos tocar o Sol.
Vamos juntos correr entre as ondas...
Caminhar ao de cima do Mar!
Vamos ser ferozes e agarrar a chuva!
Vamos manter-nos na caminhada, juntos.
Vamos criar a meta para ser os primeiros.
Nós até conseguimos tocar magma sem nos queimar!
Por isso vamos pôr as ruas desta cidade em fogo!
Vamos ensinar-nos o que cada um não sabe
E descobrir o melhor de nós!
Vencer.
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Aventura
Deixo-te então com o que não me quiseste dar.
Deixo-te estar com o que não quiseste falar.
Mas envio-te todos os poemas que escrevi a pensar
Que tu serias digno de os ler e interpretar...
Eu nunca te pedi ruído nem te quis amar,
Só quis dar-me o prazer de te dar prazer e acreditar
Que os segredos são mais apetitosos que sonhar...
Podíamos ser sonho na mesma, sem ninguém acordar,
Podíamos ser clímax e risos, quem nos impede de voar?
Podíamos ser tanto e tão pouco que ninguém iria notar...
Um dia ouvirás o vento com um estranho sentimento
De quem não compreende como se negou a aventurar.
Deixo-te estar com o que não quiseste falar.
Mas envio-te todos os poemas que escrevi a pensar
Que tu serias digno de os ler e interpretar...
Eu nunca te pedi ruído nem te quis amar,
Só quis dar-me o prazer de te dar prazer e acreditar
Que os segredos são mais apetitosos que sonhar...
Podíamos ser sonho na mesma, sem ninguém acordar,
Podíamos ser clímax e risos, quem nos impede de voar?
Podíamos ser tanto e tão pouco que ninguém iria notar...
Um dia ouvirás o vento com um estranho sentimento
De quem não compreende como se negou a aventurar.
As palavras que nunca me disseste
Eu não aguento a ausência
Das palavras que nunca me disseste.
Entendes?
As minhas mãos estão soadas, frias,
Vazias... Dormentes.
Há vazio entre nós.
E o que não me dás, não me faz desistir.
Dá-me um não e vou embora.
Posso ir...
Ao menos valho um «Não»?
Ao menos mereço isso a desprezo?
Este teu silêncio é o veneno
Que alimenta a minha esperança.
Estou à espera que me mandes embora.
Dá-me um não.
Estou à espera de saber se me jogas fora.
Das palavras que nunca me disseste.
Entendes?
As minhas mãos estão soadas, frias,
Vazias... Dormentes.
Há vazio entre nós.
E o que não me dás, não me faz desistir.
Dá-me um não e vou embora.
Posso ir...
Ao menos valho um «Não»?
Ao menos mereço isso a desprezo?
Este teu silêncio é o veneno
Que alimenta a minha esperança.
Estou à espera que me mandes embora.
Dá-me um não.
Estou à espera de saber se me jogas fora.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Quem tu quiseres!
Eu não te prendo com os meus braços
Esguios,
Eu não te desdenho com os meus lábios
Macios,
Eu não te controlo com os meus olhos,
Vazios...
Porque...
Para ti os meus olhos jamais serão vazios,
Os meus braços servem apenas
Para os apreciares mais que os demais...
E os meus lábios são os teus terríveis
Pedaços de tentação carnais...
Tal como os meus olhos são intensos demais
Para que olhes outros que tais
Da mesma forma que os olhas imensos, fatais...
Porque...
Podes correr este mundo todo
E encontrar tu não vais
Corpo que te satisfaça mais
Como o meu, que te preenche
Os sentidos mais banais
E as tuas energias vibracionais!
Porque... Ah!
Meu espírito parecido,
Corto-te em dois sem te tocar,
Agarro-te sem te agarrar,
Eu sei que te mato, só de te olhar...
Eu controlo-te sem estar,
Desfaço-te. Sem te desmanchar.
Apaixono-te, sem te amar
E amo-te sem me apaixonar.
Sinto-te, sem me deixar ficar.
Percorro-te o sexo... E
Amasso-te o peito cheio de ar.
Faço-te vir com a minha mente.
E faço-te vir, de novo,
Quando me despir e dançar.
Porque... Podes esconder-te,
Mas não sabes escapar.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
O olhar que não esqueci.
Naquela noite despropositada...
Apanhas-me a olhar-te
Do meu canto da mesa,
Do meu canto da timidez
E do meu canto de desejo...
Porque tu tens-me...
Tu tens-me.
Tens-me.
E não sabes.
Desviei-me por não aguentar
A tensão dos teus olhos nos meus.
Voltei a fazê-lo porque me soube bem
E a tão pouco...
Desta vez para o saberes...
E soubeste, porque olhaste...
E ficas pousado no meu olhar.
Mas eu desvio com medo
Que alguém além de ti me veja olhar-te.
E guardo-te na mente e no ego,
Para quando não te vejo.
E volto a observar-te...
E tu deixas...
Porque te deixaste ficar, de novo...!
Desvio, com receio...
Olho à volta.
Guardo o teu olhar de novo
Para estes intervalos de jogo.
Falaste, olhei, olhaste, desviei,
Voltei, não estavas lá.
Fui embora e falei, conversei,
Voltei,
Cruzamo-nos!
E deixas-me ficar...
Não te desvias da linha
E voltaste a retribuir
Porque deixaste-me ficar
E porque TU te deixaste ficar!
Desvio-me, perco o jogo do olhar.
Não aguento a pressão...
Então...
Porque me deixaste repetir...
E depois não me deixaste entrar?
Porque senti que poderia ser...?
Porque me deixaste sentir
Que me irias querer?
Porque me deixaste saber
Que podia olhar-te
E não me deste o prazer de te ter?
Apanhas-me a olhar-te
Do meu canto da mesa,
Do meu canto da timidez
E do meu canto de desejo...
Porque tu tens-me...
Tu tens-me.
Tens-me.
E não sabes.
Desviei-me por não aguentar
A tensão dos teus olhos nos meus.
Voltei a fazê-lo porque me soube bem
E a tão pouco...
Desta vez para o saberes...
E soubeste, porque olhaste...
E ficas pousado no meu olhar.
Mas eu desvio com medo
Que alguém além de ti me veja olhar-te.
E guardo-te na mente e no ego,
Para quando não te vejo.
E volto a observar-te...
E tu deixas...
Porque te deixaste ficar, de novo...!
Desvio, com receio...
Olho à volta.
Guardo o teu olhar de novo
Para estes intervalos de jogo.
Falaste, olhei, olhaste, desviei,
Voltei, não estavas lá.
Fui embora e falei, conversei,
Voltei,
Cruzamo-nos!
E deixas-me ficar...
Não te desvias da linha
E voltaste a retribuir
Porque deixaste-me ficar
E porque TU te deixaste ficar!
Desvio-me, perco o jogo do olhar.
Não aguento a pressão...
Então...
Porque me deixaste repetir...
E depois não me deixaste entrar?
Porque senti que poderia ser...?
Porque me deixaste sentir
Que me irias querer?
Porque me deixaste saber
Que podia olhar-te
E não me deste o prazer de te ter?
sábado, 30 de janeiro de 2016
Guardo-te na imaginação
Não desisti de saborear-te com os meus olhos,
Ouvidos e sensações, que uso para te admirar...
Porque são as minhas amargas tentações
Que uso para te guardar.
Nem te mostro o quanto eu gostaria de Te Ter,
Só para mim, o teu Eu num momento!
Eu! Que sou feita da mesma poeira estelar que tu.
Guardo-te naquela dimensão que é a ultima a morrer.
Não desisti de ti, mas abrandei o passo,
Para compassar o que sinto no nosso espaço.
E não me arrependo do que te disse nem te menti,
Embora não costume tentar o quem já está prometido
Nem costumo insistir em quem não é para mim,
Eu nunca me esqueço de quem eu escolhi.
Vou continuar a alimentar os meus sentidos de ti.
Vou continuar a olhar-te quando não me vires
E a desviar-me do teu alcance, porque ou me engano,
Ou gostas um bocadinho de mim...
E vou esquivar-me de ti, para não te procurar.
Porque eu só não tenho o que não quero procurar.
Mas guardo-te na imaginação.
E guardo-te naquela dimensão.
Ouvidos e sensações, que uso para te admirar...
Porque são as minhas amargas tentações
Que uso para te guardar.
Somente já não te dou o prazer de saberes quando,
Somente já não te procuro como fazia antesNem te mostro o quanto eu gostaria de Te Ter,
Só para mim, o teu Eu num momento!
Eu! Que sou feita da mesma poeira estelar que tu.
Guardo-te naquela dimensão que é a ultima a morrer.
Para compassar o que sinto no nosso espaço.
E não me arrependo do que te disse nem te menti,
Embora não costume tentar o quem já está prometido
Nem costumo insistir em quem não é para mim,
Eu nunca me esqueço de quem eu escolhi.
Vou continuar a alimentar os meus sentidos de ti.
Vou continuar a olhar-te quando não me vires
E a desviar-me do teu alcance, porque ou me engano,
Ou gostas um bocadinho de mim...
E vou esquivar-me de ti, para não te procurar.
Porque eu só não tenho o que não quero procurar.
Mas guardo-te na imaginação.
E guardo-te naquela dimensão.
domingo, 17 de janeiro de 2016
INTENSO...
«Intenso»
É a única palavra que encontro
Quando te encontro a sós
E com que te defino sem mais adornos.
E essa linha que define os teus contornos
É grosso magma que usas como escudo...
(Um escudo forte como tu.)
Mas para mim esse contorno é morno,
O escudo é mudo e ficas vulnerável...
Pela intensidade como mostras a tua densidade.
E «Intenso» é o que és quando gostas
Da envolvência daquilo em que tocas
E que te faz escrever palavras que mostras...
Mas sem veres as minhas mossas,
Vais-me mostrando nas entre-linhas nossas
Que quem fica vulnerável, afinal,
Sou eu, que só sigo quem mais me toca.
Sigo a intensidade.
É a única palavra que encontro
Quando te encontro a sós
E com que te defino sem mais adornos.
E essa linha que define os teus contornos
É grosso magma que usas como escudo...
(Um escudo forte como tu.)
Mas para mim esse contorno é morno,
O escudo é mudo e ficas vulnerável...
Pela intensidade como mostras a tua densidade.
E «Intenso» é o que és quando gostas
Da envolvência daquilo em que tocas
E que te faz escrever palavras que mostras...
Mas sem veres as minhas mossas,
Vais-me mostrando nas entre-linhas nossas
Que quem fica vulnerável, afinal,
Sou eu, que só sigo quem mais me toca.
Sigo a intensidade.
domingo, 10 de janeiro de 2016
Carta de Amor. De amor à vida.
Foi complicado deixar a culpa de que severamente me encarregaste.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.
De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.
Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.
Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.
Foi complicado entender o porquê de te querer longe.
Foi difícil afastar-me, sabendo que te amo.
Foi difícil perceber porque me sentia com mais ar quando respirávamos longe um do outro.
Foi triste quando soube que não somos um para o outro, depois de tanto.
De tudo o que me disseste ao longo da nossa vida eu em tudo acreditei que sim…
Mesmo o que me fazia mal.
Que não podia fazer tudo o que queria, mesmo respeitando-te.
Que teria que te consultar e ceder à tua pressão negativa.
Mas no fim, chamaste-me egoísta e quase acreditei em ti.
Quase.
Não fico com a culpa, grata.
Agora sei que tudo é aprendizagem e lições.
Custou-me e na altura não sabia porque sentia tanta culpa, se nunca te fiz mal.
Não posso permitir que mandem no que escolho para mim, no que visto, nos meus amigos, nos meus gostos, no batom, nos meus horários, na saia, na blusa, no que bebo, no meu gosto, no que faço, no tempo que perco com cada coisa que aprecio.
Não posso permitir que espiem o meu mundo, que me comandem, que decidam por mim quando gosto, quando quero ou quando me apetece.
Não posso permitir que me manipulem.
Foste-me cortando a cada dia as asas, com o carinho de quem
não sabe bem o que faz e um dia eu acordei e só tinha vestígios delas no meu chão!
Eu já não as tinha em mim…
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.
As minhas asas…
Elas eram só penas caídas, cortadas, amassadas, sumidas, amachucadas…
Não percebi que estava a ficar sem elas, até que tentei levantar voo e caí.
Estavas lá para me amparar e ajudaste-me a levantar, mas não me ajudaste a levantar voo.
Eu não me dei conta, mas agora sei como e porquê e livrei-me.
És boa pessoa.
Eu sei que vais sempre vir auxiliar-me quando eu mais precisar.
Virás sempre que eu te chamar. Eu sei. Assim combinámos.
E tu amas-me. E também tens muito sentimento de posse.
Cabe a mim aprender a chamar-me e saber ser sem ti.
A minha tarefa é essa, ser sem mais ninguém, porque antes fui sempre tudo menos eu, todos antes de mim. E foi para contrariar essa constante que eu voltei e vim.
Eu agradeço-te por me ajudares a evoluir.
E sei que não compreendes o que te digo, nem entendes o que acredito.
Eu sei o que vim resolver a este mundo e sei que combinámos
antes encontrar-nos.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.
Eu teria que ter a força de partir mesmo gostando, para saber o que é dar-me valor.
Quanto ao que sabemos e ao agora…
Não posso seguir mais contigo.
Não posso seguir mais contigo.
Não és má pessoa.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.
Mas até as boas pessoas têm coisas menos boas.
Aquela que nos acompanha sem estar...
Todos procuramos algo, alguém.
Criaram-nos num e separaram em duas metades.
É disso que não me lembro bem como é, mas eu sei que já soube e tenho saudades.
Tenho saudades tuas.
Onde estás?
Procuro-te e enquanto não te encontro imagino como poderás ser... E imagino todos os dias onde poderás estar.
A peça semelhante a mim, que não sendo eu será a pessoa gémea, a peça que se encaixa, a que me falta e sinto falta.
Uma saudade inexplicável.
Criaram-nos num e separaram em duas metades.
É disso que não me lembro bem como é, mas eu sei que já soube e tenho saudades.
Tenho saudades tuas.
Onde estás?
Procuro-te e enquanto não te encontro imagino como poderás ser... E imagino todos os dias onde poderás estar.
A peça semelhante a mim, que não sendo eu será a pessoa gémea, a peça que se encaixa, a que me falta e sinto falta.
Uma saudade inexplicável.
Eu não quero a metade de mim, quero-me inteira e quero o todo de ti.
Mas nunca te senti...
Eu li que é no abraço que se sabe.
Quero abraçar-te e matar saudades deste tempo todo sem ti, porque sinto saudades de algo que senti e que não me lembro de como foi sentir.
Dizem que se sabe quem é pelo abraço, por isso abraço tanta gente, na busca de quem serás...
Onde estás?
Sinto-me incompleta.
Uma solidão que não encontro explicação.
Abraço este mundo e o outro para te encontrar!
Mas de todas as pessoas que abracei eu nunca te encontrei!
De todas as que amei, eu não te senti lá, como li que se sabe e sente!
E só se sente, se for realmente a Alma Gémea da gente...
2016
Mas nunca te senti...
Eu li que é no abraço que se sabe.
Quero abraçar-te e matar saudades deste tempo todo sem ti, porque sinto saudades de algo que senti e que não me lembro de como foi sentir.
Dizem que se sabe quem é pelo abraço, por isso abraço tanta gente, na busca de quem serás...
Onde estás?
Sinto-me incompleta.
Uma solidão que não encontro explicação.
Abraço este mundo e o outro para te encontrar!
Mas de todas as pessoas que abracei eu nunca te encontrei!
De todas as que amei, eu não te senti lá, como li que se sabe e sente!
E só se sente, se for realmente a Alma Gémea da gente...
2016
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Personagens
Muitas vezes eu uso as minhas pessoas como objeto catalizador. Como inspiração.
E não significa que essas pessoas figurem nos meus poemas... Mas está lá o seu ADN.
Algumas pessoas iludiram-se, convencidas que era tudo para e/ou por elas... Mas não.
É tudo para mim.
E tudo pela arte.
É como se eu fosse uma vampíra que suga das pessoas o que precisa para produzir.
Normalmente há algo na pessoa que realmente me toca.
Por vezes invento uma personagem parecida à pessoa só com o que desejo usar para escrever... Quando pouco há nela, mas tem algo...
É tão engraçado...
Serei má?
Aproveito-me das pessoas... São minha vítimas.
Outubro, 2015
E não significa que essas pessoas figurem nos meus poemas... Mas está lá o seu ADN.
Algumas pessoas iludiram-se, convencidas que era tudo para e/ou por elas... Mas não.
É tudo para mim.
E tudo pela arte.
É como se eu fosse uma vampíra que suga das pessoas o que precisa para produzir.
Normalmente há algo na pessoa que realmente me toca.
Por vezes invento uma personagem parecida à pessoa só com o que desejo usar para escrever... Quando pouco há nela, mas tem algo...
É tão engraçado...
Serei má?
Aproveito-me das pessoas... São minha vítimas.
Outubro, 2015
domingo, 20 de dezembro de 2015
Dar, receber, ter.
Que mais posso pedir?...
Se eu também não me dou
Nem quero dar,
Quando te quero sem querer estar
Nem te quero, só querendo ficar...
Que mais posso pedir
Se quando me procuras
Também eu não sou tua,
Nem tua nua sou exclusiva...
Mesmo que me enchas de sentimento...,
Não posso pedir ou exigir...
Não posso saber ou sentir,
Mesmo quando suspirei por ti
E me apercebi que um pouco me perdi.
Se eu também não me dou
Nem quero dar,
Quando te quero sem querer estar
Nem te quero, só querendo ficar...
Que mais posso pedir
Se quando me procuras
Também eu não sou tua,
Nem tua nua sou exclusiva...
Mesmo que me enchas de sentimento...,
Não posso pedir ou exigir...
Não posso saber ou sentir,
Mesmo quando suspirei por ti
E me apercebi que um pouco me perdi.
Penetrar pessoas
Tenho um dom que me esqueci com o tempo...
Resgato-o de novo, com carinho.
Resgato-o de novo, com carinho.
Eu penetro pessoas com o meu amor.
As pessoas sempre me interessaram, sempre me fascinaram. Mas esqueci-me de quão fantástico é penetrá-las e compreendê-las e senti-las!
Esqueci-me e até deixei que me ensinassem a quase odiá-las...
Mas "são apenas pessoas", diz alguém sábio, que foi o gatilho para completar o ciclo que me voltou a lembrar que eu já penetrei pessoas até às entranhas do que não sabiam ser possível...
Mas "são apenas pessoas", diz alguém sábio, que foi o gatilho para completar o ciclo que me voltou a lembrar que eu já penetrei pessoas até às entranhas do que não sabiam ser possível...
Eu amo pessoas. Mas esqueci-me disso. Até inverti isso, em tempos, passados. Passou. Já passou.
Eu vejo luz na escuridão, vejo belo no mais feio, vejo claridade na penumbra das pessoas que me intrigam e eu decido amar, como se fosse eu mesma...
Quem és tu? Quem és tu por quem passo e respiras o mesmo a que eu?
Um dia abordo-te... Um dia, uma noite, serás tal como meu, sem sermos de ninguém, mas ensinaram-me a chamar-vos de "minhas pessoas".
Obrigada a quem cruzou o meu caminho.
Na verdade, eu acredito que fomos todos encomendados.
Combinámos encontrar-nos...
Todas as relações foram combinadas, quase todas estudadas.
Combinámos encontrar-nos...
Todas as relações foram combinadas, quase todas estudadas.
Todas as pessoas são almas conhecidas, sábias, antigas.
Penetrar-te o Ser
Mostra-me o que escondes sem querer.
Meio despreocupado se alguém realmente
O desejará saber...
Na floresta densa em que habita
A tua forma de Ser
Que se esconde a quem passa,
A quem olha sem querer ver...
Eu observo-te mais de perto
E vislumbro na densidade do que és...
Raios cortantes de tua luz,
Entre o arvoredo Negro,
Que me indicam o caminho
De algo que tens quase, quase em segredo
Mas que me desafia devagarinho
A procurar com carinho,
O que vais mostrando meio a medo.
Meio despreocupado se alguém realmente
O desejará saber...
Na floresta densa em que habita
A tua forma de Ser
Que se esconde a quem passa,
A quem olha sem querer ver...
Eu observo-te mais de perto
E vislumbro na densidade do que és...
Raios cortantes de tua luz,
Entre o arvoredo Negro,
Que me indicam o caminho
De algo que tens quase, quase em segredo
Mas que me desafia devagarinho
A procurar com carinho,
O que vais mostrando meio a medo.
domingo, 13 de dezembro de 2015
Eu não me afastei de ti.
O meu corpo é que se rasgou do teu
E deixou uma ferida aberta
Que todos os dias sara um pouco.
Quando te ouço e te leio,
Mesmo à distância,
Ela sangra.
Tenho imensas saudades tuas.
E só com isto eu entendo
O quanto gosto de ti.
Como é tão forte, intenso
O que criámos...
Ouço a nossa música...
«Estendo o corpo e adormeço
Sono tenso, sonho intenso
Entre nós só fumo denso
Fumo denso...
É só fumo denso...
Fumo denso...»
O meu corpo é que se rasgou do teu
E deixou uma ferida aberta
Que todos os dias sara um pouco.
Quando te ouço e te leio,
Mesmo à distância,
Ela sangra.
Tenho imensas saudades tuas.
E só com isto eu entendo
O quanto gosto de ti.
Como é tão forte, intenso
O que criámos...
Ouço a nossa música...
«Estendo o corpo e adormeço
Sono tenso, sonho intenso
Entre nós só fumo denso
Fumo denso...
É só fumo denso...
Fumo denso...»
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Podia ser.
Podiamos correr o mundo.
Podiamos divertirmo-nos sem nos amarmos.
Podiamos ser tudo sem ser nada.
Podiamos ser o que nunca tiveste.
Podias ser o que nunca tive.
Podiamos...
Podiamos...
Não somos.
Podiamos divertirmo-nos sem nos amarmos.
Podiamos ser tudo sem ser nada.
Podiamos ser o que nunca tiveste.
Podias ser o que nunca tive.
Podiamos...
Podiamos...
Não somos.
ADN
Procurei-te, um dia, porque escrevia um livro.
(E comecei a escrever um livro porque... Sonhei.)
Um dia achei que precisaria de mais do que umas palavras... Mais do que a minha imaginação.
A imaginação não foi o bastante porque me apaixonei pela emoção do que nela pintava.
E achei que me apaixonei por ti. Se calhar... Não sei.
Então escrevi.
E o meu livro tem uma personagem com o teu ADN.
Costumo dizer isto quando alguém é inspiração para algo que escrevo.
Eu quis mais que palavras.
Palavras não me chegaram.
Palavras nunca me chegaram...
Ainda escrevo o meu livro.
(E comecei a escrever um livro porque... Sonhei.)
Um dia achei que precisaria de mais do que umas palavras... Mais do que a minha imaginação.
A imaginação não foi o bastante porque me apaixonei pela emoção do que nela pintava.
E achei que me apaixonei por ti. Se calhar... Não sei.
Então escrevi.
E o meu livro tem uma personagem com o teu ADN.
Costumo dizer isto quando alguém é inspiração para algo que escrevo.
Eu quis mais que palavras.
Palavras não me chegaram.
Palavras nunca me chegaram...
Ainda escrevo o meu livro.
domingo, 6 de dezembro de 2015
Escolhas
Corro o mundo à procura de mais do que tu.
Corro o mundo e não encontro melhor que tu.
Corro o mundo e o mundo é curto...
Corro e procuro-te.
Procuro-te no mundo.
Mas não te vou encontrar.
Porque nada do que eu vivi eu viverei.
Nada do que eu encontrei em ti, eu encontrarei.
E eu só me minto ao dizer-me que voltarei.
E após correr o mundo, mais tarde, irei perceber que
Agora, eu só perco ao pensar que novamente te terei.
Corro o mundo e não encontro melhor que tu.
Corro o mundo e o mundo é curto...
Corro e procuro-te.
Procuro-te no mundo.
Mas não te vou encontrar.
Porque nada do que eu vivi eu viverei.
Nada do que eu encontrei em ti, eu encontrarei.
E eu só me minto ao dizer-me que voltarei.
E após correr o mundo, mais tarde, irei perceber que
Agora, eu só perco ao pensar que novamente te terei.
sábado, 5 de dezembro de 2015
Sonhos
Entro nos teus sonhos, porque quero Sonhar.
Tenho esperança que contigo consiga comunicar...
Na realidade em que assentamos os nossos corpos,
Não nos podemos tocar, por isso, hoje
Eu vou-te buscar.
Vamos procurar-nos um no outro,
Vamos perder-nos...
Numa dimensão sem tempo nem espaço,
Só os nossos corpos e sensações,
Sem regras nem colapsos de tempo,
Vou procurar-te e vou encontrar-te...
Adormeço ao som da chuva,
Lá fora sentem-se as gotas...
Aqui, sinto-me a ir...
Acredita, aguarda-me, eu vou aparecer...
E no nosso sonho, as gotas que escorrerem
Vão ser de nós e não vão ser gotas
Serão rios de prazer...
Inspirações...
Não
estranhes que não te olhe mais
Porque
Porque
Uso-te para inspiração.
E…
O meu corpo desfaz-se em pétalas vermelhas quando te pensa.
Toda
eu sou poesia agora.
Toda
eu sou vermelha energia que brota fora…
Do meu
Eu…
O Eu
que procurei
E foi
perdido outrora…O que fui e sou
Eu
agarro tudo o que vem
E espremo o sentir,
E espremo o sentir,
Esmifro
as sensações
E não preciso de ninguém comigo,
Só preciso da minha mente.
E não preciso de ninguém comigo,
Só preciso da minha mente.
Se me
deixassem,
Passaria horas a debitar palavras juntas,
Passaria horas a debitar palavras juntas,
Conjuntos
seguidos,
Textos
imensos
Segmentos sentidos,
Segmentos sentidos,
Intensos
para mim,
Intensos
para muitos consumidos…
Por mim.
Toda eu sou poesia agora
Que me descobri.
A antiga que agora é de novo
Nova.
Toda eu sou poesia agora
Que me descobri.
A antiga que agora é de novo
Nova.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Eu, Eu, EUgoísta.
Ponho tudo o que sou em tudo o que faço.
Nem sei não ser Eu.
Mesmo que tente ser um pouco de outrem,
Sou ainda mais Eu, junto com mais alguém.
Sou tudo o que não foi inventado,
Para que pudesse ser só Eu.
Sou Eu, Eu e mais Eu.
E chamem-me Egoísta.
Chamem-me o que vocês quiserem...
Porque Eu, Nasci para Ser
O que não foi antes o meu Eu.
Memórias passadas no presente
Merda.
Homem é Homem.
Aliás, como Mulher é Mulher.
Mas é de homens que falo. Falo de falo.
Não me interessa se tem filhos, se tem primos,
Irmãos ou se é órfão!
Foda-se!
Para mim, homem, é homem!
Vejo cada pessoa como uma e não com agregados…
Que se lixem os moralismos.
Sou feita de sentimentalismos.
De emocionalismos!
De Paixão! Foda-se!
Sou feita de Paixão!
EU quero lá saber se tens um irmão, um cão
Ou se és parvo.
Escolhi-te.Homem é Homem.
Aliás, como Mulher é Mulher.
Mas é de homens que falo. Falo de falo.
Não me interessa se tem filhos, se tem primos,
Irmãos ou se é órfão!
Foda-se!
Para mim, homem, é homem!
Vejo cada pessoa como uma e não com agregados…
Que se lixem os moralismos.
Sou feita de sentimentalismos.
De emocionalismos!
De Paixão! Foda-se!
Sou feita de Paixão!
EU quero lá saber se tens um irmão, um cão
Ou se és parvo.
Para mim trata-se de querer ou Não.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Vontade Recíproca
Onde tudo é intenso e sensual,
Encontro-nos a trocar músicas
E histórias de um mundo divinal.
Onde tudo é escuro e sedutor,
Encontro-nos a trocar olhares
E palavras de quase amor.
Onde tudo é pouco...
Encontro-nos a apalpar o ar oco,
A beijar as sombras com sufoco...
E a partilhar um desejo recíproco.
Afinidades
E de repente encontrei-te.
Os teus olhos, que ao início me perturbaram,
Tornaram-se agora cúmplices dos meus,
Porque quando nos olhamos estamos a praticar telepatia.
E eu sou uma criança quando estás junto a mim
E sinto que és da minha família.
Sinto que já te conheço há tanto tempo…
Há mais tempo do que aquele que consigo precisar
E do que tenho de vida.
A tua energia recarrega a minha,
Os teus olhos agora meigos abraçam-me.
Fica comigo por muito tempo.
Dois bons poetas merecem ser melhores amigos
E almas gémeas não se encontram todas as vidas.
Setembro, 2015
Sonha Contigo
Inspira-te
com os meus sonhos
E
sonha os teus todos os teus dias.
Deixa-te
colorir pelas minhas cores fortes
E pinta o quadro da tua vida!
Brilha fortemente por me veres brilhar,
E pinta o quadro da tua vida!
Brilha fortemente por me veres brilhar,
Espelha
em ti o teu melhor e reflete-te nele!
Aquece-te
com o meu fogo e queima-me…
Queima,
queima até ser fogo!
Onde
mora a tua luz? Onde?
Eu
vivo lá em cima na intensidade.
Queres
experimentar?
Segue
a minha vontade e respira-me…
Inspira-te
com o meu mundo
E
deixa-me cantar para ti.
Deixa-me
trazer-te a esta Euforia
Que
é a minha forma de vida!
Contagia-te
com a minha energia!
Eu
sonho tão
amarelo e verde…
Vem
sonhar contigo e traz o mar!
Apaixona-te
por ti.
Outubro, 2015
Despeço-me.
Despeço-me.
É estranho…
Despedir-me de alguém que nunca cumprimento.
Mas despeço-me. E sem ressentimento,
Porque não vejo culpa… Nem a minha.
Mas eu sinto-a… Porque há sentimentos...
Algo que nos meus pensamentos nos sublinha…
Existe algo que tentei ignorar.
Há reticências…
Um lume qualquer…
Que surge maior agora,
Que nem percebi a tempo, sequer.
Eu não controlo e vê-se por fora...
Não ignoro mais as evidências.
É estranho…
Despedir-me de alguém que nunca cumprimento.
Mas despeço-me. E sem ressentimento,
Porque não vejo culpa… Nem a minha.
Mas eu sinto-a… Porque há sentimentos...
Algo que nos meus pensamentos nos sublinha…
Existe algo que tentei ignorar.
Há reticências…
Um lume qualquer…
Que surge maior agora,
Que nem percebi a tempo, sequer.
Eu não controlo e vê-se por fora...
Não ignoro mais as evidências.
Desculpa o desconforto.
Para mim foi pior não perceber o porquê
De tanto conforto ao teu lado…
És o meu segredo privado.
Eu sou só a que não te sou nada…
Mas tu, és quem me deixa
Horas acordada.
Para mim foi pior não perceber o porquê
De tanto conforto ao teu lado…
És o meu segredo privado.
Eu sou só a que não te sou nada…
Mas tu, és quem me deixa
Horas acordada.
Adeus com o beijo que não te dou,
Com o abraço que não sabemos como é.
Volto quando não te sentir mais assim
Ou não volto mais…
Porque posso nunca mais voltar a mim.
Com o abraço que não sabemos como é.
Volto quando não te sentir mais assim
Ou não volto mais…
Porque posso nunca mais voltar a mim.
Dança...
Quero consumir-te como quem
Respira.
Eu quero perseguir-te
Como quem alimenta uma mentira.
Sem mentir...
Queres seguir-me?
É que quero comer-te o coração
E espremer-lhe o sumo da Paixão.
Quero respirar o ar vindo da tua boca,
Mostrar-te o sentido da minha alma barroca
E espírito fora de época.
Quero sentir a tua razão
A perder-se na nossa respiração.
Consegues imaginar?
Salva-te de mim enquanto puderes,
Porque eu vou acabar contigo.
No dia que me provares e mais quiseres,
Posso não voltar ao teu abrigo.
Respira.
Eu quero perseguir-te
Como quem alimenta uma mentira.
Sem mentir...
Queres seguir-me?
É que quero comer-te o coração
E espremer-lhe o sumo da Paixão.
Quero respirar o ar vindo da tua boca,
Mostrar-te o sentido da minha alma barroca
E espírito fora de época.
Quero sentir a tua razão
A perder-se na nossa respiração.
Consegues imaginar?
Salva-te de mim enquanto puderes,
Porque eu vou acabar contigo.
No dia que me provares e mais quiseres,
Posso não voltar ao teu abrigo.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Por entre o teu Mar...
Tenho saudades da tua voz...
E do que não conheço em ti.
Sinto saudades dos momentos que
Não sei como são contigo
Porque ainda não os vivi...
Sinto a tua falta agora, aqui.
Na minha mente figuram imagens,
É solitário, é inevitável...,
Sob o teu mistério infindável.
É assim que me deixas, vulnerável...
À procura e ti nas paisagens
Do meu pensamento indomável.
Não me cures da saudade que tenho.
Não me dês tudo o que te peço.
Priva-me do teu Eu, de nós,
Porque eu não te esqueço.
Faz-me ansear pelo nosso engenho,
Pelo nosso momento a sós.
Alimenta o teu desdenho.
E do que não conheço em ti.
Sinto saudades dos momentos que
Não sei como são contigo
Porque ainda não os vivi...
Sinto a tua falta agora, aqui.
Na minha mente figuram imagens,
É solitário, é inevitável...,
Sob o teu mistério infindável.
É assim que me deixas, vulnerável...
À procura e ti nas paisagens
Do meu pensamento indomável.
Não me cures da saudade que tenho.
Não me dês tudo o que te peço.
Priva-me do teu Eu, de nós,
Porque eu não te esqueço.
Faz-me ansear pelo nosso engenho,
Pelo nosso momento a sós.
Alimenta o teu desdenho.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Raciocínio Plutónico Carnal
Faço sexo com as tuas palavras.
E eu dava-te de vontade imensa
Todos os meus versos de palavras cruzadas,
Todos os pensamentos de mente embriagada,
Dou-te o meu desejo de tudo e do nada...
Faço amor com o teu pensamento.
Comia-te a voz se desse, como alimento...
A mesma que todos os dias me apetece.
Eu lia-te todos os dias se pudesse, ao jantar,
Porque ainda devoro essas palavras tuas:
«Desejo os segredos dos teus lábios
e as mentiras do teu olhar»
E isto é tudo tão verdade que,
Se a mentira falasse,
Eu não saberia o que te falar...
E eu dava-te de vontade imensa
Todos os meus versos de palavras cruzadas,
Todos os pensamentos de mente embriagada,
Dou-te o meu desejo de tudo e do nada...
Faço amor com o teu pensamento.
Comia-te a voz se desse, como alimento...
A mesma que todos os dias me apetece.
Eu lia-te todos os dias se pudesse, ao jantar,
Porque ainda devoro essas palavras tuas:
«Desejo os segredos dos teus lábios
e as mentiras do teu olhar»
E isto é tudo tão verdade que,
Se a mentira falasse,
Eu não saberia o que te falar...
quinta-feira, 19 de novembro de 2015
Desprezo
Sei o que é ser seguida pelo Universo.
Sei o que é ser olhada pelo mundo
Quando passo, do mais poderoso ao vagabundo.
Sei o que é ter aos pés frutos verdes e maduros.
E como sei o que é ter toda a atenção,
Fartei-me de ter Sim e esqueci-me do que é um Não...
Como tal, não quero o teu "Já"!
Nem o teu "Quero", eu quero um "Não!",
Não quero o teu "Sim" sem Senão...
Prevejo prazer no teu "Não"...
Porque o teu desprezo à pouco deu-me tanta,
Mas tanta...
Dá-me gozo o teu desprezo e falta de atenção.
De pessoas vulgares, coisas fáceis e previsíveis,
Está a minha vida farta, tenho essa sensação...
Faz a diferença e dá-me desafios difíceis.
É assim que te desafio neste jogo...
Tenso, intenso, cheio de tesão.
Joga comigo. Vamos jogar!
Vamos construir as regras e a exceção.
Sei o que é ser olhada pelo mundo
Quando passo, do mais poderoso ao vagabundo.
Sei o que é ter aos pés frutos verdes e maduros.
E como sei o que é ter toda a atenção,
Fartei-me de ter Sim e esqueci-me do que é um Não...
Como tal, não quero o teu "Já"!
Nem o teu "Quero", eu quero um "Não!",
Não quero o teu "Sim" sem Senão...
Prevejo prazer no teu "Não"...
Porque o teu desprezo à pouco deu-me tanta,
Mas tanta...
Dá-me gozo o teu desprezo e falta de atenção.
De pessoas vulgares, coisas fáceis e previsíveis,
Está a minha vida farta, tenho essa sensação...
Faz a diferença e dá-me desafios difíceis.
É assim que te desafio neste jogo...
Tenso, intenso, cheio de tesão.
Joga comigo. Vamos jogar!
Vamos construir as regras e a exceção.
Sagital
É uma questão de tempo,
Enquanto não é o tempo de a tempo
Nos engolirmos no vento
Que brota da nossa Força,
Por querer ir mais além e deixar mossa,
Por desejar brutamente
A alma da carcaça
Que trazemos de graça
E a côdea comermos!
Enquanto não é o tempo de a tempo
Nos engolirmos no vento
Que brota da nossa Força,
Por querer ir mais além e deixar mossa,
Por desejar brutamente
A alma da carcaça
Que trazemos de graça
E a côdea comermos!
Labirinto de sombras
Por engano,
Tocas-me.
Neste labirinto em que nos conhecemos,Tocas-me.
Somos paredes de sonhos e sensações.
Levo-te para o outro lado
Na dimensão seguinte e
Troco o sono por ti.
E eu toco-te...
E tu tocas-me com perfume
E guardas-me naquele que trago
E que te irás lembrar...
Somos sombras neste labirinto e
Embriagas-me com os teus contos...
Bebo do teu raciocínio
As histórias que são meios e fins,
São inícios que me prendem a ti.
São essas palavras que me levam a sentir-te...
«Palavras, leva-as o vento»...
E Sou Palavra que levas, se quiseres,
Porque deixo-me ir ao alento
Do que desenhares e fizeres
Por valer a pena o sentimento.
domingo, 15 de novembro de 2015
A noite acorda poetas
A noite acusa-nos.
Morde-nos os sentidos
E tudo o que pensamos é mais…
O sono não grita e a metamorfose
Ocorre vagarosa e saboreia-nos.
Os meus dedos desenham as palavras
Que a minha mente pousa nuas.
Dispo-me para ser mais tua,
Que a emoção não é suficiente…
E a vocação é crua, minha, pura.
Vejo jardins de prazer mútuo
Quando nos trago ao pensamento.
Sem que te deixe saber se és a figura
Que figura neste meu momento…
E planto frases que na tua mente atuam
Como incertezas vagas que flutuam
Ao lado das luzes que analisas no céu.
A cidade brilha e é laranja e preta…
É densa, solitária e negra…
É certa de certeza que a sua frieza
Traz poetas à janela
Pra sentir a sua humildade e beleza.
E eu deito-me cheia de mim mesma.
Morde-nos os sentidos
E tudo o que pensamos é mais…
O sono não grita e a metamorfose
Ocorre vagarosa e saboreia-nos.
Os meus dedos desenham as palavras
Que a minha mente pousa nuas.
Dispo-me para ser mais tua,
Que a emoção não é suficiente…
E a vocação é crua, minha, pura.
Vejo jardins de prazer mútuo
Quando nos trago ao pensamento.
Sem que te deixe saber se és a figura
Que figura neste meu momento…
E planto frases que na tua mente atuam
Como incertezas vagas que flutuam
Ao lado das luzes que analisas no céu.
A cidade brilha e é laranja e preta…
É densa, solitária e negra…
É certa de certeza que a sua frieza
Traz poetas à janela
Pra sentir a sua humildade e beleza.
E eu deito-me cheia de mim mesma.
Tens algo...
Curiosas-me a vontade de te saber.
Aguças a que te quis conhecer,
A curiosidade por te absorver.
Não me importo com o que dou.
Não ligo a quem sou ou o que causo.
Apesar de saber o que estrago,
O corpo que tenho não é nem metade
Da grandeza invisível que trago
De mãos dadas com a minha verdade.
Apaixono-me por entranhas.
Quero ver as tuas, bem estranhas,
Essas que me cativam em manhas
Que já me enlacei várias manhãs...
Leva-me para um sítio escuro
Que eu não saiba sair. (Tensa.)
Um sítio que conheças, surdo,
Com música de sonhos, intensa,
Com teias de arte e um vazio duro.
Um sítio com poesia abstrata,
Uma Lua, um copo, um muro.
Sou movida a Sol;
Lá Si Dó.
Mas eu descubro-me
E derreto-me
É na noite.
É Lá que me Sinto.
Aguças a que te quis conhecer,
A curiosidade por te absorver.
Não me importo com o que dou.
Não ligo a quem sou ou o que causo.
Apesar de saber o que estrago,
O corpo que tenho não é nem metade
Da grandeza invisível que trago
De mãos dadas com a minha verdade.
Apaixono-me por entranhas.
Quero ver as tuas, bem estranhas,
Essas que me cativam em manhas
Que já me enlacei várias manhãs...
Leva-me para um sítio escuro
Que eu não saiba sair. (Tensa.)
Um sítio que conheças, surdo,
Com música de sonhos, intensa,
Com teias de arte e um vazio duro.
Um sítio com poesia abstrata,
Uma Lua, um copo, um muro.
Sou movida a Sol;
Lá Si Dó.
Mas eu descubro-me
E derreto-me
É na noite.
É Lá que me Sinto.
A Ave Negra
Era um pinto quando chegou, um pinto engraçado, que todos
pensaram a certa altura que acabaria por ser uma galinha.
O pinto tornou-se realmente na galinha que se acreditava ser, porque não sabia
que podia ser mais e acreditou pouco nela. Galinha.
A galinha quase foi comida porque nunca mais voava e naquele lugar onde ela pousava, onde todos voavam, onde todos eram ou gaivotas ou águias, um ou outro falcão…
Um falcão analisou-a como somente e apenas eles sabem… Viu potencial. Tremeu sem que ninguém soubesse.
Mas também lhe viu fraquezas e no meio de tanta coisa e de tudo, não se preocupou, pois ninguém teria paciência para ensinar aquela ave que se achava ser uma galinha, a voar. Nem mesmo ele o desejou alguma vez.
E ela foi posta de parte, sem sequer saber disso. A galinha.
A galinha quase foi comida porque nunca mais voava e naquele lugar onde ela pousava, onde todos voavam, onde todos eram ou gaivotas ou águias, um ou outro falcão…
Um falcão analisou-a como somente e apenas eles sabem… Viu potencial. Tremeu sem que ninguém soubesse.
Mas também lhe viu fraquezas e no meio de tanta coisa e de tudo, não se preocupou, pois ninguém teria paciência para ensinar aquela ave que se achava ser uma galinha, a voar. Nem mesmo ele o desejou alguma vez.
E ela foi posta de parte, sem sequer saber disso. A galinha.
De parte, houve uma águia-falcão que a acolheu e acreditou
que a galinha poderia melhorar e pelo menos, voar.
Talvez soubesse que apesar de não ter nascido para voar (se calhar), até os pombos conseguem…
A galinha conseguiu finalmente levantar voo.
A galinha percebeu que conseguia voar como as outras gaivotas e até compreendeu o que muitas águias faziam para se manterem tão alto, tão atentas e percebeu o que os falcões fizeram para conseguir caçar e planar...
Quis ser ajudada a ser gaivota. Deixou. Conseguiu.
Sentiu-se gaivota e até planou no meio da chuva e vento.
A gaivota levantava agora mais facilmente voo, planando e ficando lá em cima.
Mesmo quando caia, não se sentia em baixo. E incentivou outras gaivotas a saber cair e levantarem-se…
Talvez soubesse que apesar de não ter nascido para voar (se calhar), até os pombos conseguem…
A galinha conseguiu finalmente levantar voo.
A galinha percebeu que conseguia voar como as outras gaivotas e até compreendeu o que muitas águias faziam para se manterem tão alto, tão atentas e percebeu o que os falcões fizeram para conseguir caçar e planar...
Quis ser ajudada a ser gaivota. Deixou. Conseguiu.
Sentiu-se gaivota e até planou no meio da chuva e vento.
A gaivota levantava agora mais facilmente voo, planando e ficando lá em cima.
Mesmo quando caia, não se sentia em baixo. E incentivou outras gaivotas a saber cair e levantarem-se…
Mas esta gaivota não era ágil como as outras. Tropeçava, não
tinha sido feita para caçar… Se calhar…
Era trapalhona no ar.
Foi-lhe dado como certeza que não iria nunca voar, não mais com o seu bando, para longe, pois não servia para aquele trajeto.
Pediram-lhe que em último caso que não mostrasse medo ou desmotivação, deveria manter-se em altitude, embora quase de certeza sem desculpas, seria posta fora do seu bando, que ela até gosta muito.
A gaivota com alguma tristeza, tentou então ser logo falcão, mas só conseguiu ser uma imitação, embora até soasse a águia de vez enquanto. Mas o falcão caça sem perdão e a gaivota vai caçando…
No meio de se achar, sem saber bem o que era… a que achavam já ser uma razoável gaivota, que se conseguiu manter alinhada com o bando no alto, ficou um tempo em reflexão consigo própria e questionou-se porque se sentia melhor que uma gaivota, mais delicada que uma águia, mas não tão sábia e agressiva quanto um falcão…
Então o que seria ela?
Sentia-se meiga demais para falcão ou águia e ousada demais para gaivota… Começou a tentar encontrar-se nas caçadas!
Experimentava agora manobras sem se preocupar com o que à sua volta se passava... Pois também agora já se encontrava mais segura no bando que a havia aceite.
Manteve-se ao lado das boas gaivotas e um pouco acima por vezes.
Subitamente soube que uma tempestade se avizinhava e aquela que nunca se achou, mas foi-se achando, e sempre soube que era algo mais e diferente do que diziam e sentia-se agora cada vez mais com grandes asas, mas não era nem gaivota nem águia ou falcão.
Ganhou capacidades e apercebeu-se de certos erros que havia cometido, alguns graves, por isso caiu tantas vezes no passado, por isso tantas vezes não se soube erguer mais rápido que os outros, por isso agora estava melhor que nunca.
Era trapalhona no ar.
Foi-lhe dado como certeza que não iria nunca voar, não mais com o seu bando, para longe, pois não servia para aquele trajeto.
Pediram-lhe que em último caso que não mostrasse medo ou desmotivação, deveria manter-se em altitude, embora quase de certeza sem desculpas, seria posta fora do seu bando, que ela até gosta muito.
A gaivota com alguma tristeza, tentou então ser logo falcão, mas só conseguiu ser uma imitação, embora até soasse a águia de vez enquanto. Mas o falcão caça sem perdão e a gaivota vai caçando…
No meio de se achar, sem saber bem o que era… a que achavam já ser uma razoável gaivota, que se conseguiu manter alinhada com o bando no alto, ficou um tempo em reflexão consigo própria e questionou-se porque se sentia melhor que uma gaivota, mais delicada que uma águia, mas não tão sábia e agressiva quanto um falcão…
Então o que seria ela?
Sentia-se meiga demais para falcão ou águia e ousada demais para gaivota… Começou a tentar encontrar-se nas caçadas!
Experimentava agora manobras sem se preocupar com o que à sua volta se passava... Pois também agora já se encontrava mais segura no bando que a havia aceite.
Manteve-se ao lado das boas gaivotas e um pouco acima por vezes.
Subitamente soube que uma tempestade se avizinhava e aquela que nunca se achou, mas foi-se achando, e sempre soube que era algo mais e diferente do que diziam e sentia-se agora cada vez mais com grandes asas, mas não era nem gaivota nem águia ou falcão.
Ganhou capacidades e apercebeu-se de certos erros que havia cometido, alguns graves, por isso caiu tantas vezes no passado, por isso tantas vezes não se soube erguer mais rápido que os outros, por isso agora estava melhor que nunca.
Hoje foi o dia que aquela que nunca se achou mostrava a si
própria, mais que a qualquer outra espécie, o que ela sabia fazer, sem pensar
se já se havia achado ou não e heis-que a resposta chegou…
Aquela que não sabia quem era, conheceu-se melhor e melhorou-se…
O caminho que percorreu mostrou-lhe que sempre foi forte demais para ser galinha, linda demais para ser só gaivota, meiga demais para ser águia e livre demais para ser um sisudo e calculista falcão…
Ela é uma andorinha, no meio de águias, gaivotas, falcões e algumas galinhas tal como ela era, igualmente mal aproveitadas…
Graças a algo superior no seu interior e a uma águia bondosa, a andorinha fez-se naquilo que só poderia vir a ser, de acordo com a sua natureza.
É andorinha que ela quer ser, pois a andorinha será capaz de fazer o que os outros fazem, com uma delicadeza própria da sua espécie e a paciência que só a Primavera é capaz…
E a andorinha, mais do que nunca, nela acreditou.
E a andorinha voo.
Sob a Lua que está Hoje,
Procuro-te
Onde sei que não te vou encontrar,
Onde sei que não te vou encontrar,
Para te dizer o que sei e
Mostrar o que não te posso contar…
Mostrar o que não te posso contar…
Sem saber se tu sabes
O que sinto e que não posso
O que sinto e que não posso
Revelar.
As tantas vezes que eu tentei
Ignorar que não te ignoro,
Ignorar que não te ignoro,
Só serviram para fortalecer
Este desejo consecutivo
Este desejo consecutivo
De te provar na noite
Que trazes contigo até tarde
Que trazes contigo até tarde
E que insisto em atravessar…
Fingir que não te vejo
É agonia por te desejar olhar.
Em carne pouco vestida
Cuja vista adoro pousar…
Mas sou tímida e não te observo
Da mesma forma que te quero provar.
Falo de ti, que és proibido,
De ti que não me és nada.
De ti que me estimulas a libido
E provocas a minha ética
Numa fórmula desenfreada.
Deixa-me dançar hoje Semi-Nua,
Sob a cor da noite que nos dá a Lua.
Deixa-me dar-te este momento…
Veres-me pura e crua, como Nunca…
Ninguém pode interromper o nosso tempo…
Porque ele só existe no meu pensamento.sábado, 14 de novembro de 2015
Propósito de Vida
Vou-me
embora.
E vou porque
quero
E vou a
chorar.
Algo me
chama do outro lado.
Saio em
lágrimas.
Até posso
chegar à outra margem
E não haver
nada,
Mas algo me
chama…
A chama já
não está forte,
Mas vive e é
quente.
Mas há uma
chama em mim que
Vive mais forte e
não se acalma.
Tenho em mim
todos os sonhos.
2015
sábado, 7 de novembro de 2015
Estar onde não estiveres
Fui até ao Deserto
Para me esquecer
Que és quente
Quando estás perto.
Para me esquecer
Que és quente
Quando estás perto.
Corri milhas
Para me cansar
E não me lembrar
Das tuas trilhas.
Para me cansar
E não me lembrar
Das tuas trilhas.
Cantei alto e demais,
Para não ter mais voz
Nem cordas vocais
Para te chamar de nós.
Gastei as palavras
Que sabia dizer
Para não saber
Que palavras falar…
Tentei fugir
Mas encontraste-me
Na tentativa de ir
E agarraste-me
Para eu não fingir.
Mas encontraste-me
Na tentativa de ir
E agarraste-me
Para eu não fingir.
Onde me perdi?
Onde me cansei?
Onde te esqueci?
Onde me achei?
Onde te perdi?
Um pássaro numa gaiola é uma antítese.
Deixa-me voar.
Não me cortes as asas.
Se quiseres abraça-me
De cada vez que eu pousar
Ou se cair e me magoar...
Se quiseres. Mas deixa-me Voar
E Cair.
Assim é, gostar de alguém.
Não me cortes as asas.
Se quiseres abraça-me
De cada vez que eu pousar
Ou se cair e me magoar...
Se quiseres. Mas deixa-me Voar
E Cair.
Assim é, gostar de alguém.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Estou aqui.
Poderia estar em muitos lugares.
Mas agora, estou apenas aqui.
Onde estive já não estou mais.
Agora só quero manter-me assim.
Aqui.
E se escolhi este lugar, é porque o quero.
Mas não preciso dele todos os dias
Nem só para mim.
Não faltam lugares a chamar por mim,
Sítios a desejar-me ali…
Mas eu sai de onde estava
Para experimentar estar aqui.
E definitivamente
Já não estou em mais lado nenhum,
Senão aqui.
Mas agora, estou apenas aqui.
Onde estive já não estou mais.
Agora só quero manter-me assim.
Aqui.
E se escolhi este lugar, é porque o quero.
Mas não preciso dele todos os dias
Nem só para mim.
Não faltam lugares a chamar por mim,
Sítios a desejar-me ali…
Mas eu sai de onde estava
Para experimentar estar aqui.
E definitivamente
Já não estou em mais lado nenhum,
Senão aqui.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Amarelo
Preciso
de amarelo na minha vida. O amarelo é uma cor primária que sempre evitei
vestir.
Nunca gostei de me ver com amarelo. Mudei há uns meses e comecei a vestir-me de amarelo algumas vezes… Talvez até aos 17 anos tenha evitado menos e gostado mais… Não sei bem porquê.
Preciso de voltar a ter amarelo na minha vida.
O amarelo é vida e nem sabia…
Preciso de vida na minha vida, apagada quase por 10 anos de vida.
Não sei fazer amarelo, porque amarelo não se cria… Amarelo procura-se e encontra-se.
Se Amarelo fosse felicidade, estaríamos todos repletos dela só de ver o Sol nascer todos os dias para nós. O Sol é amarelo. O Sol nasce todos os dias.
E nós não morremos, pois não?
Nunca gostei de me ver com amarelo. Mudei há uns meses e comecei a vestir-me de amarelo algumas vezes… Talvez até aos 17 anos tenha evitado menos e gostado mais… Não sei bem porquê.
Preciso de voltar a ter amarelo na minha vida.
O amarelo é vida e nem sabia…
Preciso de vida na minha vida, apagada quase por 10 anos de vida.
Não sei fazer amarelo, porque amarelo não se cria… Amarelo procura-se e encontra-se.
Se Amarelo fosse felicidade, estaríamos todos repletos dela só de ver o Sol nascer todos os dias para nós. O Sol é amarelo. O Sol nasce todos os dias.
E nós não morremos, pois não?
domingo, 1 de novembro de 2015
Somos Fogo
Vejo-te ao longe e eu não aguento…
Eu aqui já te toco com o pensamento.
Toco-te finalmente e provo esse momento...
Esses lábios que beijo, que sugo, que tento…
Sempre me desafiaram o sentimento.
Abraço-te e mordo-te o pescoço com alento…
Beijo a tua orelha, quente, com intento
E mordo-te os lábios sem tempo…
Absorvo esse desejo e devolvo em dobro…
Balanço-me no teu corpo com sedução e me desdobro
Nas tuas mãos, que nas minhas ancas cantam em coro…
Puxas a tua roupa e sinto-me no teu corpo, que cobro.
A minha pele pede à tua contacto direto…
E sem pressa mostro-te o caminho certo...
Conduzo-te lentamente e com critério
À roupa que te tira do sério…
Eu aqui já te toco com o pensamento.
Toco-te finalmente e provo esse momento...
Esses lábios que beijo, que sugo, que tento…
Sempre me desafiaram o sentimento.
Abraço-te e mordo-te o pescoço com alento…
Beijo a tua orelha, quente, com intento
E mordo-te os lábios sem tempo…
Absorvo esse desejo e devolvo em dobro…
Balanço-me no teu corpo com sedução e me desdobro
Nas tuas mãos, que nas minhas ancas cantam em coro…
Puxas a tua roupa e sinto-me no teu corpo, que cobro.
A minha pele pede à tua contacto direto…
E sem pressa mostro-te o caminho certo...
Conduzo-te lentamente e com critério
À roupa que te tira do sério…
Sentes a textura da nossa saudade
E brincamos com vontade, na profundidade
Um do outro, cheios de verdade,
Com fogo e legitimidade,
Nos preliminares que desenvolvemos por vontade
Sem nos darmos conta dessa generalidade
Que nos toca sem oportunidade.
E tu mordes os lábios, de perto,
Sem saberes que com isso me desconcerto…
Me desconcerto…
Me liberto…
Te desperto…
E nos acerto…
Dás-me o corpo em que aconteço…
Te liberto, te prendo e te ofereço…
E nesses olhos, verde quase fingido,
Apaixono-me pelo teu corpo moreno, torcido…
Esses lábios grossos, cor vermelho vivo
Que beijo sem cansaço, sem sentido,
De olhos fechados vejo o nosso corpo fundido.
Premido… Espremido, Sentido.
Este lume que me dás,
Só tu,
Só eu,
O fogo que nós temos,
Só nós…
E dá-nos aquele aperto…
Que nos põe ainda mais dentro,
Um no outro, bem dentro…
E tu coberto…
Boquiaberto…
Certo...
Perto.
Re-Acontecemos.
Outubro, 2015
Só tu,
Só eu,
O fogo que nós temos,
Só nós…
E dá-nos aquele aperto…
Que nos põe ainda mais dentro,
Um no outro, bem dentro…
E tu coberto…
Boquiaberto…
Certo...
Perto.
Re-Acontecemos.
Outubro, 2015
LuTo
Quis fazer o luto contigo.
Quis continuar-te, separando-te de mim
E alimentando o que de melhor sabemos fazer,
Porque é tão bom...
Mas aí onde nos temos, não há tudo…
E não é possível fazer, assim, o Luto.
Novembro, 2015
Desafio
Devia estar
feliz por ser quem sou,
Por ser como
sou e sê-lo tão bem.
Mas parece que me desafio constantemente
Mas parece que me desafio constantemente
E sem
perceber como e com quem…
Fora do meu
controlo e somente
Em lugares
não confortáveis e de acesso difícil…
Se não
consigo o resultado a que me propus
A paciência
deverá ser uma aptidão a trabalhar
Pois logo
penso em voltar aos desafios comuns…
Mas o nível
100 de dificuldade foi eu quem quis...
Então com
este jogo, o que desejo eu afinal provar?
Às vezes
parece que nada acontece…
Enquanto se
joga no alto nível de superação…
Mas o que
não se vê não quer dizer o que parece…
Não quer dizer que não esteja algo lá
Realmente em ação…
Não quer dizer que não esteja algo lá
Realmente em ação…
O que tiver
de ser será e já lá está.
O que não
cola logo não quer dizer que não colará.
O que não
toca logo, não quer dizer que não tocou.
O que não se
sente à distância longa
E fora do olhar que já se trocou,
Queima…!,E fora do olhar que já se trocou,
Na presença, pelo olhar que demais falou.
Outubro, 2015
Outubro, 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
Carta de Apresentação
Nasci Casulo, mas ao estilo Caixa de Pandora.
Vim até onde estou para ser Borboleta.
Tudo o que enfrentei e enfrento agora
Nasci e fui preparada para enfrentar.
Sabem que fui eu quem desenhou a minha linha da meta
E que as ferramentas estão em mim?
Vim até onde estou para ser Borboleta.
Tudo o que enfrentei e enfrento agora
Nasci e fui preparada para enfrentar.
Sabem que fui eu quem desenhou a minha linha da meta
E que as ferramentas estão em mim?
Sempre fui
eu quem terminou as minhas relações.
Em lágrimas
sentidas que nem sempre foram reconhecidas.
Eu Nunca Me
Achei totalmente com Alguém,
Nunca soube
exatamente como é ter a Metade de Mim,
Como é
sentir-me em casa, na praia e no jardim…
Tive
atrações de todo o tipo e atraí de tudo.
Traí uma vez
e de tanta culpa caí lá no fundo.
Apaixonei-me
brutalmente três vezes, duas vezes amei.
Uma ou duas destas cinco vezes não fui correspondida…
Uma ou duas destas cinco vezes não fui correspondida…
Sempre fui
verdadeira, aprendi a confiar e acreditei.
Por ninguém
ponho as mãos no fogo porque me queimo.
A última
pessoa que amei, à minha forma ainda amo.
Descobri que
não sou capaz de amar para sempre.
Descobri que
o mundo não é cor-de-rosa e azul mar.
Descobri que
quero ser sempre criança e voar…
Aprendi que
todos temos uma missão desde o ventre.
Encontrei-me
aos 17 e descobri-me aos 27 anos.
Realizo-me a
cada fracasso que reconheço meu.
Supero-me a
cada passo que dou, que o Universo me deu.
Transbordo-me
quando vejo que quem fui, já não sou Eu.
Quero ser como a Fénix que renasceu das próprias cinzas
Quando todos
souberam e pensaram que morreu.Quero ser como a Fénix que renasceu das próprias cinzas
Outubro, 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Direção a seguir
Sigo em
direção ao Nada
Pensando que
te quero
E sabendo
que é na tua chamada
Que tenho o que espero…
(Tudo.)
Que tenho o que espero…
(Tudo.)
Guio
contrariada,
Perdida na madrugada,
Na direção errada,
Na direção errada,
Pisando
rápido a estrada
Que te
afasta da minha jornada,
Sob a raiva
da trovoada
Que espelha
a tua imagem molhada.
E é quando
me apareces que pressinto
Que te quero mais íntimo…
Quando te olho eu não te minto…
Eu troco-me, derreto-me e finto
Tudo o que escondo desde que te sinto…
Dá-me um sinal e mudo o rumo
Do presente que tenho passado
Rumo ao futuro que tenho imaginado
Dá-me um sinal e deixo o que tenho amado
Sem hesitar, sem esperar, sem te cobrar...
Principalmente sem te amar.
Outubro, 2015
domingo, 11 de outubro de 2015
A lembrança do tempo
Toda esta terra me lembra
A tua presença e imagem.
Todos os sons, todos os cheiros,
E cada paisagem...
Até a muralha texturada
Em que toco, mais
Este mar e areia em que me demoro,
Todos eles... alimentam a minha
Expectativa de encontrar-te.
Todos os meus sentidos desejam
Inadvertidamente, buscar-te.
Não és Deus nem omnipresente,
Mas eu sinto-te por toda a parte.
Já não sei quem és
Nem o que gostas...
E como um fantasma apaixonado,
Eu continuo a esperar-te.
2014
A tua presença e imagem.
Todos os sons, todos os cheiros,
E cada paisagem...
Até a muralha texturada
Em que toco, mais
Este mar e areia em que me demoro,
Todos eles... alimentam a minha
Expectativa de encontrar-te.
Todos os meus sentidos desejam
Inadvertidamente, buscar-te.
Não és Deus nem omnipresente,
Mas eu sinto-te por toda a parte.
Já não sei quem és
Nem o que gostas...
E como um fantasma apaixonado,
Eu continuo a esperar-te.
2014
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Olhei
Olhei,
Não por acaso,
Por entre a brecha que nos fechava intimidades e…
Por felicidade não premeditada
Por entre a brecha que nos fechava intimidades e…
Por felicidade não premeditada
Deixaste cair a toalha
que tinhas à cintura atada
E eu deixei cair o desejo
da minha inocência calada…
E viste nos meus lábios
entreabertos
A expressão de interesse…
(Que escondo sempre na tua presença.)
Por mais que ansiasse um momento destes…
(Que escondo sempre na tua presença.)
Por mais que ansiasse um momento destes…
Nunca o pedi.
Irias desmanchar-me, tal
como aconteceu…
Pegaste na toalha que nos
revelou e escondeste-te…
Mas ficou tudo exposto.
O ótimo e o menos bom…
domingo, 4 de outubro de 2015
Eu só quero...
Eu, de ti,
só te quero comigo
De vez
enquanto…
De ti, só
quero a tua forma
E um pouco do teu jeito.
E um pouco do teu jeito.
Não te quero
meu amigo, amado,
Companheiro
nem querido,
E jamais te
quererei namorado.
Só quero a
tua resistência e resiliência,
Quero muita física e alguma química.
Quero muita física e alguma química.
E após tudo
o que fizermos,
Que vai ser
delicioso e esgotante,
Que fique
claro, podemos ser inércia
E seguir cada um sem o outro adiante,
E seguir cada um sem o outro adiante,
Até à
próxima.
Quero oferecer-te danças privadas,
Intensas de gargalhadas,
Encontros secretos em madrugadas,
Dar-te massagens molhadas,
O meu corpo e as tuas costas suadas.
Intensas de gargalhadas,
Encontros secretos em madrugadas,
Dar-te massagens molhadas,
O meu corpo e as tuas costas suadas.
Eu, de ti, somente desejo fogo de corpos,
Momentos longos de intensidade
Cheios de suspiros e gemidos
E curtos de romance e história.
De ti, quero muita profundidade
E toda a superficialidade que formos capazes.
Toda a originalidade que conseguirmos
Colocar nos nossos “a sós” fugazes…
De ti, quero tão-somente, por fim…
Disponibilidade sexual para mim.
Momentos longos de intensidade
Cheios de suspiros e gemidos
E curtos de romance e história.
De ti, quero muita profundidade
E toda a superficialidade que formos capazes.
Toda a originalidade que conseguirmos
Colocar nos nossos “a sós” fugazes…
De ti, quero tão-somente, por fim…
Disponibilidade sexual para mim.
quinta-feira, 1 de outubro de 2015
Mundo Paralelo
Escrevo para
não estar em solidão.
(Aqui o
mundo é muito mais intenso.)
Escrevo para
ficar bêbeda de emoção…
Esta que só
tenho nas minhas palavras,
As que escrevo com sonhos e muita paixão.
E sinto-te cada vez com mais atração…
As que escrevo com sonhos e muita paixão.
E sinto-te cada vez com mais atração…
E produzo este vinho que me adormece
Na noite em que as palavras são a minha cama.
(Porque não me deitei contigo…)
Os poemas são
o meu coração que não esquece…
E retribuo-te
o olhar que na tua atenção se aquece.
(E me lembra
que te quero comigo.)
Escrevo assim
porque me aproximo
Do que não
posso sentir em mãos.
Expresso-me
como se comesse
Um pedaço do
que adivinho o sabor…
Sinto o que
não sei como se sente,
E se tudo o
que escrevo, eu pudesse…
Seria tão
satisfeita na minha
Infelicidade perfeita
Infelicidade perfeita
De quem não
se prende pelo amor.
Ofélia Castro, 2015
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