Tenho saudades da tua voz...
E do que não conheço em ti.
Sinto saudades dos momentos que
Não sei como são contigo
Porque ainda não os vivi...
Sinto a tua falta agora, aqui.
Na minha mente figuram imagens,
É solitário, é inevitável...,
Sob o teu mistério infindável.
É assim que me deixas, vulnerável...
À procura e ti nas paisagens
Do meu pensamento indomável.
Não me cures da saudade que tenho.
Não me dês tudo o que te peço.
Priva-me do teu Eu, de nós,
Porque eu não te esqueço.
Faz-me ansear pelo nosso engenho,
Pelo nosso momento a sós.
Alimenta o teu desdenho.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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