Sob a Lua que está Hoje,
Procuro-te
Onde sei que não te vou encontrar,
Onde sei que não te vou encontrar,
Para te dizer o que sei e
Mostrar o que não te posso contar…
Mostrar o que não te posso contar…
Sem saber se tu sabes
O que sinto e que não posso
O que sinto e que não posso
Revelar.
As tantas vezes que eu tentei
Ignorar que não te ignoro,
Ignorar que não te ignoro,
Só serviram para fortalecer
Este desejo consecutivo
Este desejo consecutivo
De te provar na noite
Que trazes contigo até tarde
Que trazes contigo até tarde
E que insisto em atravessar…
Fingir que não te vejo
É agonia por te desejar olhar.
Em carne pouco vestida
Cuja vista adoro pousar…
Mas sou tímida e não te observo
Da mesma forma que te quero provar.
Falo de ti, que és proibido,
De ti que não me és nada.
De ti que me estimulas a libido
E provocas a minha ética
Numa fórmula desenfreada.
Deixa-me dançar hoje Semi-Nua,
Sob a cor da noite que nos dá a Lua.
Deixa-me dar-te este momento…
Veres-me pura e crua, como Nunca…
Ninguém pode interromper o nosso tempo…
Porque ele só existe no meu pensamento.
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