A noite acusa-nos.
Morde-nos os sentidos
E tudo o que pensamos é mais…
O sono não grita e a metamorfose
Ocorre vagarosa e saboreia-nos.
Os meus dedos desenham as palavras
Que a minha mente pousa nuas.
Dispo-me para ser mais tua,
Que a emoção não é suficiente…
E a vocação é crua, minha, pura.
Vejo jardins de prazer mútuo
Quando nos trago ao pensamento.
Sem que te deixe saber se és a figura
Que figura neste meu momento…
E planto frases que na tua mente atuam
Como incertezas vagas que flutuam
Ao lado das luzes que analisas no céu.
A cidade brilha e é laranja e preta…
É densa, solitária e negra…
É certa de certeza que a sua frieza
Traz poetas à janela
Pra sentir a sua humildade e beleza.
E eu deito-me cheia de mim mesma.
Ninguém é o que faz, apenas, nem ninguém é o que tem - totalmente. Não se conhece um ser, nem que anos de convivência passem; o ser humano está em constante aprendizagem e mutação. A mudança é a única certeza da vida. A morte física é inevitável. Apesar das várias assinaturas, todos os textos são meus.
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http://www.citador.pt/poemas/amor-irene-lisboa
ResponderEliminarUau... Obrigada!
EliminarMuito obrigada pela partilha!
Que bom conhecer estas obras.
Pena que as pessoas morram..., E só deixem delas as palavras e a saudade.