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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Despeço-me.

Despeço-me.

É estranho…
Despedir-me de alguém que nunca cumprimento.
Mas despeço-me. E sem ressentimento,
Porque não vejo culpa… Nem a minha.
Mas eu sinto-a… Porque há sentimentos...
Algo que nos meus pensamentos nos sublinha
Existe algo que tentei ignorar.

Há reticências…
Um lume qualquer…
Que surge maior agora,
Que nem percebi a tempo, sequer.
Eu não controlo e vê-se por fora...
Não ignoro mais as evidências.
Desculpa o desconforto.
Para mim foi pior não perceber o porquê
De tanto conforto ao teu lado…
És o meu segredo privado.
Eu sou só a que não te sou nada…
Mas tu, és quem me deixa
Horas acordada.

Adeus com o beijo que não te dou,
Com o abraço que não sabemos como é.
Volto quando não te sentir mais assim
Ou não volto mais…
Porque posso nunca mais voltar a mim.




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