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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Breve reflexão sobre hip-hop e "Boss AC com Mariza" - «Alguém me ouviu» (do álbum "Mantem-te firme")

Eu sou das pessoas com o gosto musical mais diversificado que conheço.
Pensei que com o passar dos anos, a minha paixão por Hip-Hop se desvanecesse, como aconteceu com os meus belos 14 e 15 anos. Mas afinal a paixão ficou. Mas não gosto de todo o tipo de Hip-Hop... Quando é do tipo que eu gosto, o meu coração bate mais vezes por minuto, porque o tipo de Hip-Hop com que eu me emociono tem poemas de excelente qualidade e uma música de fundo com a presença de belos instrumentos musicais. Não é que não goste de ouvir aquelas batidas tão características do Hip-Hop..., também gosto. Mas há Hip-Hop e Hip-Hop, para quem souber distinguir... e, há gostos e gostos. E aos 21, 22 e mais adiante, julgo, gosto de ouvir esta música (hip-Hop) com tanta idade (já se aperceberam da idade do Hip-Hop?).
Tenho especial emoção pelos poemas deste Sr. que se segue, que se designa por BOSS AC. E gosto mais de achá-lo poeta e declamador de poemas que cantor... Julgo que ele tem uma voz bonita, forte, mas não canta, ele declama - ao som da música.
Este poeta escreve com as frases exactas os sentimentos mais difíceis de escrever. Gosto muito de lê-lo. E também ouvi-lo. E eu adoro fado... E esta música é... uma emocionante junção...




Boss AC com Mariza - Alguém me ouviu (do álbum "Mantem-te firme")



"Não me resta nada
Sinto não ter forças para lutar
É como morrer de sede no meio do mar e afogar
Sinto-me isolado
Com tanta gente á minha volta
Vocês não ouvem o grito da minha revolta

Choro a rir
Isto é mais forte do que pensei
Por dentro sou um mendigo que aparenta ser um rei
Não sei do que fujo
A esperança pouco me resta
Triste ser tão novo e já achar que a vida não presta

As pernas tremem
O tempo passa
Sinto o cansaço
O vento sopra
Ao espelho vejo o fracasso
O dia amanhece
Algo me diz para ter cuidado
Vagueio sem destino
Nem sei se estou acordado

Sorriso escasseia
Hoje a tristeza é rainha
Não sei se a alma existe
Mas sei que alguém feriu a minha
Às vezes penso se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz

(M) Chorei
(M) Mas não sei se alguém me ouviu
(M) E não sei se quem me viu
(M) Sabe a dor que em mim carrego
(M) E a angústia que se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) Ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo
(M) Busquei
(M) Nas palavras o conforto
(M) Dancei no silêncio morto
(M) E o escuro revelou
(M) Que em mim a luz se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) E ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo

Não há dia que não pergunto a Deus
Porque nasci?
Eu não pedi
Alguém me diga o que faço aqui
Se dependesse de mim teria ficado aonde estava
Aonde não pensava, não existia, não chorava

Prisioneiro de mim próprio
O meu pior inimigo
Às vezes penso que passo tempo demais comigo
Olho para os lados,
Não vejo ninguém para me ajudar
Um ombro para me apoiar
Um sorriso para me animar

Quem sou eu?
Para onde vou?
De onde vim?
Alguém me diga,
Porque me sinto assim?
Sinto que a culpa é minha mas não sei bem porquê
Sinto lágrimas nos olhos mas ninguém as vê!

Estou farto de mim,
Farto daquilo que sou,
Farto daquilo que penso
Mostrem-me a saída deste abismo imenso
Pergunto-me se algum dia serei feliz
Enquanto oiço uma voz dentro de mim que me diz

(M) Chorei
(M) Mas não sei se alguém me ouviu
(M) E não sei se quem me viu
(M) Sabe a dor que em mim carrego
(M) E a angústia que se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) Ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo
(M) Busquei
(M) Nas palavras o conforto
(M) Dancei no silêncio morto
(M) E o escuro revelou
(M) Que em mim a luz se esconde
(M) Vou ser forte e vou-me erguer
(M) E ter coragem de querer
(M) Não ceder nem desistir
(M) Eu prometo"

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Solidariedade, no teu auge

A Solidariedade é... (?)

(Faz desta palavra uma acção)


Não deixes que o alento passe num grito e
Te percas na ausência da tua essência,
Essa substância imaginária
Que te faz ser mais alto!
E voraz! Não com os outros, mas sim,
Voraz com o que te faz esquecer os teus sentidos,
Esses que te dão o poder de ver a alma de todos,
Até a daqueles que parece não a terem
Dentro das suas entranhas espirituais…
Perdoa aqueles que parece no lugar dela
terem algo que não os permite sentir…
Nem sonhar intensamente nem amar…




Dá a mão aos que amam e ama quem não sabe ainda fazê - lo,
Ensina - lhe a caminhar na areia ondulante da tua calma,
Pois de bondade se faz o crescimento interior,
O ódio… esse sentimento menos bonito,
Existe para que o amor se faça notar.
Traz a cada dia teu, meu, nosso, a paixão de cada dia!
Ela transporta camuflado o verbo amar
Guardado pela esperança de na acção se conjugar,
sem que nos apercebamos
Que ele está a chegar,
Naquele momento de sabores vários,
Em que não se distingue o céu do mar e
Que a linha que aparentemente os separa,
É somente a vontade do ser humano de se amparar…
Por não ter a possibilidade de ver pelo infinito além
E assim, é comandado o nosso olhar, mentindo - nos,
Por aquilo que não pode ver.




Todos temos medo de nos perder.
Todos temos medo, ainda mais, de nos achar…
A luta da nossa consciência pelo poder é constante,
Só ela sabe o que teme realmente…
Eu, penso para mim, que será o inconsciente.
Aquele que comanda os movimentos que não controlamos,
Que poderão ser prestáveis ou,
Isentos de atenção ao que rodeia a nossa carne…
Essa, que pensamos ser tudo…
Mas que leva o que mais amamos, por não durar sempre
E de repente te faz pensar se estas a olhar para a carne de todos
E mais importante, para o interior de todos, ou,
Se num acto irreflectido tens ponderado somente a tua pele,
Excluindo da tua preocupação egoísta
Seres carentes de algo ou tudo,
Gente lutadora que sofre para ter o que para ti é nada,
E também, gente carente daquela que parece não possuírem.
Daquela?
Daquela que (quem sabe?),
Poderá estar perdida e necessita d’um pouco da vossa, da tua,
Para construir a sua… A sua…?
Abre o coração, sente os teus olhos, será a sua alma?

2007/08 Por Diana Estêvão

_ Depressão _

Entra-se mais fundo no poço,
Que lentamente nos engole; é mais
Do que ficar triste,
É o desejo de morrer, desaparecer,
É ansiar a morte.
É não ter mais lágrimas para verter,
Estar seco, chorar por dentro,
Apodrecer.
É agonia subtil demorada,
É sentir que se é nada.
É mais que sofrer-se sozinho,
É sentir o corpo ausente,
E sobreviver com o espírito morto,
Fazendo por vezes,
Sofrer os que gostam de nós e nos sentem...
É dor que não se sente,
Vive-se com esse sentimento;
É o consumir das entranhas podres e
Apodrecer a alma,
É ter lágrimas de sangue e esconder a face na máscara;
Percorre-se estradas longas de retrocesso que pára a vida;
O tempo corre morto, a vida, que não o é,
Passa e leva-nos o tempo,
Esse, que nos leva a vida, essa que não a temos;
E nós, levamos a carne que temos vestida,
À morte alucinantemente esperada;
Devolvemos a paz ao espírito
E (alguns dizem...) fazemos crescer a alma.
A depressão não se vê...
A depressão não se sente...
A depressão vive em nós,
Caso um dia, surja a oportunidade de nos vencer.


2003, Diana Estêvão

domingo, 7 de junho de 2009

Fruto proibido

Fixei-me nos teus olhos
E, no fundo do teu olhar vi nascer o mais
Explícito desejo de provares o meu sabor.
E foi nesse momento, que os nossos
Corpos se ligaram num acto, que as nossas
Almas já haviam experimentado... Mas é
Neste momento que a amizade perde um pouco
Da sua força, e a paixão, atinge o auge da
Sua essência.

2004 - Diana Estêvão

Algo escrito num momento da minha vida em que, nutri sentimentos por alguém que me foi muito querido e amigo, mas que eu não deveria ter jamais tocado para além da sua alma.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Sociedade, é cada um de nós.


Quando há indivíduos pouco confiantes em si mesmos, com maus hábitos e influências desde cedo e rara rigidez na convicção com que ensinam - sendo os mesmos, pais de outrem - correm as crianças, filhos desse alguém, o risco de crescer semelhantes, mas com cada vez menos preparação para a realidade ou cada vez mais preparados para a real criminalidade.

A deficiente instrução (alimentada pelos progenitores), a falta de responsabilidade (incitada pelos exemplos... ou falta deles), a carência de respeito (normalizada pelo desprezo dado pelos encarregados de educação ao seu educando), a observação não real nem fiel dos factos importantes ao longo do crescimento da criança (fortalecida pelo esquecimento do particular pormenor de que a "criança", amanhã é um individuo...) e, o trabalho árduo (cansativo, enfadonho até, para alguns) que é dar educação, são consequências e factores cada vez menos toleráveis nas sociedades, para que a vida de todos melhore e haja pacificidade e respeito mutuo.

Infelizmente, os erros básicos e aparentemente inofensivos, de pais para filhos, ao longo da vida de cada família, tornam-se grandes problemas e perguntam-se muitos pais o quê? - "Onde é que nós errámos...?" - com um ar totalmente perdido e inculpável... Erraram muitos, sim, e em muito; lamento dizer-vos.
A velha história de que as criancinhas não podem ser contrariadas, dá bom azo a que elas cresçam achando que não devem de facto sê-lo e quando alguém lhes pede para fazerem algo ou as contraria, é vê-las a matarem os pais, chegarem à escola com armas e matarem os colegas à queima roupa, suicidarem-se, assaltarem, roubarem, etc., etc.... (deixo à mercê da realidade outras mais prováveis coisas), pois não aguentaram a pressão de serem privados da sua vontade ao fim de tanto tempo de lhes ser apoiada a vontade de fazerem o que querem e bem lhes apetece. E se não fizerem isto tudo que foi escrito, fazem outras coisas ou acumulam maus hábitos para continuar a ensinar. E estes que são mal ensinados - um dia pais ou não -, serão indivíduos e antes de serem pais, são ou foram filhos e membros da sociedade! A sociedade que temos.


Diana Estêvão (2008)

terça-feira, 2 de junho de 2009

O segredo explícito de ler poesia



A arte de ler
e gostar de poesia, é
seguir cada estrofe
respeitando apenas e somente
a pontuação.
Não é parar na frase
que não tem ponto
nem ponto e vírgula,
só porque há um parágrafo
que obriga o sensível
a separar-se da linha em que está
e saltar para o próximo corrimão.
E é sem dúvida,
ter também imaginação.


Diana Estêvão (2008)

Angústia Carnal

Esta alegria descontente,

Que invento permanentemente

Para esconder o meu desalento,

Que me abraça solenemente . . .



Indiferente, observo,

Distante, preservo,

O meu olhar discreto,

Apesar do sentimento secreto

Que sobrevive bem forte.



Amanhece, no meu corpo, o que

Escurece a minha mente;

Torna mais fraco o meu corpo quase morto,

E enfraquece quem me sente.





Diana Estêvão (2005)

Musicalidade


Gostas de sabor

Que a pele sedenta bebe,

Água de abundante dor

Que escorre, percorre e segue.


Brilho descontente,

De um olhar profundo,

Toque emergente

No coração do mundo.


Diana Marques Estêvão (2005)

Inalcançável

Ao meu gato, que morreu por volta de 2002

O meu gato faleceu com 6 anos. Enquanto eu dormia, ele na minha cama, de repente, sem motivo aparente, fez-me acordar com os seus miados estranhos... Quando o olhei estava assanhado... com os olhos muito abertos... posteriormente falaram-me em ataque cardíaco; seria então aquilo dor?... Ele mandou-se para o chão e foi direito à parede, desfaleceu, por 2 segundos... levantou-se cambaleando, fui buscá-lo... Peguei-lhe, coloquei-o no colo... Sentei-me na cama e massajei o seu peito enquanto ele revirava os olhos... sentia-se evidentemente mal... E eu não tive para pensar como me sentia... desesperada continuei e julgo que tentei dar-lhe ar... Ele deu um suspiro e pareceu uma pessoa ao fazê-lo. E depois parou.





A última vez que o olhei nos olhos,

a última vez que o tive nos braços,

foi para vê-lo e senti-lo morrer...

Sem que eu nada pudesse fazer.



Diana Estêvão (2003)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O desabrochar da rosa branca

Ela... aproximou-se da velha mulher de rugas postas e fitou as rosas de pela macia que a velha vendia.

Procurou uma que tivesse as pétalas muito juntas, como um canudo enrolado apertado... uma rosa por desabrochar, mas eram as enormes, as vividas, de pétalas oblíquas e horizontais que lhe prendiam os olhos.

Mas ela ia contra a natural atracção e tentava escolher uma das mais bem compostas rosas, da colecção de flores que a velha havia roubado à terra do seu terreno, esta manhã cedo.

A concentração dela, desconcentrou a da velha, que fazia arranjos de flores para vender...

- Bom dia menina, quer ajuda p'ra escolher alguma?

Ao que ela lhe respondeu, com alguma vontade de continuar a escolher por ela própria - Eu quero uma rosa branca..., mas quero uma bem fechadinha, assim, ainda por abrir, 'tá a ver?

A velha olhou-a e leu-a...

- A menina quer uma rosa por abrir? Completamente?

- Quero uma rosa que agora esteja fechada, mas que ao longo destes dias abra muito e as pétalas se alarguem... se afastem umas das outras... 'Tá a perceber?

- Mas... menina... as rosas que aqui tenho ficarão sempre assim como são, quer dizer... elas não vão continuar a abrir agora que aqui estão nem as maiores fecharão... elas foram apanhadas com posições diferentes, propositadamente, para os vários gostos... mas não mudarão mais de forma.

Ela não entende e julgando conseguir explicar-se melhor, sublinha - Sra., eu quero comprar uma rosa fechada, assim como esta aqui, esta mesmo! Mas que depois abra, ao longo dos dias cresça... qual é a melhor destas fechadinhas para isso? Esta que lhe disse ou aquela ali?

- Menina... como quer que uma rosa que foi arrancada da sua raiz rejuvenescedora, cortada a sua vida na terra, separada do seu espaço natural, continue a viver depois de morta?


Diana Estêvão (2008)


quarta-feira, 20 de maio de 2009

A passagem

E o pano lança-se sobre o palco!

Num movimento horizontal e plano...

Avassaladoramente.

A sala fica escura e amplo o silêncio...

Não se ouve aplausos.

Não há murmúrios.

Não há sorrisos.

Nem o silêncio se escuta.



. . .





A sala é toda presenças ausentes,

De seres não seres.

Os cadeirões vermelho sangue

esperam o calor humano que só o sangue permite.

Mas não há vida naquela sala...

O pano está fechado e não há palavras.



. . .



Na ausência de matéria

Escuta-se uma voz profunda que canta...,

Como se outra peça maior continuasse

Enquanto esta se acaba.

Outra voz se ouve... Indignada!

Enfurecida!

Esta última,

Inaudível para nós...

QUEM FECHOU O PANO?

Quem mandou fechar o pano?!

EU NÃO QUERO VER O PANO!

Quero continuar a ver esta peça!...

Por favor..., deixem-me ver o palco,

Abram as cortinas, TODAS!

Eu quero continuar neste salão!...

Eu quero...!

Que me fechou as cortinas...?

Diante do meu olhar atento!... Quem...?

Quem mandou tapar o que eu estava a gostar de ver...

Quem me manda embora, agora...?

É cedo, quero continuar aqui.

Quero ver a peça até ao fim!

A peça não pode acabar tão cedo!

Não pode acabar assim!

Alguém me ouve? ABRAM A CORTINA!

EU ESTOU AQUI!

AQUI!



. . .



Mas ele não sabe que

Para ele é o fim.

Como se explica que é o fim,

A quem não quer o fim?

Tudo tem um fim,

Todos temos um fim.






Diana Estêvão (2008)

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Se desejar, leia o poema com este som, até terminar a leitura:

http://www.youtube.com/watch?v=egweJhjt2So&feature=related


(O poema poderá ser adaptado para teatro, num monólogo ou com um actor activo e outro actor narrativo, com acompanhamento de música de fundo que se impõem, conforme o drama da personagem)



Poesia abstracta de uma mente perturbadamente saudável

terça-feira, 31 de março de 2009

Sofrer por antecipação ou posteriormente?

Aproveitarmos "ontem" enquanto tivemos, aquilo que hoje nos faz falta por não termos, é um acto óptimo! Não há mais o que amamos, mas amámos enquanto houve...
E quando estamos a sentir falta, há a confortável sensação da ideia: "Eu aproveitei".
No entanto, ao aproveitarmos o momento e o tempo, no tempo em que temos tal preciosidade em mãos para aproveitar, temos melhor e maior consciência de que tal relíquia nos fará falta quando a não tivermos.
Contudo, se não aproveitarmos enquanto é tempo de dar valor e/ou dizer: "gosto de ti", quando não tivermos mais oportunidade de dizê-lo, sofreremos por nunca ter dito... ou ter dito de menos...
Deixo então uma questão (retórica), que me fiz há muito tempo: vale mais vivermos sem a preocupação de aproveitarmos algo que se irá embora, sem nos darmos conta que findará e depois de findar, sofrermos pelo que não aproveitámos enquanto tivemos e pelo pouco que fizemos, ou, será melhor darmo-nos a isso de corpo e alma como se amanhã não houvesse, sofrendo por antecipação e preocupados por um amanhã próximo não termos o que hoje nos faz feliz, custando-nos essa ideia, por sabermos exactamente que o amanhã chega rápido e findará aquilo que amamos... e..., depois de findar, gozaremos do conforto da ideia de que aproveitámos ao máximo e em tempo, aquilo que agora não há mais?
Todavia, a ideia que mostro também poderá ter um pouco das duas fases/vivências... poderá haver um amor que se dá e recebe enquanto há a vida de alguém que
amamos
e, a consciência de que findará em gestos "matéricos", o amor que recebemos; (nunca findará o amor que continuamos a ter dentro de nós por essa pessoa) mas, consequentemente, achando que poderíamos ter dado sempre e sempre mais àquela pessoa que agora partiu e nisto, há um sofrimento por antecipação à partida e posterior à mesma.
Julgo que, o que de facto interessa, é que amámos e amámos muito; achamos por vezes é que não foi suficiente o que demos..., o ser humano não lida naturalmente bem com a perda.



Diana Estêvão (2008)

Eu

A minha foto
Planeta Terra, Portugal
Desfrutem-se...

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